Três dias antes do casamento, meu noivo olhou para a farinha na minha roupa e decidiu que eu não combinava com o futuro dele. Tirei a aliança, peguei meus cadernos de receitas e fui embora. Mas, antes de sair, descobri que sua família também pretendia apagar meu nome dos produtos que eu havia criado. Precisava de trabalho. Acabei diante dos portões de Dante Bellandi, um mafioso temido, viúvo e pai de três crianças que já não confiavam nos adultos. Eu fui contratada para cozinhar. Não para ocupar o lugar de uma mãe. Muito menos para me apaixonar pelo homem que fazia todos naquela casa medir as palavras. Até seu filho mais novo puxar meu avental e dizer que queria provar o meu bolo. Até a filha dele perguntar se eu também iria embora. Até Dante começar a pedir o que antes estava acostumado a ordenar. Então meu ex apareceu no portão, dizendo que viera buscar a noiva. Ele ainda não tinha entendido que eu não pertencia mais ao futuro dele. E eu ainda não sabia por que o nome Bellandi o deixava tão assustado.