localização atual: Novela Mágica Ele Me Rejeitou. Os Filhos do Mafioso Me Escolheram. Parte 8 — O Homem Que Precisava Aprender a Pedir
标题上

"Ele Me Rejeitou. Os Filhos do Mafioso Me Escolheram." Parte 8 — O Homem Que Precisava Aprender a Pedir

正文开头

Parte 8 — O Homem Que Precisava Aprender a Pedir

Helena não prometeu uma proteção que não podia garantir.

Explicou a Edson que o material precisava ser apresentado às autoridades responsáveis pela investigação e que qualquer preocupação com sua segurança deveria ser registrada junto com o depoimento.

Ele não gostou da resposta.

Gostei menos ainda.

Mas preferi aquilo a alguém dizendo que tudo ficaria bem.

"Não quero ir para a casa do Bellandi", disse Edson.

"Você não vai", respondeu Helena. "E Marina não vai se encontrar com você sem orientação."

Ele concordou em falar com um advogado que trabalhava com ela em questões criminais.

Depois da chamada, fui procurar Dante.

Encontrei-o no escritório com Rafael. Esperei o segurança sair.

"Um ex-funcionário do galpão entrou em contato."

Dante levantou imediatamente.

Contei o nome e o que Edson afirmara.

"Onde ele está?"

"Helena está encaminhando a conversa."

"Marina, onde ele está?"

"Eu não sei."

Dante pegou o telefone.

"Rafael pode localizá-lo."

"Ele disse que não quer você procurando a família dele."

"Eu não vou fazer nada com a família."

"Mas ele não sabe disso."

Dante passou a mão pela nuca.

A voz continuava baixa, mas a sala mudara.

Vi, pela primeira vez de perto, o homem que fazia outras pessoas interromperem frases.

"Há dez meses, alguém me diz para esperar", falou. "Um documento que falta. Um laudo. Uma testemunha que não se lembra."

"Então não dê a essa testemunha mais um motivo para recuar."

Seus olhos se fixaram nos meus.

"Você acha que eu deixaria esse homem correr perigo?"

"Acho que você quer uma resposta tanto que pode assustá-lo antes de ouvir."

Ele afastou a cadeira com um movimento seco.

Não me tocou.

Mesmo assim, meu corpo se preparou para uma discussão.

Dante percebeu.

Olhou para a própria mão apoiada na mesa.

Depois se afastou.

"Desculpa."

Eu não esperava a palavra.

"Quero que ele fale", disse. "Quero que você saiba o que aconteceu. Mas isso precisa chegar a algum lugar onde a verdade não dependa da sua força."

Dante foi até a janela.

Ficou de costas por alguns segundos.

"Helena pode me ligar."

"Pode."

"E você vai me contar se houver uma ameaça."

"Vou."

Ele se virou.

"Não vou mandar ninguém atrás dele."

Só então consegui soltar o ar por completo.

Mais tarde, Helena confirmou que Edson aceitaria apresentar o material em uma reunião formal, acompanhado. Por alguns dias, pretendia ficar com um parente em outro endereço.

Não soube onde.

Dante também não pediu.

Naquela noite, ele apareceu na cozinha depois que as crianças subiram.

Eu estava terminando uma encomenda pequena para Lurdes.

Colocou uma pasta sobre a mesa.

"O que é?"

"Documentos da operação do galpão. Meu advogado está separando o restante."

Não abri.

"Por que está me mostrando?"

"Porque você perguntou se havia uma razão para não ficar aqui."

Desliguei a batedeira.

Dante puxou uma cadeira, mas esperou que eu me sentasse primeiro.

正文1

"Eu tinha negócios com Álvaro Sampaio", disse. "Parte do que passava pelo galpão não deveria passar daquela maneira."

Olhei para a pasta.

"Mercadoria roubada?"

"Entre outras irregularidades."

O estômago apertou.

Ele não tentou preencher o silêncio.

"Eu sabia que a operação era irregular", continuou. "Não sabia que o sistema de alarme estava desligado. Não sabia que havia risco de incêndio naquela tarde."

"Por que Elisa estava lá?"

"Ela trabalhava num projeto de distribuição de alimentos. Foi conferir um lote destinado a instituições. Levou as crianças porque depois iríamos sair juntos."

Dante passou a mão pelo rosto.

"Eu atrasei."

A voz falhou no fim.

Esperei.

"Elisa encontrou problemas nos registros. Ligou para mim. Eu disse que chegaria e que ela esperasse numa sala com as crianças."

"Ela sabia dos seus negócios?"

"Sabia que havia coisas que eu escondia. Não tinha acesso àquela operação."

A resposta não me confortou.

"E você quer que eu fique tranquila porque não sabia do alarme?"

"Não."

Ele apoiou as mãos abertas sobre a mesa.

"Quero que saiba que eu escolhi trabalhar com pessoas e negócios que levaram minha família até aquele lugar."

A cozinha pareceu fria.

Eu tinha visto Dante sentado no chão com Theo. Tinha observado o cuidado com Bento, a paciência nova com Bianca.

Nada disso apagava o que acabara de ouvir.

"Você continua?"

"Com aquela operação, não."

"Não foi o que perguntei."

Ele baixou os olhos por um instante.

"Ainda tenho coisas para encerrar."

Levantei e fui até a pia.

Não precisava lavar nada. Precisava de distância.

Dante permaneceu sentado.

"Eu não vou pedir que você finja não ter ouvido."

"Ótimo. Porque não vou."

A torneira pingava.

Fechei-a com mais força do que precisava.

"Se esses documentos podem mostrar o que aconteceu com Elisa, eles precisam ser entregues mesmo que também mostrem o que você fez."

"Eu sei."

"Você sabe ou vai fazer?"

Ele pegou o telefone e chamou o advogado.

Pediu uma reunião na manhã seguinte.

Não falou em limpar seu nome.

Falou em apresentar a documentação completa.

Quando desligou, não me olhou à espera de aprovação.

Pegou a pasta.

"Vou deixar você terminar."

Não dormi bem.

Na manhã seguinte, Dante saiu antes do café. Avisou Bianca pessoalmente que voltaria para jantar.

Voltou.

Sem paletó. Com o rosto cansado.

Sentou e ouviu Bento explicar por que um dinossauro não poderia comer purê.

Não mencionou a reunião.

Depois, quando os pratos foram recolhidos, perguntou se eu queria conversar no terraço.

Fui.

Havia vento e um cobertor sobre o encosto de uma cadeira. Dante o ofereceu; aceitei e coloquei sobre os ombros.

"Entreguei os primeiros documentos", disse. "O advogado explicou o que pode vir disso."

"E você entendeu?"

"Entendi que posso perder coisas que passei a vida acreditando que precisava manter."

"Quais?"

"Dinheiro. Controle. Liberdade, dependendo do que for apurado."

Olhei para ele.

Era difícil reconciliar aquela frase com o homem diante de mim, acostumado a mandar abrir portões.

正文2

"Por que está me contando agora?"

"Porque quero que você continue vindo jantar com meus filhos. Quero ouvir você discutindo comigo na cozinha. Quero..." Ele interrompeu a frase e respirou. "Quero beijar você. E seria covardia dizer isso antes de contar o resto."

O calor subiu pelo meu pescoço.

Dante não se aproximou.

"Eu trabalho aqui."

"Eu sei."

"Isso precisa continuar separado."

"Podemos discutir qualquer mudança no trabalho com a Rosa. E você pode me recusar sem perder nada."

Segurei as pontas do cobertor.

"Não quero ser mais uma coisa que você decide ter."

Ele assentiu devagar.

"Então me diz o que quer."

Eu queria muitas coisas que não combinavam.

Segurança.

Distância.

A mão dele outra vez envolvendo a minha.

"Quero ir devagar."

"Está bem."

"Quero poder ficar com raiva de você."

Uma expressão quase divertida passou pelo rosto dele.

"Acho que você já pode."

Dei um passo.

Dante ficou imóvel.

Toquei sua camisa, perto do peito, e senti a respiração mudar sob meus dedos.

"Agora pode perguntar."

Ele baixou a cabeça.

"Posso beijar você?"

"Pode."

O beijo começou com cuidado.

Depois minha mão subiu até sua nuca e a dele encontrou meu rosto.

Não havia nenhuma pressa de me empurrar para um lugar que eu ainda não escolhera.

Quando nos afastamos, continuei perto.

Dante encostou a testa na minha por um instante.

O telefone dele vibrou.

Uma vez.

Depois outra.

Eu recuei o suficiente para que pudesse atender.

Rafael falava rápido. Não consegui ouvir as palavras, mas vi a mudança na expressão de Dante.

"O que aconteceu?", perguntei quando ele desligou.

Ele guardou o telefone.

"Edson recebeu uma mensagem com o horário em que sairia e o ponto onde encontraria o advogado."

O frio voltou.

"Ele contou para alguém?"

"Disse que não."

Dante olhou para a porta do terraço.

"Uma ligação de Helena foi transferida pela administração da casa quando eu estava sem sinal. Ela precisou confirmar comigo um apoio de transporte. A informação passou por aqui."

"Você acha que alguém ouviu?"

"A mensagem tinha os mesmos detalhes."

Seu olhar percorreu as janelas iluminadas.

Alguém dentro daquela casa havia contado.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部