Grávida de trinta e uma semanas, Mariana é enterrada até os ombros no quintal pelo próprio marido. Na varanda, a sogra observa. Ao lado dela, a cunhada ri. “Quando aprender a obedecer, eu te tiro daí.” Há meses, Eduardo prepara todos para acreditar que a esposa está perdendo a razão. Agora, enquanto Mariana luta para respirar, ele já sabe o que vai dizer se alguém perguntar por ela. Mas há uma coisa que ele não viu: um celular escondido num saquinho plástico, debaixo da terra. Mariana não consegue levantar os braços. Não consegue fugir. Ainda consegue mover um dedo.