Marina Oliveira aceita trabalhar como enfermeira particular de Dante Montenegro por um único motivo: dinheiro. Endividada e com o aluguel atrasado, ela não pode recusar o salário oferecido pelo temido chefe da máfia de São Paulo, que ficou paraplégico após uma explosão e já afastou quatro enfermeiras em apenas seis meses. Mas Marina quebra a regra mais importante da mansão logo no primeiro dia: toca nas pernas que Dante não permite que ninguém veja. O que começa como uma relação marcada por ordens, provocações e desconfiança muda quando Marina percebe algo impossível — o pé de Dante ainda responde a estímulos. Ao investigar seus prontuários e medicamentos, ela encontra registros desaparecidos, doses adulteradas e sinais de que alguém muito próximo pode ter interesse em mantê-lo naquela cadeira. Quanto mais Dante recupera o controle do próprio corpo, mais perigoso se torna manter Marina ao seu lado. Porque talvez a explosão que destruiu suas pernas tenha sido apenas o começo.