Dezoito babás fugiram aterrorizadas da mansão Montenegro. Nenhuma conseguia se aproximar de Theo, o filho de quatro anos de Dante Montenegro, um dos homens mais temidos de São Paulo. Desde que testemunhou a morte da mãe, o menino não falava, não aceitava carinho e atacava qualquer pessoa que tentasse tocá-lo. Lívia Batista chegou à mansão apenas como empregada. Precisava do salário para ajudar o irmão, que aguardava uma cirurgia cardíaca. Porém, quando Theo a atingiu com uma estátua de bronze, ela fez o que ninguém esperava: ajoelhou-se diante dele e prometeu que não fugiria. Minutos depois, o menino estava chorando em seus braços. Então apontou para a ala proibida da mansão e pronunciou sua primeira palavra em dois anos: “Flor.”