À 1h17 da manhã, Sara viu dois homens apontarem uma arma para um desconhecido que sangrava contra a parede. Ela podia voltar ao bar, trancar a porta e chamar a polícia. Em vez disso, abriu os braços, chamou o homem de “amor” e o beijou diante dos assassinos. Três semanas depois, seu irmão apareceu com três dedos quebrados e uma dívida de R$ 75 mil. O nome do homem que controlava a cobrança fez Sara abrir a gaveta onde escondera um relógio parado: Gabriel Rossini. Ela entrou num clube sem placa carregando tudo que possuía. Quando o homem atrás da mesa levantou os olhos, Sara reconheceu o cinza, a cicatriz e a boca que havia beijado sob a chuva. Gabriel abriu a pasta do irmão dela e disse apenas: — Eu avisei que não esqueceria seu rosto.