Durante uma tempestade, Lívia vê uma menina de sete anos parada na janela de uma casa abandonada em uma ilha próxima. A criança segura um velho coelho branco idêntico ao brinquedo que Lívia guarda desde a infância — até o misterioso remendo azul na orelha. Mas é a reação de Eduardo Ferraz, seu marido, que transforma aquela visão em algo muito mais assustador. Ele conhece aquela casa. E quando a menina escreve “DUDU” no vidro embaçado, Eduardo fica pálido. Era assim que alguém de seu passado o chamava — alguém que sua família declarou morta há vinte e três anos. A busca pela identidade da menina leva Lívia e Eduardo a fotografias escondidas, documentos de hospital, duas mães que sabiam mais do que admitiram e uma mentira familiar mantida durante décadas. Porque naquela noite de tempestade, uma criança não simplesmente desapareceu. Alguém abriu uma porta. Alguém a fechou. E todos mentiram sobre o que aconteceu depois.