localização atual: Novela Mágica A Filha da Empregada Acordou o Chefe da Máfia Após 49 Dias em Coma… E Sua Primeira Palavra Chocou a Todos Capítulo 4 — A Filha da Empregada Sentou na Cadeira Proibida
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"A Filha da Empregada Acordou o Chefe da Máfia Após 49 Dias em Coma… E Sua Primeira Palavra Chocou a Todos" Capítulo 4 — A Filha da Empregada Sentou na Cadeira Proibida

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— TIRA ESSA MENINA DESSA CADEIRA!

O grito de Marcelo Montenegro ecoou pelo salão de jantar.

Uma taça caiu.

Dois funcionários pararam imediatamente.

Marina Oliveira virou-se tão depressa que quase deixou cair a bandeja que segurava.

No centro da enorme mesa de madeira escura, Sofia estava sentada em uma cadeira antiga, revestida de veludo azul.

A menina segurava Bolinha no colo.

Seus pezinhos balançavam no ar.

Ela olhou para Marcelo, assustada.

— Mas eu só sentei…

O homem avançou.

— Você não tem ideia do que fez!

Marina correu até a filha.

— Sofia! Desce daí agora!

A menina começou a chorar.

— Mamãe, eu não sabia…

Marcelo bateu a mão na mesa.

— Essa cadeira está vazia há doze anos!

Os empregados abaixaram a cabeça.

Todos conheciam aquela regra.

Ninguém podia sentar na cadeira da falecida senhora Helena Montenegro, mãe de Dante.

Nem convidados.

Nem parentes.

Nem o próprio Marcelo.

Era o único lugar da mansão que permanecia intocado desde sua morte.

E agora uma criança de três anos, filha de uma empregada, estava sentada ali.

Naquela manhã, Dante havia deixado a suíte hospitalar pela primeira vez desde que acordara.

A fisioterapia ainda era difícil.

Seus músculos estavam fracos.

Precisava de apoio para se levantar.

Mas insistira em sair do quarto.

— Quero ver a casa — dissera a Rafael.

Henrique autorizara uma breve saída em cadeira de rodas, desde que não houvesse esforço excessivo.

Dante concordara com evidente irritação.

Não gostava de depender de ninguém.

Ainda assim, quando Rafael o conduziu pelo corredor, algo mudou em sua expressão.

A mansão parecia diferente.

As paredes eram as mesmas.

Os quadros também.

Mas havia uma sensação estranha de que tudo continuara funcionando enquanto ele permanecia preso naquela cama.

Funcionários que não reconhecia.

Seguranças novos.

Portas com fechaduras eletrônicas substituídas.

E retratos da família retirados de algumas paredes.

— Quem autorizou essas mudanças? — perguntou.

Rafael hesitou.

— Marcelo.

Dante permaneceu em silêncio.

— Ele disse que eram medidas de segurança.

O homem olhou para uma parede vazia.

Ali costumava ficar uma fotografia de sua mãe.

— Onde está o retrato?

Rafael acompanhou seu olhar.

— Não sei, senhor.

Dante apertou o apoio da cadeira de rodas.

— Descubra.

No salão de jantar, Marcelo continuava furioso.

— Você acha que pode fazer qualquer coisa porque meu irmão gosta da sua filha?

Marina segurava Sofia pela cintura.

— Senhor Marcelo, ela não sabia da regra.

— Então deveria ter ensinado!

— Eu peço desculpas.

— Desculpas não bastam!

Sofia começou a soluçar.

— Mamãe… eu queria só sentar perto da janela.

A cadeira ficava exatamente diante de uma enorme janela com vista para o jardim.

Era o lugar mais iluminado da mesa.

Marina acariciou o rosto da filha.

— Está tudo bem, meu amor.

Marcelo soltou uma risada de desprezo.

— Está tudo bem? Sua filha desrespeitou a memória da minha família!

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Ele se aproximou ainda mais.

— Filha de empregada não tem lugar nessa mesa.

Marina levantou o rosto.

A humilhação fez seus olhos arderem.

— Minha filha não quis desrespeitar ninguém.

— Então tire-a daqui antes que eu mesmo faça isso!

Marcelo estendeu a mão na direção da menina.

Uma voz masculina interrompeu o movimento.

— Não encoste nela.

Todos se viraram.

Na entrada do salão, Dante Montenegro observava a cena de sua cadeira de rodas.

Rafael estava atrás dele.

O rosto de Dante permanecia pálido.

Mas seus olhos tinham uma frieza que ninguém naquela casa havia esquecido.

Marcelo recuou instintivamente.

— Dante…

O irmão mais velho olhou para Sofia.

A menina chorava contra o ombro de Marina.

Depois observou a cadeira azul.

E ficou imóvel.

Durante alguns segundos, ninguém falou.

Dante encarava o lugar vazio à cabeceira lateral da mesa.

A cadeira de sua mãe.

Helena Montenegro costumava sentar ali todas as manhãs.

Gostava de abrir as cortinas para deixar o sol entrar.

E, quando Dante era criança, permitia que ele se sentasse em seu colo enquanto tomava café.

Uma lembrança surgiu.

Ele tinha seis anos.

A mãe segurava uma xícara de porcelana.

— Dante, meu passarinho, vem cá.

O menino corria até ela.

— Mamãe, conta uma história?

Ela sorria.

— Só se você prometer que vai tomar seu leite.

Dante piscou.

A lembrança desapareceu.

Mas a sensação permaneceu.

Um calor antigo.

Uma saudade que nunca havia aprendido a suportar.

— Quem estava sentado aí? — perguntou.

Marcelo respondeu imediatamente.

— Aquela menina. Eu já mandei a mãe tirá-la.

Dante continuou olhando para a cadeira.

— Por quê?

Marcelo pareceu não compreender.

— Como assim?

— Por que mandou tirá-la?

O irmão abriu os braços.

— Dante, pelo amor de Deus! É a cadeira da nossa mãe!

Dante levantou os olhos.

— Eu sei de quem é.

— Então sabe que ninguém pode tocar nela!

Sofia levantou a cabeça.

Seu rosto estava molhado de lágrimas.

— Desculpa, moço…

Dante olhou para ela.

— Passarinha.

A menina fungou.

— Eu não sabia que era proibido.

O homem respirou lentamente.

— Não precisa chorar.

Marcelo perdeu a paciência.

— Você está ouvindo o que está dizendo? Essa cadeira é sagrada!

Dante voltou a encará-lo.

— Sagrada para quem?

O silêncio ficou pesado.

Marcelo franziu a testa.

— Para nossa família.

Dante olhou novamente para a cadeira.

— Nossa mãe gostava de crianças.

Marcelo não respondeu.

— Gostava de música. De flores. De gente rindo durante o jantar.

A voz de Dante ficou mais firme.

— Ela odiava esta casa silenciosa.

Marina permaneceu imóvel.

Sofia abraçava Bolinha.

Dante fez um gesto para Rafael aproximar a cadeira de rodas da mesa.

Quando chegou ao lado da menina, estendeu a mão.

— Sofia.

Ela olhou para ele.

— Oi, moço.

— Você gostou da cadeira?

A menina hesitou.

Olhou para a mãe.

Depois assentiu.

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— Ela é fofinha.

Dante quase sorriu.

— Então pode sentar.

Marcelo abriu a boca.

— Dante!

O irmão ergueu os olhos.

— Ela pode sentar.

— Você não pode estar falando sério!

Dante permaneceu imóvel.

— Estou.

Marcelo apontou para Marina.

— Essa mulher está manipulando você! Primeiro usa a filha para entrar no seu quarto, agora quer ocupar o lugar da nossa mãe!

Marina empalideceu.

— Isso não é verdade!

Dante virou lentamente o rosto.

— Marcelo.

O irmão continuou:

— Você passou quase dois meses em coma! Não está pensando direito!

Dante apoiou as mãos nos braços da cadeira de rodas.

A raiva fez sua respiração acelerar.

Rafael se aproximou discretamente.

— Senhor, cuidado.

Mas Dante não desviou o olhar.

— Você está dizendo que não sou capaz de decidir quem senta à minha mesa?

Marcelo percebeu o erro.

— Não foi isso que eu quis dizer.

— Então escolha melhor suas palavras.

O salão inteiro permaneceu em silêncio.

Dante olhou para Sofia.

— Quer sentar de novo, passarinha?

A menina hesitou.

— Você não vai ficar bravo?

— Não.

— Promete?

Ele estendeu o dedo mínimo.

Sofia arregalou os olhos.

Depois entrelaçou seu dedinho ao dele.

— Promessa de dedinho?

Dante assentiu.

— Promessa.

Marina sentiu uma lágrima escapar.

Aquele homem, que todos descreviam como cruel e perigoso, acabara de fazer uma promessa infantil diante de toda a família.

E parecia levá-la mais a sério do que qualquer contrato milionário.

Marcelo saiu do salão sem se despedir.

Verônica, que observava tudo da entrada, acompanhou-o.

Os dois atravessaram o corredor até a biblioteca.

Assim que a porta se fechou, Marcelo atirou um vaso contra a parede.

O objeto se despedaçou.

— Ele está perdendo a cabeça!

Verônica cruzou os braços.

— Não. Está recuperando.

Marcelo virou-se.

— O quê?

— Seu irmão está recuperando a memória, Marcelo.

O homem ficou imóvel.

Verônica aproximou-se.

— Aquela cadeira era o lugar favorito da mãe dele. Você viu como Dante olhou para ela?

Marcelo passou a mão pelos cabelos.

— Foi só uma lembrança.

— E se vierem outras?

Ele não respondeu.

Verônica continuou:

— Você passou semanas tentando controlar tudo. A empresa. Os médicos. Os funcionários.

Aproximou o rosto.

— E agora uma menina de três anos está destruindo seus planos.

Marcelo apertou os punhos.

— Eu não vou perder tudo por causa de uma criança.

Verônica olhou para a porta.

— Então faça alguma coisa antes que seja tarde.

Na sala de jantar, Marina tentou convencer Sofia a se despedir.

— Já incomodamos demais o senhor Dante.

A menina estava novamente sentada na cadeira azul.

Dante permanecia ao seu lado.

Sobre a mesa, havia um pequeno prato de frutas.

Sofia pegou um pedaço de morango.

— Moço, você quer?

Marina ficou constrangida.

— Sofia, não ofereça comida com a mão.

Dante estendeu os dedos.

— Quero.

A menina colocou o morango em sua mão.

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Ele levou algum tempo para conseguir segurá-lo com firmeza.

Mas conseguiu.

Sofia sorriu.

— Viu? Sua mão tá ficando forte!

Dante olhou para ela.

— Graças à minha professora.

Sofia soltou uma gargalhada.

— Eu sou pequenininha!

— Professores também podem ser pequenos.

Marina sorriu sem perceber.

Dante levantou os olhos para ela.

Por alguns segundos, os dois se encararam.

Havia algo diferente naquele silêncio.

Não era medo.

Nem obrigação.

Era uma proximidade inesperada.

Marina desviou o rosto primeiro.

— Precisamos voltar ao trabalho.

Dante assentiu.

— Obrigado por trazê-la.

A jovem ficou surpresa.

— Eu é que agradeço por não ter ficado bravo.

Ele olhou para a cadeira.

— Minha mãe teria gostado dela.

Marina acompanhou seu olhar.

— O senhor sente muita falta dela?

Dante demorou a responder.

— Todos os dias.

Sofia, que ouvira a conversa, levantou a cabeça.

— Sua mamãe foi pro céu?

Dante ficou imóvel.

Marina imediatamente interveio.

— Sofia, não precisa perguntar isso.

Mas o homem respondeu.

— Foi.

A menina pensou por alguns segundos.

Depois estendeu Bolinha.

— Quando eu fico com saudade da vovó Rosa, abraço ele.

Dante olhou para o brinquedo.

— Vovó Rosa?

Marina assentiu.

— Minha mãe. Ela faleceu há alguns anos.

O rosto de Dante mudou.

— Rosa?

— Sim. Rosa Oliveira.

Ele permaneceu em silêncio.

Uma lembrança distante começou a se formar.

Uma cozinha iluminada.

O cheiro de bolo recém-assado.

Uma mulher de avental branco.

E a voz de sua mãe:

— Rosa, pode trazer o Dante? Quero cantar para ele.

Dante apertou os dedos contra o apoio da cadeira.

— Sua mãe… trabalhava onde?

Marina franziu a testa.

— Em várias casas de família. Por quê?

Ele respirou fundo.

— Ela alguma vez trabalhou aqui?

Marina pareceu surpresa.

— Não sei. Nunca me contou os nomes de todos os patrões.

Dante continuou olhando para ela.

— Preciso ver uma fotografia da sua mãe.

Marina ficou confusa.

— Uma fotografia?

— Por favor.

A palavra saiu tão inesperada que ela não conseguiu recusar.

— Tenho algumas guardadas.

Dante assentiu lentamente.

Mas sua expressão havia mudado completamente.

Porque, pela primeira vez desde que acordara, uma lembrança de sua infância parecia se conectar àquela mulher e à menina que salvara sua vida.

Na biblioteca, Marcelo recebeu uma mensagem no celular.

Era de um número sem identificação.

“O médico está revisando os registros de medicação.”

O sangue desapareceu de seu rosto.

Segundos depois, outra mensagem apareceu.

“Encontraram as alterações nas doses.”

Marcelo apertou o telefone com tanta força que os dedos ficaram brancos.

Verônica percebeu.

— O que aconteceu?

Ele ergueu os olhos.

— Henrique está investigando.

— Investigando o quê?

Marcelo mostrou a tela.

Verônica levou a mão à boca.

— Meu Deus…

O homem caminhou até a janela.

No jardim, Sofia corria atrás de uma borboleta enquanto Marina a observava.

A menina ria.

Uma risada inocente.

Marcelo sentiu uma raiva fria crescer dentro do peito.

Quarenta e nove dias.

Durante quarenta e nove dias, tudo havia acontecido conforme planejado.

Até aquela criança entrar no quarto.

Até aquela música.

Até Dante abrir os olhos.

Verônica aproximou-se.

— O que vamos fazer?

Marcelo não desviou o olhar da menina.

— Primeiro, descobrir tudo sobre Marina Oliveira.

— E depois?

Ele guardou o celular.

— Depois vamos encontrar uma maneira de fazer meu irmão se arrepender de ter acordado.

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