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"O Chefe da Máfia Observou Sua Empregada Por 8 Dias… No 9º Dia, Fez Algo Que Ninguém Esperava" Capítulo 11 — No Nono Dia

正文开头

Isabela voltou à mansão na manhã seguinte.

Não para trabalhar.

Pelo menos era isso que repetia para si mesma.

Bruno abriu o portão.

"Bom dia."

"Ele pediu para você me deixar entrar?"

"Não."

"Então por que abriu?"

Bruno quase sorriu.

"Dona Helena está esperando."

Isso bastou.

Isabela atravessou o jardim.

A mansão parecia diferente.

Mais silenciosa.

Na ala leste, encontrou Dante diante de uma escada pequena.

Um técnico retirava a câmera do canto do teto.

Isabela parou.

"O que está fazendo?"

Dante olhou para cima.

"Tirando."

"A câmera?"

"Todas as câmeras dentro da suíte."

Ela ficou surpresa.

"Por quê?"

"Minha mãe merece um quarto."

Ele olhou para Isabela.

"Não uma cela."

O técnico retirou o equipamento.

Dante continuou:

"Vai haver segurança no corredor. Sensores de emergência. Botão de chamada."

"Mas nada filmando ela."

"Nada."

Isabela entrou.

Helena estava acordada.

"Você voltou."

"Vim visitar."

"Mentira."

Isabela riu.

"Hoje todo mundo sabe quando estou mentindo."

Helena estendeu a mão.

Isabela segurou.

Dante permaneceu junto à porta.

Não havia monitor.

Nenhuma tela.

Só os três.

"Tenho uma coisa para conversar com você", disse ele.

Isabela olhou.

"Comigo?"

"Quando terminar."

"Não demora", Helena reclamou. "Ele fica nervoso."

Dante suspirou.

"Mãe."

Isabela riu.

Meia hora depois, encontrou Dante no jardim.

Sobre a mesa havia três envelopes.

Ela olhou desconfiada.

"Se algum tiver um cheque de um milhão, vou embora."

"Aprendi."

Dante empurrou o primeiro.

"Seu contrato atual."

Ela não abriu.

"O segundo?"

"Uma proposta."

"Para quê?"

"Coordenadora de acompanhamento domiciliar da minha mãe."

Isabela franziu a testa.

"Eu não sou enfermeira."

"Não seria enfermeira."

"Então?"

"Organizaria a rotina, equipe, alimentação, atividades e seria a pessoa de referência entre os profissionais e Helena."

"Por que eu?"

"Porque você foi a primeira pessoa que perguntou o que ela queria antes de decidir por ela."

Isabela olhou para o terceiro envelope.

"E isso?"

Dante ficou sério.

"Documentos sobre sua dívida."

Ela não tocou.

"Eu disse para não pagar."

"Não paguei."

"Então?"

"Os advogados anularam a cessão feita por Ricardo e devolveram os contratos aos credores originais. Também identificaram cobranças e juros que podem ser contestados."

Isabela abriu o envelope.

Havia pareceres, contatos e um plano jurídico.

"Nada foi quitado?"

"Não."

"Você não comprou nada?"

"Não."

"Por quê?"

Dante sustentou o olhar.

"Porque você pediu."

Ela ficou em silêncio.

"Se quiser ajuda jurídica, o escritório paga os advogados. Se não quiser, os documentos são seus e ninguém vai interferir."

Isabela colocou o envelope na mesa.

"Está me dando escolha."

"Estou tentando."

"Também parece doloroso."

"Continua sendo."

Ela sorriu.

Dante empurrou os três envelopes.

"Você pode voltar como empregada."

Apontou para o segundo.

"Pode aceitar o novo cargo."

Depois afastou as mãos.

"Ou pode ir embora."

"Sem segurança me seguindo?"

"Sem você pedir, não."

"Sem investigar minha vida?"

"Não."

"Sem câmeras?"

Dante olhou para a janela da suíte de Helena.

"Sem câmeras."

Isabela respirou fundo.

"Preciso pensar."

"Quanto tempo?"

Ela ergueu uma sobrancelha.

正文1

Dante corrigiu:

"O tempo que precisar."

"Está aprendendo rápido."

"Tenho uma professora irritante."

Isabela sorriu.

Foi embora naquela tarde.

Dante não mandou ninguém segui-la.

Não ligou.

Não enviou flores.

Não comprou nada.

Esperou.

Dois dias.

No terceiro, Helena recusou o café da manhã.

"Está horrível."

Dante estava sentado ao lado da cama.

"Você nem provou."

"Eu sei."

"Precisa comer."

Helena estreitou os olhos.

"Você está falando igual às enfermeiras."

Dante fechou os olhos.

"Ótimo."

Pegou a bandeja.

"Vou fazer outra coisa."

Na cozinha, Dante abriu a geladeira.

Ficou olhando para dentro.

Teresa, uma das funcionárias mais antigas, parou na porta.

"Precisa de ajuda?"

"Não."

"Tem certeza?"

"Sim."

Dez minutos depois, havia ovos queimados numa frigideira.

Dante encarava aquilo como se fosse um inimigo.

"Isso está morto."

A voz veio da porta.

Ele congelou.

Isabela estava ali.

Calça jeans.

Blusa simples.

Cabelos soltos.

Nenhum uniforme.

Dante olhou para a frigideira.

"Eu percebi."

"Como conseguiu queimar ovo desse jeito?"

"Talento."

Ela se aproximou.

Dante desligou o fogo.

"Você voltou."

"Voltei."

"Para visitar minha mãe?"

"Também."

Ele esperou.

Isabela colocou uma folha dobrada sobre a bancada.

Era a proposta do novo cargo.

Assinada.

Dante olhou.

"Coordenadora?"

"Com uma condição."

"Qual?"

"Eu não sou sua funcionária particular."

"Não."

"Minha vida fora daqui continua sendo minha."

"Sim."

"E se eu disser não..."

"É não."

Isabela ficou surpresa com a rapidez.

Dante acrescentou:

"Anotei."

Ela riu.

Então apontou para a frigideira.

"Agora jogue isso fora."

"Minha mãe precisa comer."

"Justamente."

Isabela pegou outra frigideira.

Dante permaneceu ao lado.

"Você sabe que isso está horrível, não sabe?"

"Sei."

"Então por que tentou?"

Ele demorou alguns segundos.

"Porque minha mãe pediu café da manhã."

Isabela quebrou um ovo.

"Isso não explica."

Dante olhou para ela.

"Porque estou tentando parar de assistir e começar a estar presente."

Isabela ficou quieta.

A frase era simples.

Mas continha tudo.

Os monitores.

Helena.

Oito dias.

O medo.

A desconfiança.

Ela entregou uma colher a Dante.

"Então mexa."

Ele pegou.

"Assim?"

"Devagar."

"Isso é devagar."

"Para um chefe da máfia, talvez."

Dante olhou para ela.

Isabela riu.

Ele também.

Foi baixo.

Curto.

Mas real.

Na porta, Helena observava da cadeira de rodas acompanhada por Teresa.

"Eu sabia."

Dante virou-se.

"Mãe, o que está fazendo fora da cama?"

"Vendo."

"Vendo o quê?"

Helena apontou para Isabela.

"Ela manda em você."

Isabela cobriu o rosto.

Dante balançou a cabeça.

Helena começou a rir.

Dessa vez, Dante riu junto.

Não havia câmera registrando.

Não havia ninguém no subsolo assistindo.

E talvez por isso aquele momento tivesse mais valor do que todas as gravações que Dante guardara durante anos.

Nos oito primeiros dias, Dante Montenegro observara Isabela Oliveira Martins através de uma tela.

Procurara mentira.

Ganância.

Fraqueza.

Esperara descobrir quanto custava a lealdade dela.

Não encontrou preço algum.

No nono dia, finalmente compreendeu.

A mulher que entrara naquela mansão para limpar quartos não havia salvado apenas Helena.

Sem perceber, obrigara um homem que passara a vida inteira desconfiando de todos a fazer algo muito mais difícil do que comandar um império.

Confiar.

Isabela colocou o prato diante de Helena.

"Agora pode reclamar."

Helena provou.

Fez uma careta.

"Falta sal."

Dante soltou o ar.

"Eu desisto."

Isabela sorriu.

"Não."

Olhou para ele.

"Agora você aprende."

E, pela primeira vez, Dante Montenegro não deu uma ordem.

Apenas ficou ao lado dela.

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