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"Depois da Morte da Esposa, a Amante Tomou Seu Lugar na Mansão — Mas Ela Não Fazia Ideia de Quem Era a Nova Babá" Capítulo 12

正文开头

Maíra abaixou os olhos.

"E isso fez você ficar?"

"Não."

Ela ergueu o rosto.

"Não?"

"Isso fez eu confiar em você."

Gael deu um passo mais perto.

"O motivo para eu ficar veio depois."

Maíra sentiu o coração bater mais forte.

"Qual?"

"Você."

Nenhum dos dois falou.

Tomás quebrou o silêncio puxando o cabelo de Gael.

"Ai."

Maíra riu.

"Momento perfeito."

"Ele tem um talento impressionante."

Gael ajeitou o bebê.

Depois ficou sério novamente.

"Eu não quero que você ache que me deve alguma coisa."

"Não acho."

"Nem porque ajudei com Elara."

"Eu sei."

"Nem porque..."

"Gael."

Ele parou.

"Você fala demais quando está nervoso."

"Eu não estou nervoso."

"Está."

"Como sabe?"

"Você mente mal."

Ele reconheceu a própria frase.

Maíra sorriu.

Gael também.

"Então vamos simplificar."

"Por favor."

"Eu quero estar com você."

O sorriso dela desapareceu devagar.

Não por medo.

Por emoção.

"Sem caso?"

"Sem caso."

"Sem investigação?"

"Preferencialmente."

"Sem assassinatos?"

"Isso seria excelente."

Maíra riu.

Depois ficou séria.

"Uma vez você disse que eu não era apenas uma babá."

"Lembro."

Ela olhou para ele.

"Então, o que eu sou?"

Gael não respondeu imediatamente.

Não disse herdeira.

Não disse irmã de Elara.

Não disse guardiã de Tomás.

Não tentou definir a vida dela por outra pessoa.

"Alguém que eu quero ao meu lado."

Os olhos de Maíra se encheram.

"Isso foi quase romântico."

"Quase?"

"Você é advogado. Precisa melhorar."

"Posso recorrer?"

Ela riu.

Gael se aproximou.

"Maíra."

"Sim?"

"Posso beijar você?"

Ela olhou para Tomás entre os dois.

"Com ele tentando arrancar seu cabelo?"

"Já enfrentei situações piores."

Maíra tocou o rosto de Gael.

E o beijou.

Sem urgência.

Sem medo.

Sem ninguém perseguindo os dois.

Quando se afastaram, Tomás soltou um gritinho.

Maíra começou a rir.

"Ele desaprovou."

"Ou quer atenção."

"Alvarenga."

"Definitivamente."

Ela ergueu uma sobrancelha.

"Não fale mal da minha família."

Gael sorriu.

"Sua família?"

Maíra olhou para Tomás.

Depois para ele.

"Minha família."

Dessa vez, a palavra não doeu.

Os três chegaram ao portão do cemitério.

Do outro lado, o sol iluminava a rua.

Maíra parou.

Durante meses, vivera olhando para trás.

Para a infância.

Para a separação.

Para a carta.

Para a mansão.

Para a piscina.

Para a noite em que Elara morreu.

Tudo começara com uma mulher morta.

Mas não precisava terminar com ela.

Tomás estendeu os braços para Maíra.

Ela beijou sua mão.

Depois olhou para Gael.

"Você consegue carregar ele até o carro?"

"Consigo."

"Tem certeza?"

"Maíra, ele pesa dez quilos."

"Onze."

Gael fez uma expressão preocupada.

"Isso muda tudo."

Ela riu.

Ele ajeitou Tomás nos braços.

Maíra olhou para a mão livre de Gael.

Durante alguns segundos, apenas observou.

Então fez algo que não fizera quando entrara na mansão.

Não esperou que alguém escolhesse por ela.

Não esperou que alguém a salvasse.

Não esperou que alguém dissesse qual lugar deveria ocupar.

Maíra estendeu a mão.

E segurou a dele.

Gael entrelaçou os dedos nos seus.

Tomás balbuciou alguma coisa entre os dois.

Os três seguiram em direção à luz da manhã.

Maíra não era mais a babá que ninguém acreditava.

Não era a irmã que chegara tarde demais.

Não era a mulher escondida atrás de um sobrenome.

Era apenas Maíra.

E, pela primeira vez, isso bastava.

Ela apertou a mão de Gael.

Seguiu em frente com Tomás ao lado.

E não olhou para trás.

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