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"A Vingança da Pastora" Capítulo 12

正文开头

Seu sucesso, seu fracasso, suas alegrias e tristezas não tinham mais ninguém com quem ser compartilhadas. Ele vivia em um estado letárgico e, para não causar repulsa em Estela, apenas ousava obter notícias dela secretamente e observar sua vida de longe. Eram esses fragmentos de informação que o mantinham vivo dia após dia.

Até que, seis meses depois, o mordomo trouxe a notícia: Estela ia se casar!

— Não pode ser! Apenas seis meses e ela já vai se casar com o Lucas?

Ele não acreditava. Ele tivera que pedir a mão dela 99 vezes e declarar seu amor 999 vezes antes que ela aceitasse; como, em apenas seis meses, o coração dela já fora preenchido por outra pessoa?

— Senhor, pode ir ver com seus próprios olhos. O casamento será daqui a três dias.

Capítulo 23

A data do casamento se aproximava. Embora Lucas tivesse preparado tudo com esmero, Estela ainda se sentia tensa. Ela conferia repetidamente a lista de convidados e o horário de funcionamento do cartório... O trauma causado por Dimitri fora tão grande que ela temia estar em outra espiral de mentiras.

Ela mesma se sentia tola por pensar assim. Lucas entrou no quarto e, ao ver a amada distraída, sentiu um aperto no peito.

— Não olhe mais para isso. Venha comigo a um lugar especial.

Estela despertou de seus pensamentos e deu um sorriso sem jeito. Diante do olhar sincero do homem, ela se arrependeu de ter duvidado dele. Lucas pegou as coisas da mão dela e a levou para fora.

Após dirigirem por um caminho sinuoso, Estela começou a sentir que o cenário era familiar, como se já estivesse ali. Quando avistaram um tronco de árvore partido, ela compreendeu tudo.

— Este é o lugar onde fui atacada pelos lobos quando criança. Eu nunca mais tive coragem de voltar aqui. Por que me trouxe?

O homem cobriu os olhos dela misteriosamente e a guiou devagar até o centro, parando ali.

— Estela, eu te devo um pedido de casamento formal. Pensei muito sobre quando seria o momento certo, porque te amo há muitos anos, mas perdi muitas oportunidades. Eu costumava ensaiar sozinho o que te diria, mas, por ironia, nunca te disse formalmente. Agora eu entendo: o Lucas de dez anos de idade é quem deve dar essa resposta.

— Dez anos?

Ela não entendeu. Lucas já gostava dela aos dez anos? Naquela época, ela era apenas uma criança travessa.

Quando ele removeu as mãos, ela olhou atônita para o centro do tronco. Apesar dos vinte e dois anos passados sob sol e chuva, a caligrafia infantil ainda era visível:

[Lucas protegerá Estela para sempre. Viva.]

A voz dele tremeu enquanto ele a encarava. Aquele carinho de infância transformara-se em um amor avassalador que a envolveu por completo.

— Talvez os céus tenham me protegido para que eu sobrevivesse àquele ataque. Na época, achei que fosse morrer e me preocupei que, se eu partisse, você ficaria chorando sem saber o que fazer. Por isso, deixei essa frase escrita. Durante todos estes anos, eu me arrependi; se eu tivesse me declarado antes, não teríamos perdido tanto tempo, e você não teria sofrido tanto.

正文1

Ele tinha os olhos úmidos, mas deu a desculpa de que era "o vento forte".

Aos vinte e oito anos, Estela perdera muita coisa, mas encontrara o amor verdadeiro. No passado, ela fora mimada pelo pai e por Lucas, achando que o amor deles era garantido, sem nunca olhar para o próprio coração. Por isso, quando Dimitri surgiu com sua forma diferente de cortejar, ela se sentiu confusa. Ela quisera viver um amor avassalador e acabou ignorando quem realmente a tratava bem.

Olhando para trás, Lucas nunca a forçara a nada. Desde que ela partira até o seu retorno, o amor nos olhos dele jamais diminuiu. Ele teria o direito de cobrar um compromisso por tudo o que ela passara, mas mesmo quando arriscou a vida por ela novamente, sua única preocupação era se ela estava ferida, sem querer impor o peso de uma declaração. Era um amor altruísta. E era a sorte dela.

— Tudo aconteceu como deveria ser. Lucas, pessoas que se amam nunca se perdem — disse ela com uma voz suave, como uma brisa doce.

O homem, sempre dono de um autocontrole incrível, não resistiu à emoção e a envolveu em seus braços, apertando-a como se quisesse fundi-la ao seu próprio coração para nunca mais soltar.

— Eu te amo, Estela. Eu te amo.

— Lucas, eu não me arrependo de me casar com você.

Ela ficou na ponta dos pés para alcançar os lábios dele e, no instante do toque, ele inclinou a cabeça para aprofundar o beijo. No vale, o canto dos pássaros soava como uma melodia de casamento, e o vento soprava suas bênçãos.

Capítulo 24

O dia do casamento de Estela amanheceu ensolarado, cercado pelas pessoas mais próximas. Não havia a ostentação de antes, mas tudo exalava o calor de um lar, sendo romântico e acolhedor. Seguindo os costumes locais, eles beberam as três taças de leite de égua, simbolizando o respeito aos céus, aos mais velhos e um ao outro.

— Estela, eu nunca imaginei que este dia chegaria. Parece um sonho.

— Bobo, teremos muitos e muitos dias juntos. Vai ter que sonhar todos os dias, então?

Lucas, um homem de quase um metro e noventa, começou a chorar de emoção, enquanto os convidados aplaudiam.

— Lucas, veja só como você está emocionado! De agora em diante, cuide bem da nossa Estela. Ela só tem você agora.

Ele não via isso como um fardo, mas como uma responsabilidade que o fazia amá-la ainda mais. Estela não tinha pais nem irmãos; ele era o seu único porto seguro. Ele entrelaçou seus dedos aos dela, apertando-os contra o peito. Ali, seu coração batia por ela desde o início, sem nunca mudar.

— Eu te amo.

Após os aplausos, todos começaram a brincar: — O noivo já pode beijar a noiva!

De repente, o som estridente de buzinas interrompeu a festa. Um comboio de carros carregados de presentes parou na entrada. O mordomo, com toda a reverência, entregou a lista de presentes a Estela.

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— Senhora, estes são os presentes de núpcias enviados pelo Senhor Dimitri, na qualidade de seu marido.

O carro estava repleto de joias e pedras preciosas, e o que mais chamava a atenção eram os brincos de esmeralda no painel. Dimitri explicara a Estela que o par dado a Valentina era falso; durante anos ele tentara convencer o dono original a vender os verdadeiros e, naquele dia, ele os enviara como prova de sua sinceridade.

— Ouvi dizer que a Estela era amante de um ricaço na cidade grande. O "patrão" a enviou como se fosse filha?

— Faz sentido, por isso ela voltou. Deve ter sido descartada e veio procurar o Lucas para assumir o prejuízo!

Alguns comentários maldosos surgiram na multidão, mas Lucas imediatamente expulsou os responsáveis.

— Pessoas fofoqueiras como vocês não são bem-vindas no meu casamento com a Estela.

Durante o período em que Dimitri estivera em silêncio, Estela achou que ele estava arrependido, mas ele usara aquele truque infantil para expô-la a fofocas novamente. Ele sabia que era o dia do casamento dela e enviou presentes em nome de "marido" diante de todos, apenas para humilhá-la. Ele sabia que os brincos eram um desejo não realizado do casamento anterior e os usou para lembrá-la do passado. Ele falava em sinceridade, mas nem sequer ousava mostrar o rosto. O amor dele era autoritário e forçado; era o amor que ele achava certo, não o que uma mulher precisava.

— Levem tudo embora. Eu já chamei a polícia, eles chegarão em dez minutos.

O mordomo ficou chocado com a frieza de Estela. Dimitri não tivera a menor chance de reconciliação. Todos os planos e discursos preparados foram inúteis. Restou apenas dar o último recado:

— Senhora, o Senhor Dimitri disse que estará esperando no lugar de sempre. Ele disse que você precisa ir, não importa o quê; ele esperará lá e não sairá até que você chegue.

O "lugar de sempre" onde se conheceram era, para ela, uma cicatriz prestes a fechar. Por que ela voltaria a abrir uma ferida sangrenta? Ela não iria, e nunca mais queria ver aquele estranho.

O casamento continuou. Estela ignorou as palavras do mordomo e iniciou sua nova vida com Lucas. Os dias comuns eram doces e acolhedores, preenchidos por risos e alegria.

Até que, uma semana depois, surgiu a notícia na vila de que alguém fora devorado por lobos. A equipe de resgate subiu a montanha e encontrou apenas alguns ossos fragmentados e um colar de cinzas feito de osso.

— Estela, o mordomo disse que o Dimitri estava desaparecido há muito tempo. Ele subiu a montanha no dia do nosso casamento e nunca mais foi visto. Será que...

Lá fora, nuvens escuras cobriam o céu, e gotas de chuva começaram a cair frias na palma da mão de Estela. Dimitri uma vez jurara: "Se eu te trair, que eu seja como este osso: reduzido a pó." Aquele colar realmente testemunhou o seu juramento.

Ele realmente...

— A profecia se cumpriu. Ele quebrou o juramento e nem sequer os restos mortais ficaram inteiros.

Dimitri nunca mais apareceria. Ela limpou as lágrimas do rosto — a última lágrima que derramaria pelo passado. O que passou tornou-se fumaça, e as dores foram quitadas. Ela não ficaria mais triste. O passado ficou para trás; à sua frente, havia apenas um amanhã brilhante e promissor.

Pouco tempo depois do casamento, Lucas levou Estela ao Monte Kailash. Ele colou a foto do pai dela na Pedra da Reencarnação. Era uma foto do pai de Estela com ela pastoreando; o rosto da menina estava corado, e ela chorava pedindo o doce na mão do homem.

— Naquela época eu não conseguia andar, e meu pai me atraía com doces. Fazia tempo que eu não via meu pai sorrindo assim.

— Estela, existe uma lenda aqui: se você colar a foto de um ente querido nesta pedra e orar ao redor dela, ele receberá suas preces. Vamos orar, você pode conversar com seu pai.

Estela e Lucas deram voltas e voltas ao redor da pedra, de mãos dadas. Com os olhos marejados, ela pareceu ver seu pai parado ali perto, sorrindo para ela.

— Pai, eu sou feliz.

— Eu vou caminhar ao lado da Estela para sempre.

FIM

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