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《Amar Apenas Para se Tornar Estranhos》Capítulo 5

Capítulo 9

— O corredor estava cheio de cheiro de fumaça e bebida, quase me deixou tonta.

— Dentro de casa, não parecia ter passado ninguém.

— Mas o senhor Zhang, lá embaixo, disse que ouviu sons estranhos nos últimos dias. Será que são ladrões de plantão…?

Franzi a testa. Embora o condomínio estivesse antigo, desde que Lucas Monteiro comprou, tudo vinha sendo bem mantido. Estranhos apareciam muito raramente.

E quem vem roubar não fica parado na porta sem fazer nada.

Pedi para instalar uma câmera olho-de-gato na porta.

No dia seguinte, nas imagens, vi Henrique Valente com a barba por fazer.

Ele claramente tinha bebido, apoiava-se na parede, fumando um cigarro atrás do outro.

Quando ia ligar para a empregada para chamar a polícia, a câmera captou uma presença inesperada: Sofia Mendes também estava lá.

Ela chorava tanto que os olhos estavam inchados e vermelhos.

— Quando você pretende voltar para casa?

— Agora você é a Sra. Monteiro, não preciso da sua preocupação. Por que vir aqui se humilhar?

— Eu sou sua esposa! Nestes dias, você me olhou alguma vez? 

Henrique, lembra das promessas que fez para mim? Eram todas falsas?

Henrique, que permanecera em silêncio, explodiu de repente.

Ele segurou o pescoço dela com força, os olhos vermelhos de raiva.

— Você ainda ousa falar do passado na minha frente?

— Se não fosse por você, como eu teria traído Clara, machucado-a repetidamente?

— Naquela noite, você vestiu a camisola dela de propósito para me seduzir. Achou que eu não percebi?

Sofia estava com o rosto roxo, tentando se defender:

— Foi você quem me fez vestir!

Henrique apertou ainda mais, a loucura em seus olhos evidente.

Com medo de algo pior, liguei para o segurança do condomínio, pedindo que Henrique fosse colocado na lista negra.

Pensei que tudo terminaria aí.

Mas alguns dias depois, a caminho da escola com Bubu, encontrei Mariana.

Ela era irreconhecível: vestia roupas luxuosas, a cadeira de rodas tinha tecnologia de ponta, o rosto liso demais, quase rígido.

Era resultado de procedimentos estéticos em excesso.

Ela me olhou de cima a baixo, calculista.

— Clara, sou a tia Mariana. Ainda se lembra de mim?

Não tinha paciência; ordenei ao motorista que seguisse.

Mas antes que pudesse sair, ela gritou:

— Foi você quem mandou Henrique me fazer fazer reverências no túmulo da sua mãe, não foi?

Fiquei surpresa; Henrique realmente mencionara isso.

Ao ver minha reação, ela ficou ainda mais furiosa:

— O que você quer? Agora que estamos bem-sucedidos, quer uma fatia do Valente? E ainda o encorajou a me mandar fazer reverências!

— Naquele tempo, foi seu pai quem me obrigou a ficar com ele. Eu, fraca, só podia me agarrar ao único recurso que tinha. Não tenho minhas razões?

— Você se casou com Henrique e eu aceitei por respeito à sua mãe. Mas você nunca me deu chá de cortesia! Naquele momento soube que não era fácil de lidar!

— Você e sua mãe são iguais, hipócritas. Ela dizia se preocupar comigo, mas no dia, me jogou coisas na cabeça. Tudo que aconteceu foi consequência de suas próprias ações!

Capítulo 10

Após tantos anos, pensei que nada mais me abalaria.

Mas ver aquela mulher deformada pelo ódio despertou minha raiva.

Fiz um sinal para o motorista dentro do carro.

Um homem forte saiu rapidamente, posicionando-se diante dela como se estivesse pronto para tudo.

— O que vocês querem?

Sorri calmamente:

— Mariana, você era mais agradável quando falava pouco. Se meu pai não tivesse morrido cedo, talvez ainda encontrasse alguém para você.

Ela quis retrucar, mas ordenei em voz baixa:

— Bata.

O braço do motorista se moveu com força.

Mariana ficou atônita, o rosto inchando gradualmente.

Quando reagiu, o motorista calmamente tirou um cartão do bolso:

— Senhora, se desejar processar, este é o nosso contato. Nosso advogado falará diretamente com você.

Ela ficou furiosa, a raiva evidente.

— Mamãe, quem é essa senhora estranha? — a vozinha de Bubu soou.

Mariana olhou para ele, surpresa, mas logo seus olhos ficaram venenosos, como uma serpente à espreita.

 

Nenhuma mãe suportaria tal olhar.

Mandamos o carro seguir.

Mas naquela tarde, recebi uma ligação da delegacia.

Fiquei tensa, mas Lucas Monteiro me acalmou enquanto dirigia em alta velocidade.

Quando vi Bubu seguro e intacto, quase chorei.

— Mamãe, não chore. Bubu não se machucou e a policial elogiou minha coragem!

Olhei para Mariana, algemada pela polícia, ainda gritando:

— Eu não sou sequestradora! Só queria levar o menino para fazer reverências à avó! Isso é errado?

— Sabem com quem estão lidando?

— Me soltem ou pagarão caro!

Lucas ficou sério ao entender a situação.

Henrique chegou, acompanhado do advogado da família Monteiro.

— Henrique, ajuda a tirar isso! Vocês viram como eles me trataram?

Mariana não esperava apanhar duas vezes em um dia. Aos quase 60 anos, parecia murchar, com lágrimas nos olhos.

 

— Mãe, no passado, fechei os olhos para o que você fez com o tio Lin. A mãe de Clara foi forçada à morte, e você ainda mexeu comigo…

— Agora você ousa mexer com o filho dela? Vai precisar me matar para se satisfazer?!

Mariana soluçava.

— Só queria dar um susto… — começou.

Lucas cortou friamente:

— Sr. Valente, não permitiremos ameaças à minha esposa e filho.

Henrique estava zangado, Mariana ainda gritava:

— Quem é você? Acabou a lei? Vai me matar?

— Se matar fosse permitido, você não estaria aqui intacta.

Mariana parecia sem palavras, abatida.

Entreguei Bubu aos seguranças e assistentes e fui embora.

Quando voltei, vi Sofia chegando, tentando confortar Mariana:

— Mãe, Henrique não a ignora, você é a única mãe dele e avó do menino.

 

Capítulo 11

— Filho? — os olhos de Mariana brilharam. — Sofia, você… está grávida?

— Sim, descobri hoje de manhã, ainda não contei a vocês — disse Sofia, com timidez, mas uma ponta de tristeza nos olhos voltada para Henrique.

A senhora, antes abatida, parecia energizada.

— Henrique, ouviu? Sofia está grávida!

O homem parou, mas continuou lidando com a polícia, impassível.

— Henrique! Ouviu? Você vai ser pai! — Mariana estava ansiosa.

— Senhora, aqui é a delegacia, fale mais baixo — alertou alguém.

Sofia segurou as lágrimas, mas manteve a calma:

— Mãe, vamos conversar depois. Primeiro, Henrique resolve isso.

— Não há mais o que resolver — Henrique levantou-se, encarando-as. 

— Clara passou um ano e meio na prisão por causa de vocês dois.

— Tudo tem consequências.

Não vou mais arriscar o futuro da família Valente. Mãe, cuide-se.

Mariana parecia que o céu tinha caído sobre ela.

Entre gritos e lamentações femininas, Lucas segurou minha mão e entramos no carro.

Antes de arrancar, Henrique apareceu ao lado da janela.

Lucas me protegeu imediatamente, colocando-se à minha frente.

— Está tudo bem — acalmei-o com o olhar.

Henrique, com os olhos vermelhos:

— Clara…

— Minha mãe era uma mulher simples do campo, peço desculpas pelo que fez.

— Sigam o caminho legal, façam o que acharem certo, não vou impedir.

— Decidi, todos que já me machucaram, não vou perdoar.

— Amanhã vou me divorciar de Sofia, e aquela criança não nascerá.

Franzi a testa:

— Seus assuntos familiares não me interessam. Além disso, você também já me feriu.

Ele derramou lágrimas, esboçando um sorriso amargo:

— Sei, por isso me castro assim.

— Ver você bem me deixa feliz.

Lucas zombou:

— Então o Sr. Valente mudou sua imagem? De vilão para herói arrependido?

— Ninguém se importa com sua opinião.

— E enquanto eu estiver aqui, minha esposa não olhará outro homem.

Sorri levemente, encerrando a conversa:

— Henrique, já somos estranhos.

Fechei o vidro do carro, e seguimos pela estrada.

Bubu, deitado no colo de Lucas, perguntou com a vozinha:

— Mamãe, por que aquele tio estava chorando?

Segurei sua mãozinha, sorrindo:

— Porque a cabeça dele está cheia de água… e transbordou.

Lucas riu baixinho ao meu lado.

Sua mão grande e quente envolveu a minha.

Era a sensação de segurança e felicidade.

(Fim)

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