《Meu namorado me pediu para deixá-lo ficar com a irmã morta》Capítulo 4

Capítulo 4 

“Com que direito você pensa isso?”

“Hah… seu pai trabalha com equipamentos especiais. Esse tipo de explosivo… entre todos que estavam no evento hoje, só você poderia conseguir!”

Meus olhos ficaram vermelhos na hora.

“Além disso…”

Ele empurrou os seguranças e se aproximou de mim passo a passo, com um sorriso irônico:

“Você sempre fica com ciúmes até quando eu falo um pouco mais com outras garotas. Como você poderia tomar a iniciativa de vir vê-la e ainda abrir mão do seu noivado?”

“Rafael Guimarães…”

Soltei uma risada amarga.

Os olhos dele estavam ainda mais vermelhos que os meus:

“Eu fui muito idiota… a ponto de realmente acreditar que você iria me deixar livre.

“Eu mesmo trouxe você, uma assassina… até aqui. Hah… hahahaha…”

Quanto mais ele ria, mais amargo ficava o som.

De repente, ele deu um tapa forte no próprio rosto:

“Agora não existe mais ninguém entre nós dois. Vou ter que passar a vida inteira com você. Está feliz agora?”

“Rafael Guimarães!”

As lágrimas escorreram pelo meu rosto.

Mas ele não me lançou nem mais um olhar.

Virou-se.

Cambaleando.

Cada vez mais distante.

O sangue escorria da manga dele, deixando um rastro no chão por onde passava.

Era o ferimento que ele sofreu ao me salvar do lustre.

Sobre os escombros, foi montado um memorial.

Vi a foto daquela garota ali.

Rafael Guimarães também apareceu.

De longe, vi ele colocar um buquê de crisântemos diante da foto.

Até ele ir embora… eu não tive coragem de chamá-lo.

Eu realmente queria que os dois pudessem ficar juntos.

Mas nesses dias, eu fiz de tudo para investigar aquela garota.

E não encontrei absolutamente nenhuma pista.

Antes mesmo de encontrar qualquer indício… ela já havia morrido.

Seja para Rafael Guimarães… ou para mim…

Um amor idealizado que morreu se torna um problema sem solução.

Voltei para casa completamente perdida.

Por três dias seguidos, mal consegui comer.

Na quarta noite, Roberto Andrade bateu à minha porta com uma tigela de mingau de frutos do mar.

“Beba isso. O pai vai te contar algumas coisas… sobre aquela garota.”

Levantei a cabeça, atordoada:

“Mas ela já morreu… o que eu queria fazer não tem mais como acontecer.”

Rafael Guimarães ainda vai me odiar como na vida passada.

A dívida de ter salvado minha vida… e os arrependimentos do passado… nunca poderão ser compensados.

“O pai acha que ela não morreu.”

Minha respiração travou.

Depois de terminar o mingau, ele ficou no meu quarto por meia hora antes de sair.

Algum tempo depois, abri a porta.

Meu subordinado já estava esperando do lado de fora.

Entreguei a ele um endereço:

“Vá. Traga ela de volta.”

“Sim, senhorita.”

Observei ele se afastando.

Uma lágrima escorreu pelo canto dos meus olhos.

Se… o que meu pai disse for verdade…

Então eu realmente espero que os dois possam ficar juntos.

Pouco tempo depois, o resultado da investigação da explosão saiu.

Alguém havia contratado um assassino para eliminar um rival.

Subornaram a equipe do evento para plantar explosivos no local previamente determinado.

Rafael Guimarães veio me procurar.

Eu não o recebi.

Ele recorreu ao meu pai antes de conseguir chegar até a porta do meu quarto.

Ele não pediu para entrar.

Apenas, do outro lado da porta, se desculpou:

“Fui eu que te culpei sem pensar direito… eu perdi a cabeça. Me desculpa.

“Seu rosto… está bem?”

Eu não respondi.

“Ela já morreu… e eu finalmente desisti.

“Nesta vida, se você ainda quiser… eu vou cumprir meu papel como marido.

“Se você se arrepender, eu saio de casa sem levar nada.

“Considere isso… como um pedido de desculpas por aquele tapa.”

Ele veio se desculpar.

Mas, mais do que sinceridade… havia arrependimento.

Eu cresci com ele. Como eu não perceberia?

Do lado de fora… ouvi um suspiro.

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