《Meu namorado me pediu para deixá-lo ficar com a irmã morta》Capítulo 3

Capítulo 3

Segui o olhar naquela direção.

A garota de vestido branco estava de costas para mim, conversando e rindo com amigas.

Parecia ter sentido meu olhar.

Ela virou a cabeça.

Nossos olhares se encontraram.

Levei a mão à boca.

Como pode existir alguém tão parecida comigo neste mundo?!

Ela também ficou surpresa por um instante.

Me observou de cima a baixo.

E então curvou os lábios em um sorriso frio e desdenhoso.

Virou-se e foi embora, de costas para mim.

Levantei a barra do vestido e corri atrás dela:

“Espere! Por favor, espere!”

A garota começou a andar mais rápido.

“Espere… ah!”

Meu pé escorregou e eu caí pesadamente de joelhos no chão.

Tentei me levantar, mas percebi que o chão inteiro estava tremendo.

Não era que eu tivesse perdido o equilíbrio.

Era o prédio que estava tremendo!

“Por que tem um cronômetro aqui?!”

“Não! É uma bomba!”

Ignorei o pânico ao redor, porque a garota já estava subindo as escadas.

“Espere!”

Pisei no chão instável e fui atrás dela, tropeçando.

Um rangido veio de cima.

E gritos ecoaram ao meu redor:

“Pare de correr! Vai cair em cima de você!”

“O lustre se soltou!”

Mas meus olhos só viam aquela garota:

“Espere! Eu só quero te fazer duas perguntas!”

“Camila Andrade!”

Um impacto enorme me lançou para o lado.

Rafael Guimarães me abraçou e rolamos várias vezes pelo chão quebrado.

O lustre se despedaçou exatamente onde eu estava antes.

Abrindo uma enorme cratera no piso de granito.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, a forte vibração me fez gritar.

Logo em seguida, fui envolvida por um abraço firme que me protegia.

Depois de me tirar do prédio, Rafael Guimarães caiu de joelhos no chão.

Ele me pressionou contra o chão, protegendo meu corpo com o dele.

O sangue escorria da testa dele e pingava no meu rosto.

Ele cerrou os dentes:

“Você ficou louca?”

Naquele instante, parecia que eu tinha voltado à vida passada.

Ele se curvava sobre mim, ajoelhado, protegendo-me do metal deformado.

Mas ainda assim… recusando qualquer contato comigo.

“Rafael…”

“Apaguem o fogo! Rápido! Ainda tem gente lá dentro!”

Os gritos dos sobreviventes interromperam nossa conversa.

O corpo de Rafael Guimarães enrijeceu.

Mesmo exausto, ele se levantou cambaleando.

Olhou várias vezes para as pessoas que tinham conseguido sair.

Seus olhos ficaram vermelhos imediatamente.

Então se virou e correu em direção ao prédio em chamas.

“Rafael Guimarães!”

Tentei correr atrás dele, mas os seguranças me impediram com força.

A figura dele desapareceu no meio do fogo.

Ouvi meu próprio grito, quase em desespero:

“RAFAEL GUIMARÃES!!”

O som dos materiais queimando estalava, como se fosse engolir minha sanidade.

Um segurança tentou me acalmar:

“Vamos impedir o senhor Rafael, o prédio já foi isolado, ele não vai conseguir entrar.”

“Isolado…”

Com os olhos vermelhos, perguntei:

“As pessoas lá dentro… ainda podem sair?”

“Isso… nessa situação… quem não saiu provavelmente não sobreviveu…”

Minhas pernas cederam.

O segurança me segurou com força.

Isso quer dizer… que aquela garota também…

“Camila Andrade!”

Ao ouvir esse nome, meus olhos brilharam.

Rafael Guimarães, coberto de poeira e com a testa sangrando, vinha em minha direção.

“Rafael Guimarães! Você…”

“PAF!”

Um tapa forte atingiu meu rosto.

Interrompendo à força a pergunta “você está bem?”.

“Foi você, não foi?! Você veio de propósito comigo só pra matar ela!”

Mesmo depois de cinco anos de conflito na vida passada…

Ele nunca tinha me batido.

E muito menos assim — sendo segurado por tantos seguranças, ainda tentando avançar contra mim.

Segurei o rosto, olhando para ele como se fosse um estranho.

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