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《Arrependimento na Queda das Pétolas》Capítulo 8

Capítulo 8

— Valentina, desde o dia em que você me chamou de “irmão” pela primeira vez, quando tinha sete anos… eu só tive você nesta vida.

Ele fez uma pausa.

— Mas nesta vida, eu só posso ser seu irmão.

Fiquei sentada sozinha sob a árvore de bauínia por muito tempo.

O bebê dentro da minha barriga me chutou de leve.

Abaixei a cabeça, olhando para o ventre arredondado.

De repente lembrei da minha mãe.

Ela também carregava esperança quando quis começar uma nova vida.

Mas o barco dela afundou no mar.

E o meu?

Será que algum dia chegaria ao porto?

Um barulho veio do lado de fora.

Levantei a cabeça.

Vi alguém parado do lado de fora do portão de ferro.

Isabela Faria.

Ela estava mais magra.

Seus olhos brilhavam de forma assustadora — o tipo de brilho de quem já não tem mais saída.

Não muito longe atrás dela, Eduardo Paiva estava parado.

Imóvel, como um prego cravado no chão.

O Sr. Antônio entrou e falou em voz baixa:

— Senhorita, eles chegaram. Deixamos entrar?

Levantei-me.

— O cais já foi esvaziado?

— Já.

— Então vamos.

Algumas contas precisavam ser acertadas… em território de Macau.

O vento do mar invadiu o lugar.

O cheiro salgado misturado ao ferrugem.

— Valentina Nunes.

Isabela estava a três metros de mim.

— Foi difícil te encontrar.

Encostei-me em um contêiner.

— Para que me procurar?

— Para quê?

Ela soltou uma risada seca.

O som ecoou pelo cais vazio.

— Eduardo não volta para Jinghai. Não quer mais o filho. O dinheiro acabou. O que você acha que eu vim fazer aqui?

Ela tirou algo da bolsa.

Um revólver.

O Sr. Antônio deu um passo à frente.

Levantei a mão e ele parou.

Isabela ergueu a arma.

Mas apontou para a própria cabeça.

— Valentina Nunes, você venceu.

Sua mão tremia.

— O homem dele, o coração dele, a vida dele… tudo é seu.

Ela respirava de forma irregular.

— Mas fui eu quem deu a ele o primeiro filho! O que você tem para competir comigo?

Eduardo deu um passo à frente.

— Isabela, abaixe essa arma.

Ela virou o rosto para ele.

As lágrimas cobriam sua face.

— Você se importa comigo agora?

— Você ficou meio ano ajoelhado em Macau… e alguma vez olhou para mim?

Nesse momento, Henrique Nunes saiu das sombras do outro lado.

Ele não olhou para Isabela.

Nem para Eduardo.

Apenas caminhou até parar ao meu lado.

O rosto de Eduardo mudou imediatamente.

Ele já havia aprendido a reconhecer aquele gesto.

Em Macau, aquilo significava apenas uma coisa.

O líder da família estava dizendo para todos:

Essa mulher está sob minha proteção.

Isabela também percebeu.

Ela ficou surpresa por um momento.

Depois começou a rir ainda mais alto.

— Henrique Nunes? O quê, você também gosta dela?

Ela deu um passo à frente.

A arma oscilava entre mim e Eduardo.

— Um de vocês se ajoelha esperando que ela volte.

— O outro fica aqui protegendo-a.

— O que Valentina Nunes tem de tão especial?

Eu a observei calmamente.

— Você acha que apostar a própria vida vai me assustar?

Peguei algo das mãos do Sr. Antônio.

Metal frio e pesado.

Outro revólver.

Levantei a arma.

Apontei diretamente para ela.

— Vamos então. Juntas.

As pupilas dela se contraíram instantaneamente.

— Você… você enlouqueceu!

Dei um passo à frente.

— Em Macau não faltam loucos.

— Um a mais não faz diferença.

Ela recuou.

Seu calcanhar bateu no trilho enferrujado.

Seu corpo perdeu o equilíbrio.

Eduardo correu até ela e a segurou.

Colocou-se diante dela.

— Valentina…

Sua voz estava rouca.

— Ela enlouqueceu. Não desça ao nível dela.

Antes que eu pudesse responder…

Henrique caminhou até ele.

— Você está protegendo ela?

Os lábios de Eduardo se moveram.

Mas nenhuma palavra saiu.

Henrique lhe deu um soco direto no rosto.

Eduardo caiu no chão.

Sangue apareceu no canto de sua boca.

Isabela gritou e correu para abraçá-lo.

Henrique olhou para os dois.

— Eduardo Paiva, escute bem.

Seu tom era calmo.

— O filho na barriga dela…

— Quando nascer, terá o sobrenome Nunes.

— Não tem nada a ver com você.

O corpo de Eduardo tremeu.

Ele levantou a cabeça e olhou para mim.

Instintivamente toquei minha barriga.

Oito meses.

Seus olhos passaram do choque para a confusão.

Da confusão para o arrependimento e o desespero.

— Valentina…

Eu me virei.

— Sr. Antônio, leve-os embora.

O Sr. Antônio segurou Isabela pelo braço.

Ela estava mole como lama, ainda murmurando coisas sem sentido.

Eduardo se levantou cambaleando.

Tentou correr atrás de mim.

Henrique bloqueou seu caminho.

— Dê mais um passo…

— e eu garanto que você nunca mais sai de Macau.

Eu caminhei para dentro da noite.

Atrás de mim, o vento do mar assobiava entre os contêineres.

Vagamente ouvi a voz de Eduardo.

— Deixe-me vê-la… só uma vez.

Depois ouvi o som abafado de um soco contra carne.

Eu não olhei para trás.

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