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《Arrependimento na Queda das Pétolas》Capítulo 3

Capítulo 3

Ao meio-dia do dia seguinte, acordei.

Eduardo Paiva segurava minha mão. Seus olhos estavam vermelhos.

— Valentina, por que não me contou que estava grávida? Nosso filho quase…

Sua voz estava rouca, como se tivesse chorado.

— Amor, vamos parar de brigar. Vamos viver bem.

Retirei minha mão.

— Meu filho quase morreu nas mãos da sua amante. E você quer que eu viva bem?

Ouvi minha própria voz se engasgar.

— Eu te devo um pedido de desculpas.

Ele abaixou a cabeça.

— Mas Isabela me deu meu primeiro filho. Não posso deixar de protegê-la.

Primeiro filho.

Essas duas palavras perfuraram meu coração como uma faca.

— A mãe dela disse que o bebê tem só três meses. A gravidez ainda é instável, pode haver aborto espontâneo.

Eu me sentei na cama e senti uma onda de náusea.

— Meu filho não precisa das maldições deles.

Virei o rosto.

— Como quatro anos atrás… este filho também não tem nada a ver com você.

Ele ficou atônito.

— Valentina, não diga coisas assim por raiva. Desta vez como poderia…

Ele colocou um molho de chaves de carro esportivo na mesa de cabeceira.

— Isto é uma compensação. Fique tranquila, cuide da gravidez. Vou tentar evitar que você encontre Isabela.

Fechei os olhos.

Tive um sonho em que caía sem parar.

Sonhei com quando eu tinha dezenove anos.

Contei a ele que, aos quinze, havia levado uma facada nas costas ao proteger meu irmão de um inimigo.

A lâmina entrou pelas minhas costas.

Fiquei seis meses no hospital.

Quando saí, meus estudos estavam arruinados. Acabei abandonando a escola.

Ele tremia ao beijar as cicatrizes sinuosas no meu corpo, parecidas com serpentes.

Economizava até o dinheiro da comida para correr por todas as livrarias da cidade e comprar livros para mim.

Na luz amarelada do quarto alugado, ele me abraçava e me ensinava, palavra por palavra, aqueles livros que eu já não conseguia entender.

Ele dizia:

Eu era dele.

Por dentro e por fora.

Para toda a vida.

Sonhei com quando eu tinha vinte e um anos.

Era o aniversário dele.

Eu havia aprendido com minha avó a cozinhar sopa de galinha com bexiga natatória de peixe, feita à mão.

A porta do escritório dele estava entreaberta.

De dentro vinham gemidos suaves.

Eu chutei a porta.

Isabela estava completamente nua, os cabelos longos balançando.

Eduardo estava atrás dela.

A sopa quente caiu sobre os dois.

Eduardo não pareceu se importar.

Ele apenas limpou as manchas do corpo dela.

— O trabalho está muito estressante. Tente entender.

Eu destruí todo o escritório.

Ele não piscou sequer uma vez.

Mas quando peguei um caco de vidro e caminhei em direção a Isabela…

Ele se colocou na frente dela.

— Se quer fazer algo, faça comigo. Isabela não é como as outras mulheres.

Eu era jovem e impulsiva.

Acabei deixando Isabela gravemente ferida.

A família Faria quis me processar.

Eduardo usou todos os meios possíveis para suprimir o caso.

O preço foi que ele não voltou para casa durante um ano inteiro.

— Valentina Nunes, você me decepcionou profundamente.

A traição dele já dava sinais há muito tempo.

Ele dizia que eu não entendia ele como as mulheres lá fora.

Já não me ensinava mais.

Usou suas conexões para me matricular em um MBA.

Eu não entendia aqueles códigos, algoritmos ou modelos financeiros.

Mas naquela época eu acreditava de verdade.

Eu acreditava no peso de dois corações que dependiam um do outro para sobreviver.

Eu acreditava em apostar em um homem antes de ele alcançar o sucesso.

Meu pai biológico morreu numa mesa de apostas.

Parece que eu também não passava de uma apostadora sem talento.

— Senhorita.

A voz do Sr. Antônio me trouxe de volta à realidade.

Ele estava cheio de ferimentos.

Entregou-me um celular.

“Zijin Tecnologia será renomeada amanhã para Yibai Tecnologia.”

“Eduardo Paiva convoca reunião do conselho para transferir 10% das ações para Isabela Faria.”

Eu havia confiado nele.

Por isso possuía apenas 8% das ações.

E agora ele deixava Isabela me superar em tudo.

O Sr. Antônio tirou do bolso um convite amassado.

Haveria um banquete naquela noite para anunciar oficialmente a mudança.

Eu rapidamente enfaixei seus ferimentos.

Algumas coisas precisavam ser resolvidas antes de eu partir.

— Tio Antônio, na família Nunes temos um ditado.

O velho Antônio sorriu para mim.

— Quem hoje come peixe salgado precisa aguentar a sede.

— Amanhã alguém certamente virá cobrar a conta.

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