localização atual: Novela Mágica Romance Promessa Quebrada, Amor Renascido Capítulo 6

《Promessa Quebrada, Amor Renascido》Capítulo 6

Ele me entregou o celular.

Seus dedos tremiam levemente por causa do frio.

Peguei o telefone.

E o joguei com força no chão.

— Gabriel, acabou.

Ele me olhou com dor.

— Por quê? Helena… eu disse que vou compensar tudo. Podemos ter outro filho, não podemos? Por que você não consegue confiar em mim mais uma vez?

Mesmo agora…

ele ainda não entendia.

Entre nós já não se tratava mais de perdão.

O amor simplesmente havia apodrecido e se tornado irreversível.

Afastei sua mão e peguei o celular para ligar para a polícia.

De repente ele abriu o porta-malas do carro.

Lá dentro havia pilhas de brinquedos e produtos para bebê.

— Olha… eu já preparei tudo. Vamos ter filhos de novo… muitos filhos…

Para ser justa, Gabriel era um homem excelente.

Bonito, condecorado no exército, ocupava uma posição elevada.

Meus sogros sempre me trataram como uma filha.

Nos amamos por sete anos.

E um dia também tivemos um filho.

Aquela Valentina que sempre precisava ser “cuidada”…

Talvez eu pudesse fingir que ela não existia.

Continuar sendo a senhora Duarte.

Mas eu não conseguia.

O casamento que eu queria…

precisava ser puro, inteiro, exclusivo.

Quando peguei uma das roupinhas de bebê…

o celular dele tocou.

Do outro lado da linha, a voz de Lucas gritava:

— Algo aconteceu! A Valentina tomou comprimidos para dormir!

O mesmo drama.

Repetido incontáveis vezes.

Gabriel hesitou por um instante.

Então cerrou os dentes e disse:

— A partir de agora… não precisa mais me contar nada sobre ela.

Ele desligou.

Olhou para mim com expectativa.

— Helena, vamos não nos divorciar, está bem? Eu prometo que, daqui para frente, só vou amar você.

Eu não consegui evitar uma risada.

Ri tanto que as lágrimas começaram a cair.

Joguei a roupa de bebê no chão.

Ele a pegou.

Eu a joguei novamente.

Ele a pegou de novo.

Seu rosto ficava cada vez mais pálido.

Falei em voz baixa:

— Há feridas que, uma vez causadas, não podem mais ser reparadas.

— Você pisoteou sete anos do nosso casamento.

— Eu te desejo… que perca para sempre aquilo que mais ama.

— Gabriel…

sou eu quem não quer mais você.

Provavelmente era a primeira vez que ele me ouvia dizer algo assim.

De repente ele me abraçou com força.

Sua voz estava engasgada.

— Helena… não vá embora. Vamos voltar para casa, por favor.

— Você esqueceu? Quando reformamos a casa nova, você disse que criaríamos nossos filhos ali.

— Helena… aquele é o nosso lar. Por favor… não seja tão cruel.

As palavras dele despertaram lembranças em mim.

Durante anos, visitamos inúmeras lojas de móveis pela cidade.

Escolhemos juntos cada peça da casa.

Ficávamos no apartamento ainda vazio planejando o quarto do bebê.

Até discutíamos sobre a cor das cortinas.

Aquele lar havia sido construído pouco a pouco por nós dois.

Naquele tempo…

realmente fomos felizes.

Mas o Gabriel de agora…

já não merecia aquilo.

No dia em que assinamos oficialmente o divórcio, passei o dedo pela marca que o anel havia deixado no meu dedo anelar.

Despedi-me silenciosamente da mulher que eu fui.

— Desculpa… mas não posso mais continuar mentindo para mim mesma.

A notícia do meu divórcio rapidamente chegou aos antigos colegas de Gabriel no exército.

Alguns me ligaram, ansiosos.

— Oficial Guimarães, o comandante Duarte só cometeu um erro momentâneo. Ele está bebendo todos os dias… você poderia dar mais uma chance a ele?

Naquele momento eu estava na estação de trem de alta velocidade.

Do lado de fora, o trem entrava lentamente na plataforma.

— Desculpe. O acordo já foi assinado.

Minha voz estava tranquila.

— Eu não quero passar o resto da vida com medo de que ele volte para outra mulher a qualquer momento.

Do outro lado da linha houve um longo silêncio.

No final…

apenas um suspiro.

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