localização atual: Novela Mágica A Filha da Empregada Trancou o Filho do Chefe da Máfia na Jaula Capítulo 8 — A MULHER QUE NÃO QUIS O DINHEIRO
标题上

"A Filha da Empregada Trancou o Filho do Chefe da Máfia na Jaula" Capítulo 8 — A MULHER QUE NÃO QUIS O DINHEIRO

正文开头

Na manhã seguinte, havia jornalistas diante dos portões da Mansão Montenegro.

As manchetes misturavam fotografias de Beatriz com imagens antigas de Dante e Helena. Algumas páginas chamavam a empregada de oportunista. Outras insinuavam que Clara era usada para conquistar Vicente.

Beatriz manteve a filha longe das janelas.

— Por que estão falando da gente? — perguntou Clara.

— Porque uma pessoa mentiu, e muitas repetiram sem perguntar.

— Igual ao anel?

— Igual ao anel.

Vicente apareceu com o tablet.

— Posso mandar meu pai prender todos.

— Não pode — respondeu Beatriz.

— Ele pode.

— Poder fazer não significa que deve fazer.

Vicente sentou-se perto de Clara.

— Eu posso dizer que você não está tentando ser minha mãe.

Clara fechou a cara.

— Minha mãe é minha.

— Eu sei. Nem quero dividir.

— Ótimo.

Beatriz quase sorriu, apesar da tensão.

Dante reuniu advogados e assessores no escritório. Lavínia participava por vídeo, declarando-se vítima de uma “campanha de difamação doméstica”.

Rafael colocou um relatório sobre a mesa.

— A primeira página recebeu a foto de um número descartável. O aparelho foi ativado perto do hotel onde Lavínia está hospedada.

— Isso não prova que foi ela — disse o advogado.

Dante repetiu a frase que Beatriz usara dias antes:

— Prova onde começou, não quem enviou.

Rafael percebeu a influência.

— Podemos remover as matérias, mas outras surgirão. A maneira mais rápida é afastar Beatriz e Clara até a situação esfriar.

Dante não gostou da solução, porém reconheceu o risco. Ordenou a compra de um apartamento protegido e preparou uma transferência bancária suficiente para que Beatriz não precisasse trabalhar durante anos.

Ele a chamou ao escritório.

Beatriz entrou sem uniforme. Usava calça escura, camisa simples e trazia uma mala pequena ao lado.

Dante olhou para a bagagem.

— O que significa isso?

— Clara e eu vamos embora.

— Eu já providenciei um lugar.

Ele empurrou uma pasta sobre a mesa. Dentro havia documentos de um apartamento nos Jardins e um cheque.

Beatriz leu o valor.

— Dois milhões de reais?

— Para começar uma vida longe desta exposição.

— Está me pagando para desaparecer?

— Estou protegendo vocês.

— Sem perguntar o que eu quero.

— O que quer não muda o risco.

— E seu dinheiro não muda o fato de que está decidindo minha vida outra vez.

Dante apoiou as mãos na mesa.

— Há pessoas lá fora fotografando sua filha. Você realmente pretende voltar para uma casa sem segurança?

— Pretendo voltar para a minha casa.

— Isso é orgulho.

— Não. Orgulho seria aceitar um apartamento para fingir que virei parte da sua família. Isto é dignidade.

Beatriz rasgou o cheque ao meio. Depois rasgou novamente e deixou os pedaços sobre a pasta.

Dante ficou imóvel.

— Ninguém rasga um cheque meu.

— Agora alguém rasgou.

— Você não entende o que está recusando.

正文1

— Entendo perfeitamente. Dois milhões para ficar longe o bastante para não incomodar, mas perto o suficiente para voltar quando seu filho precisar.

— Não foi isso que eu disse.

— Foi o que decidiu.

Dante contornou a mesa.

— Se ficar na mansão, continuarão dizendo que está comigo.

— E o senhor está preocupado com minha segurança ou com seu sobrenome?

— Com você.

A resposta saiu rápida demais.

Beatriz perdeu o fôlego por um segundo. Dante também pareceu surpreso por ter falado.

— Então comece respeitando minha escolha — disse ela.

— Sua escolha é perigosa.

— Ainda é minha.

Ela pegou a mala.

No corredor, Vicente esperava com Clara. Quando viu a bagagem, correu até Beatriz.

— Você disse que ficaria.

— Fiquei enquanto foi possível.

— Eu não fiz nada desta vez.

— Eu sei.

— Então por que está me castigando?

Beatriz se ajoelhou diante dele.

— Não estou indo embora por sua causa.

— Todo mundo diz isso antes de ir.

— Olhe para mim. Eu não cansei de você. Cansei de seu pai decidir por mim.

Vicente olhou para Dante, que havia parado na porta do escritório.

— Peça desculpas.

— Não é tão simples — respondeu Dante.

— Para mim sempre tem que ser simples.

O menino segurou a mão de Clara.

— Você também vai?

— Minha casa é com minha mãe.

Vicente tentou parecer indiferente, mas seus olhos se encheram.

— Pingo fica?

Clara olhou para Beatriz.

— Aqui ele tem jardim — disse a mãe. — Pode ficar por enquanto.

— Eu cuido — prometeu Vicente.

Beatriz tocou seu ombro.

— Cuidar é aparecer todos os dias, mesmo quando não está divertido.

— Eu sei.

— Ainda está aprendendo.

— Você também.

Ela sorriu com tristeza.

Rafael levou mãe e filha por uma saída discreta, evitando os jornalistas. Dante não tentou impedir, mas acompanhou o carro pelas câmeras até desaparecer.

A mansão ficou estranhamente silenciosa.

No almoço, Vicente recusou a comida. À tarde, não quis jogar. Quando Dante entrou em seu quarto, encontrou a cama vazia outra vez.

O medo voltou imediatamente.

— Rafael!

— Estou verificando as câmeras.

Uma imagem mostrou Vicente atravessando o jardim com o avental de Beatriz nas mãos.

Dante correu.

Encontrou o filho dentro da jaula. Desta vez, a porta estava trancada por dentro, e a chave permanecia na mão do menino.

Pingo estava do lado de fora, choramingando.

— Abra a porta — ordenou Dante.

Vicente abraçou o avental.

— Não.

Dante tentou manter a voz firme, mas a lembrança do primeiro desaparecimento transformava cada segundo numa ameaça. Rafael aproximou-se com um alicate hidráulico.

— Posso abrir em menos de dez segundos.

Dante quase autorizou. Então viu Vicente recuar até o fundo da jaula, apertando o avental como proteção.

— Guarde isso — ordenou.

Rafael baixou a ferramenta.

— Quer que eu permaneça?

正文2

— Não. Quero que todos saiam do jardim.

Os seguranças se afastaram. Dante pediu que deixassem água, comida e uma manta, mas Vicente não tocou em nada.

O céu escureceu. As luzes automáticas do jardim se acenderam, projetando as grades sobre o mármore como sombras compridas.

Dante permaneceu sentado.

— Está com frio? — perguntou.

— Um pouco.

Ele passou o paletó entre as barras. Vicente aceitou e o colocou sobre os ombros.

— Beatriz faria chocolate quente.

— Posso pedir.

— Não fica igual.

— Imagino que não.

O menino observou o pai pelo espaço entre as grades.

— Você gosta dela?

Dante demorou.

— Respeito Beatriz.

— Não foi isso que perguntei.

— Você tem oito anos.

— Adultos dizem isso quando não querem responder.

Dante reconheceu a frase que o filho aprendera com ela.

— Talvez eu goste mais do que deveria.

Vicente pareceu satisfeito.

— Então foi muito burro dando dinheiro para ela ir embora.

Dante soltou uma breve risada, apesar da situação.

— Nisso estamos de acordo.

— Isso não é uma brincadeira.

— Eu sei.

— Entregue a chave.

— Você mandou Beatriz embora.

— Ela decidiu sair.

— Porque você tentou comprar ela.

Dante sentiu a acusação.

— Saia daí. Nós conversamos dentro de casa.

— Aqui você fica.

— O quê?

— Quando estou aqui, você fica olhando para mim. Não atende telefone. Não vai trabalhar.

Dante aproximou-se das grades.

— Vicente...

— Se eu sair, você vai embora de novo.

O menino colocou a chave no bolso.

— Desta vez, eu entrei sozinho.

Dante percebeu que poderia mandar cortar o cadeado em segundos. Poderia ordenar que Rafael arrancasse a porta. Era assim que sempre resolvera problemas.

Mas Beatriz lhe dissera que poder fazer não significava que deveria fazer.

Ele retirou o paletó, sentou-se no chão do lado de fora da jaula e desligou o telefone.

— Então eu fico aqui.

Vicente apertou o avental contra o rosto.

— Até quando?

Dante encostou as costas na grade.

— Até você acreditar em mim.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部