localização atual: Novela Mágica Os Gêmeos do Bilionário Chamaram a Empregada de Mamãe! Capítulo 5 — A Empregada Foi Humilhada Diante de Todos
标题上

"Os Gêmeos do Bilionário Chamaram a Empregada de Mamãe!" Capítulo 5 — A Empregada Foi Humilhada Diante de Todos

正文开头

Na sexta-feira, a mansão Montenegro parecia um hotel de luxo. Floristas atravessavam o salão, garçons alinhavam taças e Joana conferia a lista de convidados para o jantar beneficente organizado por Verônica.

Gabriel aceitara manter o evento porque os recursos seriam destinados a uma instituição infantil. Não queria, porém, fingir que seu casamento estava bem. Dormia no quarto de hóspedes desde a agressão contra Marina.

Naquela manhã, Ricardo lhe telefonara com uma notícia importante: a antiga enfermeira da maternidade concordara em prestar um depoimento reservado. O advogado também solicitara a preservação formal dos arquivos hospitalares.

— Não confronte Otávio antes de reunirmos os documentos — aconselhou Ricardo. — Precisamos impedir que alguém destrua o que ainda existe.

— Entendi. E Verônica?

— Não revele tudo o que sabemos. Uma suspeita não substitui uma prova.

Gabriel desligou quando ouviu risadas no jardim. Lucas e Miguel brincavam com Marina, tentando fazer um avião de papel atravessar um arco de flores. O avião de Lucas caiu perto dos sapatos do pai.

— Mais alto, papai! — pediu o menino.

Gabriel pegou o papel e lançou novamente. Miguel bateu palmas quando o avião passou pelo arco. Aquele instante simples valeu mais que as reuniões que ele cancelara naquela semana.

Marina observou os três com um sorriso discreto. Gabriel se aproximou enquanto as crianças corriam atrás do brinquedo.

— Obrigado por não ter ido embora — disse ele.

— Fiquei porque os meninos precisam de estabilidade. Mas ainda tenho medo do que sua esposa pode fazer.

— Ela não vai tocar em você novamente.

Marina desviou o olhar.

— Espero que o senhor compreenda que uma promessa não apaga o que aconteceu.

Gabriel assentiu. Em vez de insistir, perguntou se ela gostaria de conversar com Ricardo sobre a agressão e sobre os acontecimentos da maternidade. Marina concordou, aliviada por não precisar enfrentar tudo sozinha.

Do outro lado da janela, Verônica viu a conversa. A proximidade dos dois a enfureceu. Na cabeça dela, Marina não estava apenas ameaçando um casamento; estava ocupando o espaço que ela conquistara com anos de mentiras.

À tarde, Verônica entrou no quarto de hóspedes reservado aos funcionários temporários. Levava uma caixa de veludo com uma gargantilha de diamantes, presente recebido de Gabriel no primeiro aniversário de casamento.

Olhou para os lados, abriu o armário de Marina e escondeu a caixa atrás de algumas roupas dobradas. Depois fechou a porta sem fazer barulho.

No corredor, encontrou Joana.

— A senhora precisava de alguma coisa?

— Só verificava se os empregados estavam preparados para a noite.

Joana notou a pressa da patroa, mas nada respondeu. Havia aprendido a desconfiar das explicações que chegavam antes das perguntas.

Antes da chegada dos convidados, Joana encontrou Marina na copa e perguntou se estava preparada para servir. Marina confirmou, mas confessou que temia outra discussão com Verônica.

— Se acontecer alguma coisa, me procure — disse Joana. — Não quero mais ficar calada quando vejo uma injustiça.

正文1

Marina agradeceu. Lembrou-se de Dona Lúcia, que passara a vida trabalhando sem jamais aceitar dinheiro que não fosse seu. A mãe sempre dizia que uma pessoa podia perder o emprego, mas não precisava entregar a própria dignidade.

No andar de cima, Lucas insistia em usar a camisa azul que Marina ajudara a escolher. Miguel segurava o urso antigo e não queria descer. Joana explicou que as crianças não participariam do jantar e permaneceriam num espaço tranquilo.

Gabriel conferiu pessoalmente se a rotina seria respeitada. Pediu que ninguém obrigasse os meninos a cumprimentar desconhecidos ou a demonstrar avanços na fala para impressionar convidados.

Verônica ouviu a orientação com um sorriso rígido. Não suportava ver o marido tomando decisões que antes deixava inteiramente nas mãos dela.

Às oito, os convidados começaram a chegar. Empresários, médicos e representantes de instituições sociais lotaram o salão iluminado. Gabriel recebia os presentes com educação, mantendo distância de Verônica.

Marina ajudava a equipe de serviço. Vestia um uniforme limpo, prendia os cabelos num coque simples e procurava evitar o centro das atenções. Não imaginava que Verônica preparara uma armadilha.

Pouco antes do discurso beneficente, a anfitriã interrompeu a música.

— Peço desculpas, mas uma joia de grande valor desapareceu do meu quarto.

Os convidados trocaram olhares. Gabriel aproximou-se imediatamente.

— Verônica, o que está fazendo?

— Tentando descobrir quem roubou minha gargantilha. Infelizmente, temos funcionários novos nesta casa.

Ela olhou diretamente para Marina.

— Quero que verifiquem os pertences dela.

Marina sentiu o rosto esquentar.

— Eu não peguei nada, senhora.

— Então não deve ter medo de uma revista.

Gabriel ergueu a voz.

— Ninguém vai vasculhar os objetos de uma funcionária diante dos convidados.

— Você prefere proteger uma ladra?

O insulto percorreu o salão. Marina percebeu dezenas de rostos voltados para ela. O antigo medo de perder o emprego se misturou à humilhação de ser julgada sem provas.

— Sou pobre, mas nunca roubei ninguém — respondeu, firme. — Se a senhora tem uma acusação, apresente provas.

Verônica chamou dois seguranças contratados para o evento. Gabriel ordenou que não se aproximassem. Mesmo assim, a esposa insistiu que a caixa seria encontrada no armário de Marina.

— Como você sabe onde está? — perguntou Gabriel.

Verônica vacilou.

— Porque uma funcionária me contou que a viu entrando no quarto.

— Qual funcionária?

— Isso não importa agora.

— Importa para mim.

Verônica ignorou a pergunta e elevou a voz para que todos ouvissem.

— Uma empregada pobre nunca vai pertencer à nossa família!

Marina apertou os lábios. Queria responder, mas ouviu passos correndo na escada. Lucas apareceu primeiro, seguido de Miguel e de Joana, que tentava acompanhá-los.

— Não leva a Marina! — gritou Lucas.

O menino abraçou as pernas dela. Miguel, com os olhos cheios de lágrimas, apontou para Verônica.

— Ela não roubou!

Gabriel sentiu o peito apertar. Miguel acabara de formar uma frase espontânea diante de uma sala cheia. O menino parecia assustado, não orgulhoso da própria conquista.

正文2

— Venham comigo — pediu Gabriel, ajoelhando-se. — Ninguém vai levar a Marina.

Miguel agarrou sua mão. Lucas continuou abraçado à empregada. O pai pediu a Joana que levasse os meninos para um lugar tranquilo e permanecesse com eles.

Verônica tentou recuperar o controle.

— As crianças estão sendo influenciadas! Ela ensina os dois a mentir!

— Chega — disse Gabriel.

Rafael surgiu ao lado dele com um tablet. Havia consultado as câmeras do corredor de serviço depois que Joana relatara ter visto Verônica perto do quarto.

— Senhor, encontramos uma gravação desta tarde.

Gabriel assistiu ao vídeo. Nele, Verônica entrava no quarto destinado a Marina segurando uma pequena caixa. Saía minutos depois com as mãos vazias.

Ele mostrou a imagem à esposa.

— Quer explicar isso?

Verônica ficou imóvel. Tentou dizer que procurava uma toalha, mas Gabriel pediu que Rafael chamasse Joana e verificasse a localização da caixa sem expor os pertences pessoais da empregada aos convidados.

A gargantilha foi encontrada exatamente onde Verônica a escondera. Joana testemunhou o procedimento, e Rafael registrou o ocorrido. O salão permaneceu silencioso enquanto Gabriel devolvia a joia à esposa.

— Você acusou uma mulher inocente e usou nossos filhos para sustentar sua mentira — disse ele. — Peça desculpas.

— Você vai me humilhar na frente de todos?

— Foi isso que você tentou fazer com Marina.

Verônica olhou ao redor. Alguns convidados desviaram o rosto; outros não esconderam o espanto. Ela perdeu a compostura.

— Essa mulher quer roubar os filhos da Helena!

Gabriel sentiu um arrepio. Até então, Marina não revelara publicamente sua ligação com Helena. Verônica parecia saber mais do que admitia.

— Como você sabe que Marina conheceu Helena? — perguntou ele.

A esposa abriu a boca, mas não encontrou resposta.

Marina percebeu que aquela pergunta importava muito mais do que a joia. Atrás das portas fechadas da mansão, o passado começava a falar.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部