localização atual: Novela Mágica Nunca Use um Vestido Vermelho no Palácio Montenegro Capítulo 8 — A Mulher de Vermelho Volta à Mesa
标题上

"Nunca Use um Vestido Vermelho no Palácio Montenegro" Capítulo 8 — A Mulher de Vermelho Volta à Mesa

正文开头

Luana avançou sobre Augusto, mas Dante segurou sua cintura antes que ela alcançasse o celular.

"Se ele encerrar a transmissão, perdemos a localização."

Augusto sorriu.

"Finalmente aprendeu a pensar antes de agir."

Dante aproximou-se sem soltar Luana.

"Você não sai deste prédio."

"Não preciso sair. A ambulância cruzará a fronteira estadual em quarenta minutos."

Rafael enviou uma captura da transmissão à equipe técnica. O vídeo não mostrava janelas, placas ou rostos.

Luana ouviu com atenção. Além do motor, havia um som repetido em intervalos curtos.

"Pássaros."

"O quê?", perguntou Dante.

"Não são pássaros. É o aviso sonoro de uma passagem de trem."

Célia reconheceu a melodia. Era usada numa antiga linha industrial próxima de Jundiaí, onde os Montenegro mantinham um depósito desativado.

Dante mandou duas equipes seguirem para lá. Augusto tentou telefonar, mas Rafael tomou o aparelho.

"A votação continua", declarou Luana.

"Sua mãe vai morrer."

"Ela passou vinte e oito anos esperando que eu tivesse liberdade. Não vou devolver a empresa ao homem que a prendeu."

A firmeza dela alterou a sala. Conselheiros que evitavam seu olhar começaram a consultar os documentos.

O livro original comprovava que Helena nunca vendera as ações. A gravação ligava Augusto ao ataque contra Tomás.

Augusto tentou convencer os conselheiros de que uma exposição pública destruiria contratos, empregos e o valor das ações.

"A verdade custará bilhões", advertiu.

Luana abriu o livro no primeiro balanço falsificado.

"A mentira já custou vinte e oito anos da vida de duas mulheres. A diferença é que essa conta nunca apareceu nos seus relatórios."

Um representante dos trabalhadores pediu a palavra por videoconferência. Declarou que os empregados apoiariam uma auditoria independente, mesmo com perdas temporárias.

"Não queremos salários pagos com o silêncio de pessoas sequestradas", afirmou.

O argumento que Augusto considerava mais forte virou contra ele. A empresa não era apenas patrimônio familiar. Milhares de pessoas seriam obrigadas a carregar a vergonha se o encobrimento continuasse.

Luana recebeu autorização provisória para votar como sucessora.

Seu voto impediu a destituição de Dante.

Em seguida, propôs o afastamento imediato de Augusto por fraude e risco à companhia.

A medida foi aprovada por sete votos a quatro.

Augusto perdeu o sorriso.

"Você acha que uma cadeira nesta mesa transforma uma empregada em dona?"

Luana ficou de pé.

"Não. O que me trouxe até aqui foi uma mulher que limpava esta casa e teve coragem de salvar uma criança quando todos os donos se esconderam."

Do lado de fora, agentes federais aguardavam para prender Augusto com base nos áudios de Cecília e nos registros de Brandão.

Antes de ser levado, ele se inclinou para Dante.

"Pergunte a Rafael quem desligou as câmeras na noite do incêndio."

Dante olhou para o chefe de segurança.

Rafael não desviou.

"Fui eu."

O silêncio caiu sobre a sala.

Rafael explicou que recebera uma mensagem enviada do telefone de Dante ordenando a interrupção das câmeras por dez minutos. Cumprira sem confirmar.

正文1

"Depois percebi que o aparelho estava com Cecília durante a discussão do camarim."

Cecília admitiu ter copiado o acesso, mas negou a mensagem.

Augusto fora levado antes de explicar como conhecia o detalhe.

Dante não absolveu Rafael. Retirou temporariamente seu comando e entregou os registros à polícia.

"Lealdade sem pergunta é apenas obediência", disse. "Foi isso que permitiu que minha família escondesse Helena."

As equipes localizaram a ambulância no depósito minutos depois. O veículo estava vazio, mas marcas recentes de pneus levavam a uma estrada rural.

Luana insistiu em acompanhar Dante.

Encontraram Helena numa pequena estação ferroviária abandonada. O sequestrador tentava colocá-la num trem de manutenção quando foi cercado.

Ele ergueu a arma.

Dante ficou diante de Luana.

"Solte Helena", ordenou.

O homem olhou para um ponto atrás deles. Cecília surgiu com as mãos levantadas.

"Marcelo, acabou."

Era seu irmão mais velho, o mesmo homem que ajudara Augusto durante anos e aparecia parcialmente nas câmeras da ala leste.

Marcelo acusou Cecília de trair a própria família. Ela respondeu que a família terminara quando Augusto mandara matar a mãe deles.

A hesitação permitiu que Helena se afastasse. Dante a puxou para trás de uma pilastra enquanto agentes dominavam Marcelo.

Marcelo disparou antes de cair. A bala atingiu o metal da pilastra e espalhou faíscas sobre a plataforma.

Luana tentou alcançar Helena, mas uma locomotiva de manutenção começou a se mover sozinha. Augusto havia programado o equipamento para destruir o veículo usado no sequestro e eliminar vestígios.

Dante correu até a cabine. Puxou o freio de emergência, que não respondeu.

"O painel foi travado!", gritou.

Luana percebeu um cabo vermelho ligado a uma caixa lateral. Recordou as aulas de manutenção que Dalva insistira que fizesse quando jovem.

Desconectou a alimentação secundária. O motor perdeu força poucos metros antes de atingir a ambulância.

Dante saltou da cabine e a segurou pelos ombros.

"Você poderia ter sido esmagada."

"Helena também."

"É exatamente por isso que estou furioso."

"Então fique furioso depois. Minha mãe precisa de ajuda."

Ele respirou fundo e obedeceu. Pela primeira vez, a urgência dela prevaleceu sobre a necessidade dele de controlar o perigo.

Luana correu até a mãe.

Helena estava abalada, mas sem ferimentos. Abraçou a filha e depois olhou para Dante.

"Você fez a escolha que seu pai nunca conseguiu fazer."

"Qual?"

"Proteger alguém sem decidir a vida dela em seu lugar."

Na manhã seguinte, Luana voltou ao palácio com Helena e Dalva. Não entrou pela porta de serviço.

Vestia novamente o longo vermelho.

Dante a esperava no salão onde tudo começara. Os funcionários estavam reunidos, incluindo Célia, Norma e Irene.

Luana caminhou até a cadeira principal da antiga mesa de Helena e permaneceu de pé.

"Não vim ocupar o lugar de ninguém", declarou. "Vim devolver nomes às pessoas que esta casa apagou."

Dante colocou diante dela os registros dos funcionários coagidos, os pagamentos secretos e a documentação do patrimônio Azevedo.

"O palácio é seu por direito em quarenta e nove por cento."

"Não quero metade de uma prisão."

"Então ajude a transformá-la."

Luana olhou para Dalva, para Helena e para as três governantas.

"A primeira mudança é simples. Nenhum funcionário volta a entrar por uma porta diferente da família."

Dante estendeu a mão.

Ela a aceitou.

Antes que pudesse dizer mais, um agente federal entrou trazendo um envelope encontrado no cofre pessoal de Augusto.

Dentro havia uma fotografia de Tomás Brandão tirada apenas três meses antes.

O pai de Luana, oficialmente morto havia vinte e oito anos, estava vivo.

E segurava um jornal com a data daquele ano.

No verso da fotografia havia uma frase escrita pela mão de Augusto:

Tomás tem a outra metade.

Helena reconheceu a letra do marido numa segunda anotação quase apagada. Eram coordenadas de uma propriedade no litoral do Paraná.

"Ele tentou voltar", disse ela, chorando. "Álvaro me disse que Tomás tinha morrido."

Dante pediu que a perícia confirmasse a data e a autenticidade da imagem.

Luana segurou a fotografia com cuidado. Mal aprendera a chamar Helena de mãe e já descobria que o pai podia ter passado quase três décadas esperando ser encontrado.

O telefone de Dante tocou.

Augusto fugira da custódia durante uma transferência. Um agente fora subornado, e o carro usado na fuga seguia para o sul.

O mesmo destino indicado pelas coordenadas.

Augusto não estava apenas escapando.

Estava indo silenciar Tomás antes que Luana chegasse até ele.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部