"A Garçonete Salvou o Chefe da Máfia… E Foi Demitida Por Isso" Capítulo 9 — O Irmão Que Queria Seu Império
O grito de Ricardo atravessou a calçada diante do restaurante em chamas.
— Foi Caetano Montenegro quem mandou envenenar Dante!
Jornalistas ergueram celulares. Caetano não tentou negar. Apenas olhou para Ricardo como quem observava uma peça defeituosa.
— Este homem está preso, desesperado e coberto de fuligem — declarou. — Dirá qualquer coisa para reduzir a própria pena.
Ricardo avançou, mas dois policiais o contiveram.
— Você pagou pela garrafa! Mandou apagar as câmeras!
— Tem provas?
Ricardo calou-se.
Caetano voltou-se para Dante.
— Primo, não permita que uma acusação ridícula destrua a família diante das câmeras.
Dante manteve o rosto imóvel.
— Entregue-se à polícia e esclareça tudo.
— Está me condenando com base na palavra de um criminoso?
— Estou oferecendo a oportunidade que você não deu a mim quando colocou veneno nas minhas cápsulas.
Caetano sorriu sem humor.
— Júlia realmente mudou você.
Ele ergueu as mãos enquanto dois investigadores se aproximavam. Um advogado entrou no espaço e apresentou uma liminar que impedia a prisão sem análise das provas.
A confusão durou menos de um minuto. Quando Rafael percebeu, Caetano já havia desaparecido entre jornalistas e funcionários.
— Fechem as saídas — ordenou Dante.
Júlia procurou o homem junto aos carros. Encontrou apenas o botão dourado arrancado do paletó e um telefone descartável tocando no chão.
Ela atendeu.
— Senhorita Nascimento — disse Caetano. — Você deveria ter aceitado o dinheiro e desaparecido.
— Você deveria ter escolhido um plano que não dependesse de Ricardo ficar calado.
— Ricardo ainda será útil.
A ligação terminou.
Rafael enviou equipes à mansão, aos escritórios e ao aeroporto. Dante levou Júlia para um carro blindado.
— A partir de agora, você não sai do meu campo de visão.
— Não comece a confundir medo com autoridade outra vez.
— Ele ligou para você.
— Porque quer que fique olhando para mim enquanto ele faz outra coisa.
Dante compreendeu. Mandou Rafael verificar Bianca e Sônia.
Bianca continuava detida numa propriedade vigiada. Sônia, porém, permanecia desaparecida.
No caminho para a mansão, Júlia recebeu uma mensagem no telefone protegido. Era uma fotografia do túmulo de sua mãe.
A legenda dizia: “Alguns mortos ainda podem perder o descanso.”
Júlia empalideceu.
— Ele sabe onde Celina está enterrada — disse Dante.
— Não é o túmulo que ele quer. Quer me separar da equipe.
Mesmo assim, a imagem a atingiu. Caetano escolhera a única pessoa que ela não podia proteger.
Dante segurou sua mão.
— Ele não tocará nela.
— Você não pode prometer isso.
— Posso colocar cinquenta homens no cemitério.
— E deixar cinquenta lugares desprotegidos. É isso que ele espera.
Júlia ampliou a fotografia. A terra diante da lápide estava seca, apesar da chuva da noite anterior.
— A imagem é antiga ou foi feita em outro lugar.
No reflexo do granito apareceu uma placa azul. Júlia reconheceu o logotipo de uma funerária desativada na Vila Leopoldina.
— Ele não está no cemitério. Está no depósito onde guardavam lápides.
Dante ordenou que o comboio mudasse de direção.
Chegaram ao endereço vinte minutos depois. O prédio parecia vazio. Júlia permaneceu no carro enquanto os seguranças entravam.
Uma fumaça branca começou a sair do sistema de ventilação do veículo.
O motorista tentou abrir as portas, mas as travas não responderam. Ele desmaiou sobre o volante.
Júlia cobriu o nariz e procurou o mecanismo manual. Antes que o encontrasse, a porta se abriu por fora.
Um homem mascarado a puxou para a rua.
Ela tentou gritar. Um pano pressionou seu rosto e o mundo desapareceu.
Quando acordou, estava presa a uma cadeira diante de uma câmera. Caetano ocupava o outro lado da sala.
— Dante invadiu o depósito errado — disse ele. — Eu só precisava que todos saíssem dos carros ao mesmo tempo.
Júlia testou as cordas. Seus tornozelos estavam livres, mas uma corrente ligava a cadeira ao chão.
— Onde está Sônia?
— Viva, por enquanto.
— Você matou o guarda e ameaçou o filho dele. Envenenou Dante durante semanas. Tudo isso por ações?
Caetano aproximou-se.
— Meu pai construiu metade daquele império. Quando morreu, entregaram tudo ao filho favorito. Eu virei o primo confiável, o homem que organiza contas enquanto Dante recebe medo, respeito e poder.
— Então queria ser ele.
— Eu deveria ter sido maior que ele.
Caetano colocou um documento sobre a mesa. Era uma confissão preparada em nome de Júlia.
Segundo o texto, ela adulterara a bebida para criar uma emergência, aproximar-se de Dante e extorquir a família. Ricardo seria seu cúmplice.
— Leia diante da câmera.
— Ninguém acreditará.
— Acreditarão quando encontrarem o veneno no apartamento de sua mãe e transferências na sua conta.
— Minha mãe morreu.
— Mortos são testemunhas excelentes. Nunca contradizem.
Júlia olhou para a lente. Caetano queria um vídeo limpo, sem cortes. Isso significava que cada palavra seria ouvida por Dante.
— Preciso de água.
Caetano fez um gesto. Um homem colocou um copo diante dela.
Júlia reconheceu a tatuagem descrita por Sônia no pulso dele.
Tomou um gole e começou a ler.
Pronunciou as primeiras frases com voz baixa. Em seguida, alterou o ritmo, repetindo pausas usadas pelos garçons do Bellagio ao anunciar pedidos para a cozinha.
— Uma entrada… três pratos… galpão frio… mesa doze… portão vermelho.
Caetano franziu a testa.
— Leia o que está escrito.
— Estou nervosa.
Ela retomou, inserindo referências ao antigo frigorífico da Rua Hassib Mofarrej. Dante ouvira Júlia explicar os códigos do restaurante. Se recebesse a gravação, entenderia.
Caetano encerrou o vídeo e enviou o arquivo.
— Agora ele acreditará que ainda pode salvá-la.
Na estrada, Dante assistiu à gravação duas vezes. Na terceira, percebeu que Júlia não respirava nos lugares indicados pela pontuação. As pausas seguiam o ritmo usado no salão: entrada, quantidade, destino e observação.
Ele escreveu as palavras estranhas num papel.
— Galpão frio. Mesa doze. Portão vermelho.
Rafael consultou o mapa de propriedades desativadas.
— Há um frigorífico antigo na Rua Hassib Mofarrej. O galpão doze possui portão vermelho.
Dante mandou desligar os rastreadores dos carros e dividiu a equipe em três rotas. Caetano esperaria um comboio visível. Receberia veículos vazios enquanto Dante entrava pelos fundos com Rafael.
— Ela sabia que entenderia — disse Rafael.
— Não. Ela sabia que eu precisava ouvi-la, em vez de olhar apenas para o documento diante dela.
— Você quer que venha.
— Quero que escolha. O império ou a mulher que o fez esquecer quem é.
O telefone de Caetano tocou. Dante havia recebido o vídeo.
Júlia viu o sorriso do sequestrador mudar. Ele não entendera o endereço escondido.
— Prepare a seringa — ordenou Caetano.
O homem tatuado encheu uma agulha com líquido transparente.
— A mesma substância? — perguntou Júlia.
— Uma dose suficiente para você sentir o que Dante sentiu naquela mesa.
Júlia manteve os olhos na câmera desligada. Mesmo sem saber se Dante compreendera, recusou-se a permitir que Caetano visse seu pânico.
— Você passou anos querendo o lugar dele — disse. — E ainda precisa esconder o rosto dos homens que contrata.
Caetano golpeou a mesa.
— Dante recebeu tudo.
— Não recebeu a única coisa que você deseja.
— O quê?
— Ser respeitado sem apontar uma arma.
Caetano fez sinal para que o homem tatuado se aproximasse com a seringa.
A porta metálica explodiu antes que a agulha tocasse sua pele.
Tiros atravessaram o galpão. Rafael derrubou o homem tatuado. Dante entrou pelo portão vermelho e apontou a arma para Caetano.
— Afaste-se dela.
Caetano agarrou Júlia pelo pescoço e pressionou a seringa contra seu braço.
— Mais um passo e ela morre.
Dante abaixou a arma.
Caetano sorriu e injetou o líquido mesmo assim.
Júlia sentiu a queimadura subir pelo braço.
— Agora escolha — disse Caetano. — Persiga-me ou salve-a.
Ele desapareceu por uma porta lateral enquanto o corpo de Júlia começava a endurecer.
Dante caiu de joelhos diante dela.
Os lábios de Júlia perdiam a cor da mesma maneira que os dele naquela noite.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 10 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4