localização atual: Novela Mágica O Chefe da Máfia Ia Demitir a Babá às 2 da Manhã… Até Ouvir Suas Gêmeas Rindo! Capítulo 5 — O Segredo Que a Esposa Morta Deixou Para Trás
标题上

"O Chefe da Máfia Ia Demitir a Babá às 2 da Manhã… Até Ouvir Suas Gêmeas Rindo!" Capítulo 5 — O Segredo Que a Esposa Morta Deixou Para Trás

正文开头

Marina não dormiu naquela noite. A frase de Helena continuava diante de seus olhos mesmo depois que ela fechou o diário. Pela manhã, fotografou a página com o celular e guardou o caderno na caixa, exatamente como o encontrara.

Não queria acusar ninguém sem provas. Mas também não conseguiria ignorar um aviso escrito por uma mulher que morrera poucos meses antes. Enquanto preparava as mamadeiras, decidiu conversar novamente com Célia.

— A senhora Helena tinha medo de Verônica? — perguntou, quando ficaram sozinhas na copa.

Célia demorou a responder.

— No começo, não. Eram amigas antigas. Mas depois do nascimento das meninas, as discussões ficaram frequentes. Uma noite, ouvi Helena dizer que não permitiria mais que Verônica mexesse nas contas da fundação.

— Que fundação?

— Uma instituição ligada às empresas Montenegro. Helena ajudava famílias de crianças internadas. Verônica administrava parte das doações.

Marina se lembrou das anotações financeiras do diário. Havia números, iniciais e o nome de uma empresa que ela não reconhecia.

— E o médico Henrique?

— Vinha muito à casa. Helena reclamou comigo que alguns comprimidos pareciam diferentes. Eu sugeri que pedisse outra avaliação. Ela disse que faria isso depois de conversar com Dante.

— Mas não conseguiu.

Célia baixou os olhos.

— Não. Naquela noite, passou mal antes de ele voltar.

Marina sentiu um arrepio. Ainda assim, sabia que lembranças e suspeitas não eram suficientes para provar um crime. Precisava levar tudo a Dante, de preferência com Célia presente.

Passou o restante da manhã cuidando das gêmeas. Sofia estava especialmente agitada, sorrindo sempre que Marina mostrava uma das luvas amarelas. Lívia, mais sensível, só se acalmou depois de alguns minutos no colo.

Dante apareceu pouco antes do almoço. Trazia dois pequenos chocalhos comprados numa loja da região. Parecia constrangido ao mostrá-los.

— Rafael disse que eram adequados para a idade delas.

Marina examinou os brinquedos.

— São ótimos. O senhor escolheu as cores?

— Fiquei vinte minutos discutindo com uma vendedora sobre isso.

Ela riu. Dante também sorriu, mas logo percebeu a preocupação no rosto dela.

— Aconteceu alguma coisa?

Marina quase contou sobre o diário. Antes que pudesse responder, Célia entrou anunciando uma visita inesperada. Verônica estava no portão, acompanhada de uma funcionária de uma joalheria.

— Disse que veio entregar uma peça que Helena havia encomendado — explicou a governanta.

Dante franziu a testa.

— Não autorizei visita nenhuma.

— Ela insistiu que se trata de uma lembrança para as meninas.

Marina percebeu que aquela chegada podia ser uma oportunidade para observar Verônica. Dante autorizou que a recebessem na sala, mas pediu a Rafael que permanecesse por perto.

Verônica entrou sorrindo, carregando uma caixa elegante. Disse que encontrara uma encomenda antiga e queria devolvê-la à família. Dante agradeceu sem entusiasmo.

Quando Marina atravessou o corredor para buscar uma manta, Verônica a seguiu com os olhos. Viu a jovem guardar o celular no bolso do uniforme e compreendeu que precisava agir depressa.

正文1

Horas depois, enquanto Marina alimentava Lívia, Verônica se aproximou do quarto reservado à babá. Uma funcionária temporária, contratada para ajudar na organização do almoço, esperava junto à porta.

— Faça exatamente como combinamos — sussurrou Verônica, entregando-lhe um pequeno estojo de veludo.

A mulher hesitou.

— E se descobrirem?

— Ninguém vai descobrir. Você será paga hoje.

A funcionária entrou, abriu uma gaveta de Marina e escondeu o estojo entre roupas dobradas. Não percebeu a câmera do corredor, instalada depois de uma tentativa de invasão meses antes.

No fim da tarde, Verônica anunciou que uma joia de família havia desaparecido. Era um colar de diamantes que, segundo ela, pretendia entregar a Dante para guardar até as meninas crescerem.

— Eu o deixei na sala por alguns minutos — disse, teatralmente aflita. — Depois a babá entrou ali sozinha.

Marina ficou perplexa.

— Eu não toquei em colar nenhum.

— Então não se importará se verificarmos suas coisas.

Dante entrou no salão e encontrou Célia tentando acalmar as duas. Verônica repetiu a acusação. Marina pediu que ele chamasse Rafael e verificasse as câmeras antes de revistar qualquer quarto.

— Quem não deve não teme — provocou Verônica.

— Quem é inocente também tem direito de ser respeitado — respondeu Marina.

Dante ordenou que Rafael acompanhasse a verificação. No quarto de Marina, o estojo apareceu dentro de uma gaveta. Verônica levou a mão ao peito, fingindo surpresa.

— Eu sabia! E pensar que confiamos nossas crianças a essa mulher!

Marina sentiu as pernas fraquejarem.

— Alguém colocou isso aqui. Eu nunca vi esse colar.

Todos olharam para Dante. Ele segurava o estojo, examinando o fecho de ouro. Por um instante, a lembrança das risadas das filhas pareceu colidir com a cena diante dele.

— Rafael, preserve as imagens das câmeras — disse finalmente.

Marina aguardou uma palavra de defesa. Dante, porém, continuou olhando para a joia, sem declarar que acreditava nela. O silêncio se estendeu demais.

— O senhor também acredita que eu sou uma ladra? — perguntou Marina.

— Quero entender o que aconteceu.

— Então diga que não vai me condenar antes de saber.

Dante não respondeu imediatamente. Verônica aproveitou a hesitação.

— Está vendo? Até ele sabe que as provas são claras.

Marina olhou para o homem que aprendera a trocar fraldas, que chorara ao ouvir as filhas rirem, que lhe contara a culpa de não atender as últimas ligações da esposa.

Esperara dele algo que não podia exigir: confiança.

— Eu cuidei das suas filhas com todo o meu coração — disse, contendo as lágrimas. — Mas não vou ficar numa casa onde sou tratada como criminosa.

Subiu ao quarto, guardou poucas roupas numa mala pequena e retirou o uniforme. Célia tentou convencê-la a esperar pelas gravações. Marina balançou a cabeça.

— Eu volto para esclarecer tudo. Mas hoje não consigo dormir aqui.

Antes de sair, foi até os berços. Sofia dormia com uma mãozinha perto do rosto. Lívia estava acordada e soltou um som alegre ao vê-la. Marina acariciou as duas com delicadeza.

正文2

— Minhas princesas, vocês não fizeram nada de errado — sussurrou. — Eu amo vocês. Não se esqueçam disso.

Enquanto fechava a mala, Marina lembrou-se da primeira noite na mansão. Sua mãe perguntara por telefone se não tinha medo de trabalhar para um homem com aquela reputação. Marina respondera que tinha medo, sim, mas precisava do emprego e confiava na própria capacidade de cuidar das crianças.

Agora, o que mais a machucava não era o poder de Dante. Era a ternura que havia descoberto por trás daquele poder e que, diante de uma acusação injusta, parecera desaparecer. Ela não queria que Sofia e Lívia aprendessem a aceitar silêncio como resposta à crueldade.

Antes de fechar a bolsa, verificou se a fotografia da página do diário continuava salva no celular. Não a apagaria. A memória de Helena e a segurança das meninas importavam demais para serem abandonadas junto com o emprego.

Na escada, encontrou Dante. Ele tinha o telefone na mão, mas não parecia saber o que dizer.

— Rafael está procurando as imagens — informou.

— Espero que encontre a verdade.

Marina colocou a chave do quarto sobre a mesa do hall. Dante abriu a boca, mas ela continuou antes que ele falasse.

— Não estou indo embora por causa do colar. Estou indo porque, quando precisei de uma única palavra sua, o senhor ficou calado.

Ela saiu. O portão se fechou atrás do carro que a levaria até Vila Mariana. Alguns minutos depois, o primeiro choro veio do andar de cima. O segundo começou quase imediatamente.

Dante subiu correndo. Tentou segurar Sofia, depois Lívia. As meninas choravam sem parar. Ele olhou para a poltrona vazia, para a fotografia de Helena e para as luvas amarelas esquecidas sobre a cômoda.

Seu telefone vibrou. Era uma mensagem de Rafael: “Patrão, encontrei uma movimentação suspeita no corredor. Preciso mostrar as imagens pessoalmente”.

Dante encarou a tela. Pela primeira vez, temeu que a maior injustiça daquela casa tivesse sido cometida por ele mesmo.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部