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"A Garçonete Grávida Que Entrou na Mansão do Mafioso" Capítulo 5 — A HERDEIRA QUE CHAMOU O BEBÊ DE BASTARDO

正文开头

Marina parou no corredor. Verônica examinou sua roupa simples, as sandálias confortáveis e a barriga evidente. O desprezo em seus olhos era o mesmo da noite do baile.

— Pensei que Dante estivesse apenas com pena de você — disse a herdeira. — Mas parece que descobriu um jeito de se instalar aqui.

Helena se colocou entre as duas.

— Verônica, você não foi convidada.

— Não preciso da sua autorização para visitar um velho amigo.

— Precisa, sim, para entrar na casa dele.

Marina respirou fundo. Não queria outra discussão, sobretudo depois das recomendações médicas. Mas também não permitiria que a mulher a tratasse como se não tivesse voz.

— Estou aqui temporariamente, por motivos de segurança. Minha vida não é assunto seu.

Verônica soltou uma risada curta.

— Segurança? É assim que você chama morar de graça na mansão de um bilionário?

— Chamo de aceitar ajuda num momento difícil.

— Claro. E o bebê deve ser parte do plano.

Helena endureceu a expressão.

— Chega.

Verônica ignorou o aviso.

— Dante merece uma mulher da própria classe. Não uma garçonete carregando o filho de outro homem.

Marina sentiu o rosto esquentar, mas não baixou a cabeça.

— Meu filho não precisa de um sobrenome famoso para ter dignidade.

— Você realmente acha que alguém vai aceitar esse bastardo como herdeiro?

A palavra atingiu Marina como um segundo tapa. Ela apoiou a mão na barriga, protegendo o filho de uma crueldade que ele ainda não podia compreender.

— Não fale assim do meu bebê.

— Então pare de usá-lo para comover Dante.

Dona Lúcia surgiu da sala de estar. Ao perceber a tensão, aproximou-se da filha.

— Marina, está tudo bem?

— Está, mãe. A senhora pode voltar para dentro.

Verônica olhou para a mulher mais velha.

— Trouxe a família inteira? Impressionante.

Helena pegou o celular.

— Vou chamar a segurança para acompanhar você até a saída.

— Faça isso. Quero ver Dante me expulsar por causa dessas duas.

Nesse instante, a porta principal se abriu. Dante entrou acompanhado de Rafael. O empresário percebeu imediatamente a postura rígida de Helena e o rosto abatido de Marina.

— O que está acontecendo?

Verônica mudou de expressão com rapidez.

— Dante, querido, vim conversar. Sua irmã está sendo desagradável.

Ele não respondeu ao cumprimento. Olhou para Marina.

— Você está bem?

— Estou. Só quero que essa conversa termine.

Helena deu um passo à frente.

— Verônica insultou Marina e o bebê.

— Ela está exagerando — protestou a herdeira.

Dante encarou Verônica.

— O que você disse?

A mulher hesitou. Não estava acostumada a prestar contas de suas palavras.

— Apenas lembrei que você tem uma reputação a proteger.

— Minha reputação não está ameaçada por uma mulher grávida hospedada em minha casa.

— Você vai permitir que ela transforme seu nome numa piada?

— A única pessoa que está se desrespeitando aqui é você.

正文1

Verônica empalideceu. Dante manteve a voz baixa, mas cada palavra saiu nítida.

— Nesta casa, ninguém humilha Marina nem o filho dela. Você vai embora agora.

— Está me expulsando?

— Estou pedindo que respeite uma decisão que deveria ser óbvia.

Verônica olhou ao redor. Os funcionários mantinham distância, mas haviam ouvido tudo. Sua humilhação pública parecia intolerável.

— Meu pai não vai gostar disso.

— Seu pai pode falar comigo diretamente. Não use o nome dele para intimidar meus convidados.

Rafael acompanhou Verônica até o portão. Ela saiu sem pedir desculpas, deixando atrás de si um perfume forte e uma ameaça mal disfarçada.

Marina sentou-se no sofá. O coração ainda batia depressa. Dante se aproximou, mas esperou que ela o convidasse a sentar.

— Sinto muito — disse ele.

— Você não foi quem falou aquelas coisas.

— Mas ela entrou aqui porque acreditou que podia agir assim.

— Eu sei me defender, Dante.

— Eu vi. E admiro isso.

Marina ergueu os olhos. Havia sinceridade na resposta, sem a condescendência que tantas vezes ouvira de homens ricos.

Dona Lúcia trouxe um copo de água. Helena se sentou ao lado de Marina e a abraçou pelos ombros.

— Você não precisa ouvir essas coisas para provar que é forte — disse Helena.

Marina assentiu. Mais tarde, ligou para Beatriz, relatou o episódio de estresse e recebeu orientação para observar sintomas e procurar atendimento caso surgissem sinais preocupantes.

Enquanto isso, Verônica chegou à mansão Albuquerque e encontrou o pai no escritório. Otávio examinava documentos de uma empresa de transporte ligada ao porto de Santos.

— Dante me expulsou — anunciou ela.

Otávio não ergueu os olhos.

— Eu avisei para deixar a garçonete em paz.

— Ela está morando com ele!

O empresário fechou a pasta.

— E você está piorando nossa situação.

Verônica percebeu a tensão no rosto do pai.

— Por que tem tanto medo dela?

— Não tenho medo de uma garçonete. Tenho medo de Dante começar a fazer perguntas antigas.

— Sobre o acidente da irmã dele?

Otávio ficou imóvel.

— Quem falou disso?

— Ouvi você ao telefone. Não sou idiota.

Ele caminhou até a janela, avaliando as palavras.

— Há documentos que precisam permanecer onde estão. Se Dante continuar investigando, muitos negócios serão prejudicados.

Verônica cruzou os braços.

— Então precisamos afastar Marina dele.

Otávio a encarou com frieza.

— Sem violência. Já cometemos erros demais.

— Conheço alguém que pode resolver isso.

Ela mostrou no celular uma fotografia de Eduardo Ferraz, obtida por um investigador particular.

— É o pai do bebê. Abandonou Marina quando descobriu a gravidez.

Otávio estudou a imagem.

— E o que ele quer?

— Dinheiro. Homens como ele sempre querem.

No dia seguinte, Eduardo recebeu uma proposta de trabalho como consultor de uma empresa ligada ao grupo Albuquerque. O pagamento adiantado era muito superior ao que ganhava normalmente.

Um representante explicou que esperavam dele apenas uma aproximação com Marina e algumas informações sobre a rotina na mansão Montenegro.

Eduardo percebeu que havia algo errado. Mesmo assim, aceitou o depósito e assinou o contrato.

À tarde, Marina caminhava pelo jardim quando recebeu uma mensagem de um número desconhecido.

Precisamos conversar sobre nosso filho. Não vou desaparecer de novo.

Ela reconheceu imediatamente a maneira como Eduardo escrevia. Mostrou a mensagem a Helena e respondeu apenas que qualquer conversa deveria ocorrer com orientação jurídica e em local apropriado.

Eduardo não respondeu. Uma hora depois, apareceu pessoalmente diante do portão da mansão.

Rafael informou Dante, que estava no escritório.

— Ele diz ser o pai da criança. Quer falar com Marina.

Dante fechou o computador. Sentiu uma irritação que não tinha relação apenas com segurança.

— Marina sabe que ele está aqui?

— Ainda não.

— Pergunte a ela se deseja recebê-lo. Não permita que ele entre sem autorização.

Marina ouviu o recado e decidiu conversar na área externa, com Camila presente por chamada de vídeo e Rafael a uma distância discreta.

Eduardo entrou pelo portão menor. Trazia flores baratas e uma expressão ensaiada de arrependimento.

— Marina, eu vim buscar você — anunciou.

Ela não se moveu.

— Você não veio me buscar. Eu não sou uma mala esquecida.

Eduardo olhou para a mansão e depois para a barriga dela.

— Então vamos falar do meu filho. Porque eu não vou deixar outro homem ocupar o meu lugar.

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