localização atual: Novela Mágica A Garçonete Grávida Que Entrou na Mansão do Mafioso Capítulo 2 — A MULHER QUE SALVOU SUA IRMÃ
标题上

"A Garçonete Grávida Que Entrou na Mansão do Mafioso" Capítulo 2 — A MULHER QUE SALVOU SUA IRMÃ

正文开头

A ambulância deixou o Hotel Imperial Paulista com a sirene ligada. Marina permanecia deitada, os dedos agarrados ao lençol, enquanto uma socorrista monitorava sua pressão. Dante acompanhava tudo sentado ao lado dela.

— O senhor não precisava vir — murmurou Marina.

— Minha irmã também está vindo. Ela insistiu em acompanhar você.

— Não quero causar problemas.

Dante olhou para a marca avermelhada em seu rosto.

— Você não causou nenhum deles.

No hospital, a obstetra Beatriz Almeida examinou Marina e solicitou monitoramento das contrações e dos batimentos do bebê. A espera pareceu interminável. Dante permaneceu no corredor, andando de um lado para o outro.

Helena o encontrou perto da janela.

— Você está assustado.

— Ela sentiu dor por causa daquela mulher.

— E você está com raiva porque não conseguiu impedir.

Dante não respondeu. Desde a morte do pai, havia aprendido a esconder medo atrás de ordens. Mas a imagem de Marina caída entre cacos de vidro não saía de sua cabeça.

Helena tocou seu braço.

— Quando acordei da cirurgia, pedi para encontrarem a moça que me ajudou. Lembra?

— Procurei durante meses.

— E depois durante anos.

Dante assentiu. Os registros antigos eram incompletos. A doadora havia fornecido um nome, mas mudara de endereço. Ninguém conseguira localizá-la com segurança.

— Hoje ela estava servindo bebidas para pessoas que não tiveram coragem de defendê-la — disse Helena.

A porta se abriu. Beatriz chamou os dois para conversar com autorização de Marina.

— O bebê apresenta batimentos tranquilizadores neste momento — explicou a médica. — Houve contrações e precisamos observar a evolução. Ainda não posso descartar uma ameaça de parto prematuro.

Dante apoiou as mãos na cadeira.

— O que ela precisa?

— Repouso, acompanhamento e redução do esforço físico. Também quero avaliar o histórico do pré-natal. A paciente relatou jornadas longas e pouco descanso.

Marina desviou o olhar.

— Eu não podia faltar ao trabalho.

— Entendo — respondeu Beatriz. — Mas precisamos encontrar uma alternativa segura.

Dante ofereceu custear a internação e o acompanhamento. Marina recusou imediatamente.

— Eu não quero dever nada a ninguém.

— Você não me deve nada.

— Então não transforme o que fiz há oito anos numa conta que precisa pagar.

Helena segurou a mão dela.

— Não é pagamento. É carinho. Eu nem tive a chance de agradecer naquela época.

Marina respirou fundo. O olhar sincero de Helena a desarmou mais que qualquer promessa de dinheiro.

— Eu estava com medo naquele dia — confessou. — Minha mãe tinha ido ao hospital fazer exames. Ouvi uma enfermeira dizendo que uma menina podia morrer. Perguntei se podia ajudar.

— Você tinha dezenove anos — disse Helena.

— E achava que adultos sempre sabiam resolver tudo. Quando percebi que não sabiam, fiz o que estava ao meu alcance.

Helena sorriu entre lágrimas.

— Você me disse que eu ainda tinha muita coisa para viver.

正文1

— Lembro. Eu nem sabia seu nome.

A conversa foi interrompida pelo celular de Marina. Na tela aparecia Camila Santos, colega do hotel. Marina atendeu com a voz cansada.

— Amiga, estão dizendo que você provocou a confusão — contou Camila. — O gerente falou que vai revisar sua situação contratual.

Marina fechou os olhos.

— Eu preciso desse salário.

Dante estendeu a mão, pedindo permissão para falar. Marina hesitou e entregou o aparelho.

— Aqui é Dante Montenegro. Peça ao gerente que preserve as imagens e não tome nenhuma medida contra Marina antes da apuração. Meu advogado entrará em contato.

Ele devolveu o celular sem prolongar a conversa.

— Não quero que o senhor ameace ninguém por mim — disse Marina.

— Não ameacei. Pedi que respeitassem seus direitos.

— Para pessoas como o senhor, tudo parece simples.

Dante recebeu a crítica em silêncio. Era verdade que nunca precisara escolher entre perder um dia de salário e ir ao médico.

Mais tarde, Rafael chegou com informações preliminares. A segurança do hotel confirmara que Verônica iniciara a agressão. Havia várias gravações e testemunhas, embora algumas já estivessem tentando minimizar o ocorrido.

— O senhor Albuquerque pediu cópias das imagens — informou Rafael.

— Ele não terá acesso aos originais sem procedimento adequado — respondeu Dante. — Preserve tudo.

Marina ouviu parte da conversa.

— Eu não quero virar notícia.

— Vamos respeitar sua privacidade — prometeu Dante. — Nenhuma imagem sua será divulgada por nós.

Helena sugeriu levar roupas limpas e produtos pessoais. Marina informou o endereço do apartamento em Santa Cecília e pediu que não assustassem sua mãe.

— Dona Lúcia já se preocupa demais comigo.

— Ela sabe que você está no hospital? — perguntou Helena.

— Mandei uma mensagem. Disse que estava fazendo exames.

Marina contou que sua mãe precisava de acompanhamento para uma doença crônica e que as despesas consumiam boa parte de sua renda. Também revelou que havia economizado para comprar um berço usado.

Dante escutou sem interromper. Quanto mais conhecia aquela mulher, mais lhe parecia absurda a facilidade com que os convidados a haviam tratado como invisível.

Na manhã seguinte, Beatriz autorizou a alta com orientações rigorosas e retorno agendado. Marina agradeceu e pediu um documento para justificar a ausência no trabalho.

— Vou providenciar — disse a médica. — Mas nada de voltar a carregar bandejas durante horas.

— Vou conversar com meu chefe.

Dante ofereceu um carro para levá-la para casa. Dessa vez Marina aceitou, desde que Helena a acompanhasse.

No estacionamento, uma repórter tentou se aproximar. Rafael bloqueou a passagem sem tocar na jornalista.

— Marina, é verdade que o senhor Montenegro prometeu uma fortuna para você? — perguntou ela.

Marina parou.

— Não recebi fortuna nenhuma. E não sou personagem de um escândalo. Sou uma mulher que precisa descansar.

Helena abriu a porta do carro. Dante observou Marina acomodar-se cuidadosamente no banco traseiro.

— Você foi corajosa — disse ele.

— Eu estava cansada de ouvirem todo mundo menos a mim.

No trajeto, Marina adormeceu. Helena ficou em silêncio para não acordá-la. Dante recebeu uma ligação de um número desconhecido, mas desligou quando ouviu a voz de Otávio.

Pouco depois, chegou uma mensagem: Precisamos conversar sobre o Hospital Santa Aurora. Não envolva sua irmã.

Dante releu o texto. O nome do hospital jamais aparecera nas notícias sobre o evento. Otávio parecia conhecer detalhes que não deveria.

Quando o carro chegou a Santa Cecília, Marina despertou e insistiu em subir sozinha. Helena prometeu visitá-la no dia seguinte.

O prédio tinha paredes descascadas e um portão que não fechava direito. Marina subiu devagar até o segundo andar, aliviada por estar em casa.

Dona Lúcia a abraçou assim que abriu a porta.

— Filha, vi uma fotografia sua na internet. O que aconteceu?

Marina contou apenas o necessário. Não queria que a mãe passasse a noite angustiada.

Depois do jantar, alguém deslizou um envelope por baixo da porta. Não havia remetente. Dentro, uma folha impressa mostrava uma fotografia de Marina saindo do hospital ao lado de Helena.

Embaixo, uma frase curta:

PARE DE FALAR SOBRE O QUE ACONTECEU HÁ OITO ANOS.

Marina sentiu o sangue gelar. Nunca havia contado publicamente nada sobre aquela noite.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部