标题上

"O Mafioso Desafiou uma Menina de Três Anos a Abrir Seu Cofre — Até Ela Reconhecer a Marca do Pai" Capítulo 5

正文开头

O QUE JÁ ERA DELA

Sofia quis ver a imagem.

"Eu tô aí dentro?"

"Estava na minha barriga", Helena explicou, sentando com ela na poltrona.

"Parece uma batata."

Alexandre levou a mão à boca.

Helena riu. A risada a surpreendeu tanto que seus olhos arderam.

"Seu pai dizia que você parecia um feijão."

"Eu cresci muito."

"Cresceu."

Uma funcionária bateu à porta com uma bandeja. Alexandre havia pedido água, fruta e alguma coisa simples para a menina comer. Antes de deixar o prato perto de Sofia, perguntou a Helena se ela podia comer pão com queijo.

Helena agradeceu. Não comera desde o meio da tarde.

Enquanto Sofia examinava cada pedaço de maçã, Alexandre separou as cartas por data. Havia um convite de casamento, uma foto de Daniel com o cabelo molhado de chuva e um bilhete reclamando que o irmão nunca respondia.

Helena reconheceu o dia da foto.

"Ele tentou me buscar no trabalho com uma sombrinha quebrada. Nós chegamos em casa encharcados."

Alexandre olhou a imagem demoradamente.

"Ele parecia feliz."

"Na maior parte dos dias, era. Também reclamava de louça na pia e esquecia roupa na máquina."

"Esquecia desde pequeno."

Helena ofereceu a ele uma fotografia do casamento. Alexandre a segurou pelas bordas.

"Daniel deixou uma cadeira vazia", contou. "Disse que, se o senhor aparecesse, não queria ficar procurando onde colocá-lo."

O homem não respondeu. Abaixou a fotografia até encostá-la na mesa.

Helena se arrependeu por um instante de ter contado daquele jeito. Depois lembrou que passara anos tentando adivinhar por que a cadeira continuara vazia. Não precisava protegê-lo de um fato que os dois tinham perdido o direito de mudar.

Entre as pastas estava uma com o nome de Daniel. Alexandre a abriu. Havia contratos antigos, registros da compra de um imóvel e documentos relacionados aos bens que a mãe dos irmãos deixara.

"Preciso verificar isto com alguém de fora da administração da família", ele disse.

Helena endireitou as costas.

"O que encontrou?"

"Uma parte do patrimônio da minha mãe foi separada para Daniel. Há instruções posteriores sobre você e Sofia. Não vou fingir que entendi tudo lendo duas páginas."

Ele virou a pasta para ela.

Helena viu a assinatura do marido. Passou o dedo perto dela, sem tocar a tinta.

Daniel nunca lhe dissera que eram ricos. Falava de algumas questões familiares que precisava resolver, de um dinheiro que não queria misturar à vida que construíam. Ela achara que se tratava de mais uma discussão sem fim com parentes que não conhecia.

"Por que ninguém nos procurou?"

"É uma das perguntas que vou fazer. E você deve ouvir as respostas diretamente."

"Eu quero alguém que não trabalhe para o senhor."

Alexandre assentiu.

"Escolha quem preferir. A revisão pode ser acompanhada pelas duas equipes."

Helena leu o que conseguiu. Não assinou nada.

"Se houver alguma coisa da Sofia, eu preciso saber quem cuida, onde está e o que esperam de mim."

"Vou pedir que expliquem tudo sem deixar você cercada de palavras que ninguém traduz."

Ela ergueu os olhos.

"Palavras eu entendo. O que não aceito é que decidam por mim antes da conversa."

Alexandre inclinou a cabeça.

"Tem razão."

Sofia estendeu um pedaço de maçã para a mãe. Helena comeu sem perceber o gosto.

"E a promessa?", perguntou à menina, ainda olhando para Alexandre. "Aquela que fez quando todos estavam rindo?"

Ele não desviou.

"Continua de pé."

"Isso aqui já seria dela, se os documentos estiverem certos."

"Eu sei. Não vou usar a herança para pagar uma aposta minha. São coisas separadas."

Helena fechou a pasta.

"A minha filha não tem preço."

"Eu não estava comprando..."

Ele interrompeu a própria defesa e respirou.

"Entendi o que você quis dizer. A promessa não me dá nenhum direito sobre ela."

Sofia já se interessara por uma fotografia maior, presa à última folha.

Uma casa azul aparecia diante de um lago.

"Mamãe, olha! É a casa do desenho do papai."

Helena conhecia aquele desenho. Daniel o fizera no verso de uma conta, enquanto Sofia rabiscava ao lado.

Ele dissera que um dia as levaria lá.

Alexandre se inclinou para ver.

"Meu pai me disse que essa casa tinha sido vendida para um estranho."

Na folha ao lado, a assinatura do comprador era de Daniel.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部