"A Empregada Parabenizou a Noiva do Mafioso… Mas Ele Viu Suas Lágrimas!" Capítulo 2 — O Noivado Que Escondia Uma Mentira
— Nossas famílias estão prestes a construir algo extraordinário — anunciou Verônica, erguendo a taça. — Não apenas um casamento, mas um futuro de prosperidade.
Os convidados aplaudiram. Dante permaneceu imóvel ao lado dela. Marina recolheu a bandeja e recuou para o corredor de serviço, levando consigo a pergunta que ele fizera diante de todos.
Teresa Almeida encontrou Marina junto à pia, lavando uma taça que já estava limpa.
— Você vai acabar quebrando esse cristal, menina.
Marina desligou a torneira.
— Ele não devia ter dito aquilo.
— Talvez tenha sido a primeira coisa sincera que disse esta noite.
A observação da governanta não trouxe conforto. Sinceridade não desfazia um compromisso anunciado diante de centenas de pessoas.
Na biblioteca, Ricardo fechou a porta e retirou o sorriso.
— Você nos constrangeu.
— Sua filha humilhou uma funcionária da minha casa.
— Estamos falando de uma operação de duzentos milhões de reais.
Dante aproximou-se da mesa.
— E eu estou falando de respeito. Se pretende confundir as duas coisas, esta conversa será curta.
O acordo envolvia investimentos num terminal logístico ligado ao porto de Santos. Empresas de Ricardo controlavam garantias e contratos de financiamento cuja ruptura precipitada ameaçaria centenas de empregos.
Dante aceitara a aproximação entre as famílias acreditando que poderia reorganizar os compromissos antes de decidir o futuro do noivado.
Não percebera quanto Ricardo desejava transformar uma negociação em prisão.
Beatriz cumprimentava convidados na sala ao lado e ouviu a declaração da futura nora com aprovação cautelosa. A união prometia estabilidade.
Ainda assim, percebera o modo como Dante se afastara do brinde. Preferiu atribuir a frieza ao cansaço, porque qualquer outra explicação ameaçava a imagem de família que tentava preservar.
— Você precisa da minha assinatura — disse Ricardo.
— Preciso cumprir obrigações legítimas. Não preciso da sua filha para isso.
Ricardo apoiou os dedos na pasta de couro.
— Cuidado com as diferenças entre o que deseja e o que consegue provar.
Dante reconheceu a ameaça. Conhecia homens perigosos; alguns carregavam armas, outros escondiam cláusulas em documentos.
No quarto de Verônica, a noiva arrancou os brincos e os deixou cair sobre a penteadeira. A imagem de Dante diante da empregada não saía de sua cabeça. Ele jamais a olhara com aquela urgência.
Verônica não estava acostumada a competir, muito menos com alguém que recebia ordens para limpar o chão de sua futura residência.
A negociação que Dante julgara temporária começava a contaminar cada cômodo da casa. Ricardo falava de investimentos, Verônica falava de posição social e Beatriz falava de tradição.
Marina, que não possuía participação em empresa alguma, era a única pessoa obrigada a pagar emocionalmente pelo silêncio de todos.
Ela telefonou para uma pessoa que conhecia os antigos negócios do pai.
— Quero tudo sobre Marina Oliveira. Empregos anteriores, família, dívidas.
— Isso pode levar alguns dias.
— Então comece esta noite.
Verônica encerrou a chamada e observou o diamante. A pedra parecia menor quando pensava no olhar de Dante.
Marina terminou o serviço depois da meia-noite. A casa finalmente estava silenciosa. Separou uma porção de sopa para levar à mãe na manhã seguinte e verificou no celular uma mensagem do hospital. O pagamento de um exame havia sido adiado.
Ela anotou o valor num papel, calculando quantos turnos extras seriam necessários.
— Você sempre faz contas quando está preocupada?
Dante estava na porta da cozinha. Marina se levantou imediatamente.
— O expediente terminou, senhor. Eu já estava saindo.
— Não precisa ficar em pé por minha causa.
— Preciso lembrar a mim mesma onde estou.
Ele recebeu a frase sem tentar se defender.
Na cozinha, Teresa guardou as sobras do jantar e evitou fazer perguntas. Sabia que Marina precisava de silêncio, não de conselhos sobre conquistar um homem poderoso. A diferença entre os dois não estava apenas no dinheiro; estava na liberdade de errar sem perder o próprio sustento.
Dante puxou uma cadeira, mas não se sentou.
— O anúncio não aconteceu como você pensa.
Marina dobrou o papel com o valor do exame.
— A senhorita Verônica usa seu anel. A família inteira brindou. Não existe outra maneira de entender.
— Existe uma negociação por trás disso.
— Uma negociação também pode ferir pessoas.
Ele queria explicar as garantias, os trabalhadores, as pressões que Ricardo exercia. Mas percebeu que nenhuma dessas razões diminuía a dor diante dele.
— Eu deveria ter sido claro com você.
— Sobre o quê? Nunca me prometeu nada.
A resposta veio sem raiva. Isso a tornou mais difícil de suportar.
Teresa percebeu que a jovem deixara a sopa na geladeira e guardou um bilhete lembrando-a de comer. Pequenos cuidados eram o único contraponto à grandiosidade vazia do jantar. Marina leu o recado na manhã seguinte e sentiu que ainda existia alguém naquela casa capaz de enxergá-la.
— Marina...
— Eu sou apenas a empregada, senhor Montenegro.
Dante recuou como se ela tivesse fechado uma porta entre os dois.
— Não é assim que vejo você.
— Mas é assim que todos me veem quando estou ao seu lado.
Ela pegou a bolsa e pediu licença para sair.
Dante permaneceu sozinho diante da sopa já fria. Não a seguiu. Compreendeu que precisava resolver o próprio compromisso antes de exigir confiança de alguém que não recebera sequer uma explicação.
Ligou para Rafael Moura e pediu uma revisão independente dos documentos de Ricardo, com especial atenção às garantias financeiras.
Dante abriu a agenda e cancelou uma reunião que Ricardo marcara sem consultá-lo. Pequenos gestos não resolveriam o compromisso, mas indicavam uma mudança. Ele não permitiria que decisões sobre sua vida pessoal fossem tomadas como se integrassem uma cláusula financeira.
Ricardo permaneceu diante da janela da biblioteca, observando os carros dos convidados.
Acreditava que Dante acabaria cedendo porque contratos importantes produziam medo.
Não considerava a possibilidade de que o noivo preferisse perder dinheiro a permitir que outra pessoa decidisse com quem deveria viver.
Marina lavou as mãos duas vezes depois de deixar a festa. O perfume caro de Verônica parecia continuar em sua pele. Não sentia inveja do vestido nem do diamante. O que a feria era ter sido tratada como uma peça dispensável na vida de alguém que aprendera a amar.
Rafael encontrou Dante examinando documentos perto da madrugada. O chefe pediu discrição, mas não complacência. Se houvesse irregularidades, queria conhecê-las antes de qualquer anúncio.
Rafael percebeu que aquela investigação era diferente das anteriores: o risco financeiro agora estava misturado a uma ferida pessoal.
Na manhã seguinte, Beatriz perguntou se o filho havia dormido.
Dante respondeu que pouco. Ela falou da conveniência do casamento e da tranquilidade que ele traria à família. Dante ouviu em silêncio, pensando que nenhuma tranquilidade comprada com a humilhação de Marina poderia durar.
A casa adormeceu, mas ninguém ali parecia realmente em paz com o anúncio daquela noite.
No dia seguinte, Verônica recebeu um envelope eletrônico. E
ntre antigos registros de hotel e notícias arquivadas, surgiu uma fotografia de Marina, mais jovem, diante de uma delegacia.
A legenda mencionava o desaparecimento de documentos confidenciais. Verônica ampliou o sobrenome da mulher que aparecia ao lado dela: Lúcia Oliveira.
A expressão da noiva mudou. Lembrava-se daquela família. Três anos antes, seu pai mencionara uma funcionária inconveniente e uma mãe que fazia perguntas demais. Verônica procurou o número de Ricardo.
— Pai, adivinhe quem trabalha na casa de Dante?
Houve silêncio do outro lado.
— A filha daquela mulher — respondeu ela, satisfeita.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 10 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4