标题上

"A Amante Humilhou a Esposa Grávida do Mafioso… Até Ele Descobrir Que Ela Esperava Gêmeos!" Capítulo 3 — A Assinatura Falsificada

正文开头

Às quatro da manhã, Dante encarava onze horários impressos numa folha. Rafael Moura espalhara registros telefônicos sobre a mesa de uma sala reservada do hospital.

— Das nove e dezessete às onze e cinquenta e dois — explicou. — Onze chamadas para seu número pessoal. Três para a empresa. Duas para a central da residência.

Dante apontou para a última coluna.

— Por que ninguém me avisou?

— Verônica alterou o protocolo de comunicação. Solicitações domésticas passaram primeiro por ela. O senhor assinou a autorização.

Dante reconheceu a própria assinatura. Lembrou-se de ter aprovado a pasta entre duas reuniões, sem ler as condições.

— Eu permiti que ela fizesse isso.

— Sim. E os funcionários acreditavam que qualquer ordem dela vinha diretamente do senhor.

Rafael colocou outra pasta na mesa. Havia fotografias dos documentos de divórcio e de uma suposta autorização para Verônica representar Dante em decisões residenciais.

— O escritório de advocacia citado não reconhece esse processo — informou. — A assinatura precisa ser examinada por peritos.

— Quero que tudo seja entregue às autoridades.

— Marina pediu para participar da denúncia quando estiver em condições. Não devemos ultrapassar a vontade dela.

Dante quase respondeu que as câmeras eram suas. Conteve-se.

— Faça como ela pediu.

No quarto, Marina acordou com o som do monitor. Cada alteração fazia seu coração disparar. Patrícia explicou que os batimentos dos bebês permaneciam tranquilizadores naquele momento, mas a observação continuaria.

Duas semanas antes, Marina usara um computador de biblioteca para solicitar ajuda. Temia que Verônica lesse as mensagens do plano telefônico compartilhado.

Naquela manhã, a advogada chegou.

— Sou Renata Azevedo — apresentou-se. — Você prefere conversar sem seu marido?

— Sim. E quero que todas as decisões sejam registradas em meu nome.

Renata sentou-se ao lado da cama. Explicou que as marcas no pulso, as restrições de transporte e os documentos suspeitos precisavam ser analisados separadamente. Marina poderia relatar o ocorrido à polícia e solicitar medidas de proteção.

— Sou obrigada a voltar para a mansão? — perguntou Marina.

— Não. Podemos organizar uma residência segura depois que a equipe médica autorizar sua saída.

Marina soltou o ar lentamente. Aquela resposta simples parecia uma janela aberta.

— Verônica disse que Dante vai ficar com meus filhos.

— Um papel mostrado por ela não é uma decisão judicial. Vamos verificar sua autenticidade.

Renata abriu um caderno.

— Existe algum patrimônio que esteja exclusivamente em seu nome?

Marina pensou na mãe, falecida anos antes. Dona Teresa Oliveira fundara uma pequena empresa de transporte e deixara à filha participações societárias e imóveis próximos ao Porto de Santos.

— A Oliveira Transportes e Logística. Minha mãe também ajudava a manter uma instituição para gestantes, a Casa da Esperança.

— Quem administra os documentos?

— Os contadores da empresa de Dante. Mas os originais estão guardados numa caixa da minha mãe.

Renata ficou atenta.

— Verônica tentou obter sua assinatura em alguma autorização recente?

正文1

— Trouxe uma pasta azul. Disse que era um documento hospitalar. Não deixou que eu lesse.

Marina abriu um álbum oculto no celular. Havia fotografado a capa antes de Verônica levar a pasta embora. Renata aproximou o rosto da tela.

— Isto não é uma autorização médica.

— O que é?

— Uma cessão de direitos relacionados às suas participações patrimoniais.

Marina sentiu um arrepio.

— Eu nunca concordei com isso.

— Então vamos documentar sua recusa e proteger os originais.

Na mansão, Verônica dava ordens aos empregados como se nada tivesse acontecido.

— A senhora Marina tropeçou porque insistiu em usar sapatos inadequados — repetia. — Dante ficará furioso se souber que vocês permitiram essa confusão.

Ela pediu a um técnico que reiniciasse o sistema de câmeras. O homem informou que Rafael proibira qualquer alteração. Verônica saiu furiosa e chamou um entregador para buscar duas pastas no escritório.

Rafael encontrou o rapaz no portão, fotografou a mensagem de solicitação e o dispensou sem os documentos.

— Você trabalha para Dante! — Verônica gritou ao descer a escada.

— Trabalho na segurança da família — respondeu Rafael. — Seus acessos foram cancelados.

— Eu vou ligar para ele.

— Pode tentar.

Dois policiais apareceram no saguão para colher depoimentos. Verônica mudou imediatamente de expressão.

— Claro que vou colaborar. Marina está muito sensível por causa da gravidez.

Dona Rosa observava tudo junto à cozinha. Pensou nos anos de serviço, na aposentadoria próxima e no medo de perder o emprego. Depois se lembrou de Marina caída, pedindo socorro pelos filhos.

A empregada pousou a cesta de toalhas.

— Eu vi o que aconteceu — disse ao policial. — Quero prestar depoimento.

Verônica virou a cabeça, incrédula.

— Rosa, pense bem no que vai dizer.

— Estou pensando há seis meses, dona Verônica. Já passou da hora de falar.

Ela relatou as ordens para vestir Marina como empregada, a proibição de usar o carro e a discussão na escada. Não afirmou ter visto um empurrão deliberado: contou exatamente que Verônica segurou o pulso de Marina enquanto Marcelo tentava tomar seu telefone.

No hospital, Renata identificou o nome de uma empresa na fotografia: Atlântico Empreendimentos. A companhia pretendia receber poderes de voto e oferecer garantias sobre os imóveis herdados por Marina.

— Quem é o proprietário? — Marina perguntou.

— Ainda vamos confirmar. Mas você precisa saber que uma assinatura assim poderia comprometer o patrimônio deixado por sua mãe.

Marina tocou a barriga. Um bebê se moveu, depois o outro.

— Minha mãe construiu aquela empresa trabalhando de madrugada. Eu não vou entregar tudo porque alguém decidiu que sou incapaz de pensar.

Renata registrou sua declaração. Em seguida, pediu autorização para solicitar cópias dos contratos e consultar os registros empresariais.

No início da tarde, Rafael enviou a Dante duas imagens recuperadas das câmeras. Na primeira, Verônica segurava o pulso de Marina. Marcelo estendia a mão para o celular. Na segunda, o empresário carregava uma pasta azul.

Dante reconheceu Marcelo Vasconcelos. O homem lhe oferecera três vezes um projeto de desenvolvimento no Porto de Santos. Dante recusara porque as garantias apresentadas eram insuficientes.

Na última reunião, Marcelo dissera que encontraria um caminho mais fácil.

— Descubra todos os vínculos dele com Verônica — Dante ordenou.

— Já comecei. Há pagamentos e encontros que precisamos verificar.

Dante se preparava para voltar ao quarto quando o celular tocou. Número oculto.

— Montenegro? — perguntou uma voz distorcida.

— Quem fala?

— Se quer saber por que Marcelo estava na sua casa, investigue o terreno da Casa da Esperança.

— O que existe naquele terreno?

— Uma coisa que sua esposa herdou. E outra que alguém está disposto a destruir para conseguir.

A ligação caiu.

Dante permaneceu imóvel. O nome da instituição lhe era familiar. Marina o mencionara inúmeras vezes, sempre que pedia apoio para campanhas de saúde materna. Ele respondia com cheques e promessas de visitar o lugar quando tivesse tempo.

Nunca tivera tempo.

Rafael voltou com uma nova informação.

— Localizei um pedido de transferência envolvendo a Atlântico Empreendimentos. A documentação menciona uma autorização assinada por Marina.

— Quando?

— Na manhã em que ela caiu.

Dante olhou novamente a fotografia da esposa no chão.

— Marina estava pedindo uma ambulância naquela manhã.

— Exatamente — Rafael respondeu. — E alguém afirma que ela estava assinando uma transferência de patrimônio.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部