"A Empregada Que Salvou o Chefe da Máfia de Morrer Afogado" Capítulo 5 — O SEGREDO QUE MINHA MÃE ESCONDEU
Marina não conseguiu dormir depois de ouvir a advertência da mãe.
Na manhã seguinte, voltou ao hospital antes do horário de visitas, com o coração apertado e uma pergunta que não saía de sua cabeça: o que Rosa sabia sobre os Montenegro?
Encontrou a mãe acordada, olhando a chuva escorrer pelo vidro.
— Você me assustou ontem — disse Marina, aproximando a cadeira. — Não vou embora sem uma explicação.
Rosa apertou o lençol entre os dedos.
— Trabalhei para uma empresa da família quando você ainda nem tinha nascido. Era assistente administrativa. Eu organizava notas, contratos, transferências. Um dia, encontrei pagamentos que não correspondiam a serviço nenhum.
— Pagamentos para quem?
— Empresas de fachada. Uma delas tinha ligação com Augusto Montenegro. Outra, com os Ferraz.
Marina pensou imediatamente em Verônica.
— A família da noiva de Dante?
Rosa assentiu, envergonhada.
— Tentei perguntar ao meu chefe. Naquela noite, dois homens apareceram na porta da nossa casa. Disseram que mulheres curiosas podiam deixar filhos órfãos. Pedi demissão no dia seguinte.
— Por que nunca me contou?
— Porque passei vinte anos tentando esquecer o medo. E porque não quero que ele encontre você.
Marina segurou a mão da mãe. Não prometeu fugir. Já tinha aprendido que fugir de uma mentira não a transformava em verdade.
Na mansão, Dante aguardava Rafael diante de um monitor.
O segurança havia localizado o registro de entrada de Marcelo, mas o homem continuava desaparecido.
A sabotagem da cadeira e o roubo do relógio pareciam episódios separados; Dante já não acreditava em coincidências.
— Verônica insiste em culpar Marina — observou Rafael. — E o senhor sabe que ela tinha acesso à área da piscina.
— Saber não é provar. Quero fatos, não vingança.
Quando ela voltou do hospital, encontrou Dante no corredor principal.
— Como está dona Rosa?
— Melhor. Mas preciso conversar com você sobre seu tio.
Dante escutou a história sem interromper. Ao ouvir o nome Ferraz, seu maxilar endureceu.
— Augusto administra negócios da família há décadas — respondeu. — Não posso acusá-lo só por uma lembrança.
— Não estou pedindo isso. Estou pedindo que não ignore minha mãe como ignorou minha palavra sobre o relógio.
A frase o atingiu em cheio.
— Você tem razão — admitiu. — Rafael vai verificar. E ninguém tocará em Rosa.
— Não faça promessas que dependem de homens armados, Dante. Faça alguma coisa que dependa de você: acredite nela.
Ele inclinou a cabeça.
— Eu acredito que ela está com medo. Isso já basta para investigar.
No andar superior, Verônica observava os dois pelo reflexo de um espelho. A distância entre eles parecia menor a cada dia. Marina já não baixava os olhos; Dante já não a tratava como invisível.
Verônica chamou uma funcionária recém-contratada, Cíntia, e mostrou uma pulseira de ouro.
— Preciso de um pequeno favor. Coloque esta caixa no quarto de Marina. Depois diga à senhora Beatriz que viu uma joia desaparecida.
— Isso é mentira, dona Verônica.
— E perder o emprego também é uma possibilidade. Escolha.
À tarde, Beatriz apareceu no quarto de serviço com duas funcionárias. Abriu uma gaveta e retirou uma caixa de veludo contendo um colar de diamantes.
— Explique isto, menina.
Marina ficou imóvel.
— Nunca vi esse colar.
— Foi o que disse sobre o relógio — respondeu Beatriz, fria. — Meu filho tem sido generoso demais.
Verônica surgiu atrás dela, fingindo indignação.
— Eu avisei. Essa garota sabe fazer os homens sentirem pena.
Dante chegou quando Beatriz ameaçava chamar a polícia. A expressão dele mudou ao ver Marina encurralada entre a cama e a porta.
— Ninguém vai acusá-la antes de verificar as câmeras — declarou.
— Dante, o colar estava na gaveta! — protestou a mãe.
— E uma gaveta não conta quem colocou algo dentro dela.
Rafael solicitou as imagens do corredor. Em poucos minutos, a gravação mostrou Cíntia entrando no quarto enquanto Marina estava no hospital.
A jovem começou a chorar e confessou ter sido pressionada, embora não tivesse coragem de apontar Verônica diante de todos.
Beatriz devolveu o colar à caixa, desconcertada. Marina ergueu o queixo.
— Eu não quero tratamento especial. Quero que parem de me transformar em criminosa sempre que alguma coisa desaparece.
— Você tem toda a razão — disse Dante. — E esta será a última vez que alguém entra no seu quarto sem autorização.
Verônica sorriu com esforço.
— Que escândalo por causa de uma empregada.
Dante voltou a cadeira para ela.
— O escândalo é uma pessoa inocente precisar provar a própria dignidade duas vezes na mesma casa.
Mais tarde, Beatriz procurou Marina na cozinha.
Não pediu desculpas; perguntou se Rosa precisava de alguma coisa.
Marina reconheceu naquele gesto um começo imperfeito e respondeu com educação, sem fingir que a ferida tinha desaparecido.
Naquela noite, Dante encontrou Marina no terraço. Ela segurava uma xícara fria e olhava a cidade.
— Você poderia ir embora — disse ele. — Depois de tudo, eu entenderia.
— Eu poderia. Mas preciso do trabalho e não quero que Verônica escolha meu destino.
— Você é mais corajosa do que eu imaginava.
— E você é menos assustador quando escuta.
Dante riu baixo. Foi um som breve, inesperado, que fez Marina sorrir antes de se lembrar de que ele ainda era noivo.
Antes de subir, Marina passou pela lavanderia e encontrou Cíntia sentada atrás de um carrinho de toalhas. A moça chorava baixinho.
— Eu não queria fazer aquilo — murmurou Cíntia. — Minha mãe também depende do meu salário.
Marina se sentou ao lado dela.
— Eu entendo o medo de perder o emprego. Mas você podia ter me mandado para a delegacia por um crime que não cometi.
— Dona Verônica disse que ninguém acreditaria em mim.
— Você pode contar a verdade para Rafael. Ele vai registrar seu depoimento. Não precisa enfrentar tudo sozinha.
Cíntia limpou o rosto. Pela primeira vez, pareceu considerar a possibilidade de desobedecer à patroa.
Na mesma tarde, Rafael confirmou a Dante que Augusto havia pedido acesso a arquivos antigos da empresa pouco depois do acidente.
A informação ainda não provava nada, mas justificava uma investigação cuidadosa. Dante pediu que os documentos fossem preservados e que ninguém alertasse o tio.
— Se houver uma mentira enterrada na minha família, quero encontrá-la sem machucar pessoas inocentes — disse.
Rafael observou o patrão por um instante.
— A senhorita Marina mudou o senhor.
Dante fitou o jardim.
— Talvez ela só tenha me lembrado de quem eu deveria ter sido.
Do outro lado da mansão, Verônica trancou a porta do quarto quando o celular vibrou. O número era desconhecido, mas ela reconheceu a respiração do homem antes da primeira palavra.
— Marcelo? Onde você está?
— Longe o bastante para continuar vivo. Não recebi o dinheiro combinado.
— Você quase matou Dante! A cadeira devia ter parado na borda!
O silêncio do outro lado durou um segundo.
— Não tente mudar nossa conversa. Guardei cópias de tudo: mensagens, transferências, ordens. Se eu cair, Verônica… você cai comigo.
A ligação terminou. O telefone escorregou dos dedos dela. Pela primeira vez desde a festa, Verônica percebeu que não controlava todos os monstros que havia alimentado.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 10 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4