localização atual: Novela Mágica A Empregada Que Salvou o Chefe da Máfia de Morrer Afogado Capítulo 2 — O CHEFE DA MÁFIA AFUNDOU NA PISCINA
标题上

"A Empregada Que Salvou o Chefe da Máfia de Morrer Afogado" Capítulo 2 — O CHEFE DA MÁFIA AFUNDOU NA PISCINA

正文开头

O grito de Marina se perdeu debaixo d'água.

Acima dela, a cadeira elétrica de Dante Montenegro avançava em direção à borda, rápida demais para que alguém compreendesse o que acontecia.

Um garçom derrubou a bandeja. O investidor recuou. Dante tentou acionar o controle, mas o comando não respondeu.

— Rafael! — ele gritou.

A roda dianteira passou pela pedra molhada. Por uma fração de segundo, a cadeira pareceu suspensa no ar. Então veio o impacto.

A água explodiu em todas as direções. Mulheres gritaram, homens se afastaram, e a música continuou tocando como se nada tivesse acontecido.

Marina viu a cadeira afundar com Dante preso ao assento. O peso do equipamento puxava o homem para o fundo. Ela nadou até ele, ignorando a ardência dos pulmões. Seus olhos cinzentos estavam arregalados, fixos nela.

Marina agarrou a fivela do cinto abdominal. Puxou. Nada. Tentou novamente, com as duas mãos. O mecanismo não abriu.

Foi então que percebeu o brilho metálico: um fio de aço havia sido enrolado ao redor da trava, impedindo que se soltasse. Não era defeito. Alguém fizera aquilo de propósito.

Dante tentou ajudá-la, mas a cadeira tombou de lado. A água lhe entrou pela boca. Ele apertou o braço de Marina com uma força desesperada. Ela apontou para o fio, tentando fazê-lo entender.

Na superfície, Rafael Moura arrancava o paletó. Um segurança segurou seu ombro, avisando que a cadeira ainda podia estar energizada. Rafael se livrou dele e mergulhou, mas estava longe demais.

Marina procurou alguma coisa que pudesse cortar o fio. Não havia ferramenta. Tirou então o grampo comprido que prendia seu cabelo. Os fios castanhos se espalharam pela água. Ela introduziu a ponta entre as voltas de aço e forçou.

O grampo escorregou. Marina tentou de novo. O metal feriu seu dedo. Uma pequena nuvem avermelhada se dissolveu na piscina.

Dante parou de se debater.

O pânico atingiu Marina como um golpe. Ela queria subir, respirar, chamar alguém. Mas a mão dele, agora imóvel, permanecia presa à sua manga.

Forçou o grampo mais uma vez. Uma volta do fio cedeu. Depois outra. A trava finalmente abriu.

Marina soltou o cinto, passou um braço por baixo do peito de Dante e empurrou seu corpo para longe da cadeira. Ele era pesado, e o uniforme encharcado dificultava seus movimentos. Ela apoiou os pés na

Quando rompeu a superfície, inspirou tão violentamente que começou a tossir.

— SOCORRO! ME AJUDEM!

As pessoas continuavam paradas. Algumas filmavam. Outras gritavam instruções contraditórias. Verônica estava junto à borda, levando as mãos ao rosto.

— Façam alguma coisa! — ela exclamava, sem entrar na água.

Marina manteve o rosto de Dante acima da superfície, mas seus braços tremiam. Rafael finalmente chegou até eles. Um jardineiro e Teresa se ajoelharam na borda. Com esforço conjunto, conseguiram tirar Dante da piscina e deitá-lo sobre o mármore.

Ele não respondia.

Marina caiu de joelhos ao seu lado. Tocou o rosto frio, depois procurou sinais de respiração. Rafael acionou o serviço de emergência enquanto Teresa gritava por Henrique Almeida, o médico particular que estava entre os convidados.

正文1

— Ele não está respirando direito! — Marina chorou.

Henrique se ajoelhou, avaliou rapidamente a situação e iniciou as manobras de reanimação, orientando Marina a continuar as compressões enquanto preparava o equipamento de emergência. Ela seguiu as instruções, com as mãos trêmulas e o rosto coberto de lágrimas.

— Por favor, não morra! Eu não arrisquei minha vida para salvar você e ver você morrer!

A voz dela atravessou o silêncio do jardim. Ninguém mais ria. Ninguém aplaudia. Os convidados que minutos antes a tratavam como espetáculo agora evitavam olhar para seu rosto.

— Continue! — pediu Henrique.

De repente, o peito dele se contraiu. Dante tossiu, expelindo água, e tentou puxar o ar. Henrique o colocou cuidadosamente de lado com ajuda da equipe.

O médico verificou a respiração enquanto Rafael informava que a ambulância estava a caminho.

— Dante? — Marina chamou. — Consegue me ouvir?

Os olhos cinzentos se abriram por um instante. Ele olhou diretamente para ela.

— Você... — murmurou, antes de tossir novamente.

Marina soltou um soluço que parecia preso dentro dela havia uma vida inteira.

Verônica se aproximou, os saltos escorregando no chão molhado.

— Meu amor! Graças a Deus! Eu pensei que tivesse perdido você!

Estendeu a mão para tocar seu rosto. Dante afastou os dedos dela, ainda sem forças para se sentar.

— Quem... me tirou?

— A Marina — respondeu Henrique. — Ela abriu o cinto de segurança e manteve você na superfície. Sem isso, não teríamos conseguido socorrê-lo a tempo.

Dante olhou para a jovem. O uniforme estava rasgado na manga. Seu dedo sangrava. Ela tremia de frio e exaustão, mas parecia preocupada apenas em saber se ele respirava.

— A moça... que eu demiti? — perguntou.

Henrique assentiu.

Dante fechou os olhos. Quando os abriu, havia algo diferente em seu olhar: não era a frieza habitual, mas uma fúria concentrada.

— Rafael. A cadeira.

— Ainda está no fundo, senhor. Ninguém vai tocar nela até a perícia chegar.

Marina ergueu a cabeça.

— O cinto estava preso com arame. Um fio de aço. Eu precisei arrancar com meu grampo.

Verônica deu um passo para trás.

— Isso é absurdo! Deve ter sido algum defeito!

— Eu vi o fio — insistiu Marina. — Alguém amarrou a trava.

Rafael se inclinou para ouvi-la melhor.

— Você viu alguém perto da cadeira?

Marina hesitou. Lembrou-se de Marcelo agachado atrás de Dante. Lembrou-se do gesto de Verônica. Se falasse, acusaria a mulher mais poderosa daquela casa.

— Vi Marcelo — respondeu. — Ele mexeu na parte de trás da cadeira pouco antes de ela cair.

Rafael levou a mão ao rádio e ordenou que localizassem o segurança imediatamente. Uma resposta chiada veio segundos depois: Marcelo havia abandonado seu posto, e seu carro não estava mais na garagem.

O médico pediu espaço para o atendimento. Dante tentou falar com Rafael, mas Henrique o interrompeu.

— O senhor quase morreu afogado. Vai ao hospital, queira ou não.

Dante encarou o médico por um momento e cedeu. Mas segurou o pulso de Rafael antes que ele se afastasse.

— Tranque os portões. Registre os nomes. Preserve as câmeras. Ninguém destrói nada.

— Vou chamar a polícia — respondeu Rafael.

— Chame.

Dante voltou o rosto para Marina. Sua expressão endureceu ao perceber as marcas avermelhadas nos braços dela e os celulares ainda apontados em sua direção.

— Quem mandou você entrar naquela piscina?

Marina abriu a boca, mas Verônica respondeu primeiro.

— Ela se ofereceu, querido. Queria dinheiro extra. Você sabe como essas pessoas são.

— Eu não me ofereci — disse Marina, num fio de voz. — Ela ameaçou o tratamento da minha mãe.

O silêncio foi tão profundo que se ouviu a sirene se aproximando pelo portão principal.

Dante olhou para a noiva. O rosto dela perdera a cor.

— Você transformou uma empregada em diversão para duzentas pessoas — disse ele. — E alguém tentou me matar enquanto todos assistiam.

Verônica deixou a taça escapar. O vidro se partiu no chão.

Dante ergueu a voz, apesar da dor.

— TRANQUEM OS PORTÕES. NINGUÉM SAI DESTA CASA!

Rafael confirmou a ordem, esclarecendo aos agentes que chegavam que os presentes deveriam permanecer disponíveis para prestar depoimento.

Então Dante fixou os olhos em Verônica.

— Agora me explique, querida... quem tentou me matar?

Ela não respondeu. E, pela primeira vez naquela noite, Marina percebeu que a mulher que a ameaçara estava com medo.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部