"Meu Marido Me Deu Um Tapa Por Sua Ex… 12 Horas Depois, Eu Desapareci Com Nossa Filha!" Capítulo 1 — O Tapa Que Acabou Com Nosso Casamento
O estalo atravessou o restaurante antes que Marina Albuquerque entendesse o que havia acontecido.
Sua cabeça virou com a força do tapa. A taça caiu da mesa e se despedaçou no piso de mármore. Quando levou os dedos à boca, encontrou sangue.
Ricardo Vasconcelos ainda estava de pé, com a mão erguida.
— Você passou dos limites, Marina! — gritou ele.
A poucos passos, Verônica Ferraz apertava um guardanapo contra o vestido claro. Uma mancha de vinho tinto se espalhava pelo tecido.
— Ricardo, por favor — murmurou Verônica, com a voz trêmula. — Não precisava fazer isso por mim.
Mas seus olhos encontraram os de Marina por um instante. Havia satisfação neles.
O salão do restaurante, no Cambuí, em Campinas, ficou imóvel. Um garçom parou com uma bandeja nas mãos. Na mesa vizinha, uma mulher cobriu a boca.
Marina ouviu o próprio coração. Não chorou.
— Você me bateu — disse, quase num sussurro.
— Você humilhou a Verônica na frente dos meus clientes!
— Eu não toquei na taça.
— Chega de mentiras!
Dez minutos antes, Verônica havia se aproximado com um sorriso impecável. Dissera que precisava conversar sobre a campanha beneficente organizada por Beatriz, mãe de Ricardo.
Quando Marina se levantou para abrir espaço, Verônica bateu discretamente no próprio copo. O vinho escorreu sobre seu vestido. Ela soltou um grito e apontou para Marina.
— Você fez isso de propósito!
Marina nem tivera tempo de responder. Ricardo já estava ao lado da antiga namorada, examinando o tecido manchado como se fosse uma tragédia.
— Ela sempre teve ciúmes de mim — lamentou Verônica. — Eu tentei ser amiga dela.
E Ricardo acreditara. Como sempre.
No aniversário de Marina, ele abandonara o jantar porque Verônica precisava de companhia no aeroporto. No primeiro Natal de Lívia, saíra durante a ceia para resolver um problema dela.
Na semana anterior, prometera levar a filha ao parque. Cancelara tudo quando Verônica telefonou chorando por causa de um contrato.
Marina perdoara cada ausência. Dissera a si mesma que o casamento exigia paciência. Que Ricardo trabalhava demais. Que a filha merecia uma família unida.
Agora, diante de desconhecidos, a verdade era simples: ela havia desaparecido dentro da própria vida.
— Peça desculpas à Verônica — ordenou Ricardo.
Marina ergueu o rosto dolorido.
— Não.
Ele pareceu não compreender.
— O quê?
— Eu disse não.
Verônica se aproximou, exibindo uma preocupação ensaiada.
— Marina, não vamos estragar a noite. Você está nervosa. Eu posso esquecer tudo.
— Não fale comigo.
A voz de Marina não foi alta. Mesmo assim, Verônica recuou.
Ricardo apertou a mandíbula.
— Você está fazendo uma cena.
Marina olhou para a aliança. Três anos antes, Ricardo a colocara em seu dedo diante de uma pequena capela. Prometera respeitá-la, protegê-la e nunca deixá-la sozinha.
Ela retirou o anel e o depositou sobre a toalha branca.
O som delicado do metal pareceu mais alto que o tapa.
— Você acabou de perder sua esposa.
— Marina, não seja ridícula.
Ela pegou a bolsa. Ao passar por ele, Ricardo tentou segurar seu braço.
— Volte para a mesa. Vamos conversar em casa.
Marina se afastou imediatamente.
— Não encoste em mim.
O segurança do restaurante, que observava de longe, deu um passo na direção deles. Ricardo soltou o braço.
Marina saiu sem olhar para trás. Só dentro do carro sentiu as mãos tremerem.
O motorista perguntou se deveria levá-la ao hospital. Ela respondeu que sim. Precisava registrar o ferimento e verificar se havia alguma lesão.
Na clínica, uma médica examinou seu rosto, registrou a ocorrência no prontuário e recomendou acompanhamento caso surgissem outros sintomas. Marina guardou os documentos em uma pasta.
Depois telefonou para Camila Duarte.
— Marina? — A antiga assistente reconheceu sua voz imediatamente. — Aconteceu alguma coisa?
— Preciso voltar para São Paulo esta noite. Com a Lívia.
Camila ficou em silêncio por um segundo.
— Vou falar com dona Helena. Você está segura?
Marina respirou fundo.
— Estou saindo de casa. Não avise o Ricardo.
Quando chegou à residência em Campinas, a babá já havia colocado Lívia para dormir. Marina agradeceu, dispensou a funcionária e subiu ao quarto da menina.
A filha dormia abraçada a uma girafa de pelúcia. Tinha os cachos escuros espalhados pelo travesseiro e a mesma covinha de Ricardo no queixo.
Marina sentou-se na beira da cama.
— A mamãe vai cuidar de você, meu amor.
A menina se mexeu, sonolenta.
— Papai vem?
A pergunta doeu mais do que o rosto machucado.
— Hoje não, princesa. Agora vamos fazer uma viagem.
Lívia abraçou seu pescoço sem abrir completamente os olhos.
Marina levou apenas documentos, roupas, remédios, os brinquedos preferidos da filha e uma pasta com seus arquivos pessoais. Não tocou nas joias que Ricardo lhe dera.
Na cozinha, encontrou Beatriz Vasconcelos, que havia chegado após receber uma ligação do filho.
— Ricardo me contou que você fez um escândalo no restaurante — anunciou a sogra. — Vai mesmo fugir por causa de uma discussão?
Marina continuou fechando a bolsa de Lívia.
— Seu filho me agrediu.
— Ele perdeu a cabeça. Você sabe como a Verônica é sensível.
Marina parou.
— A senhora está preocupada com o vestido dela?
Beatriz desviou o olhar.
— Não distorça minhas palavras. Pense na sua filha.
— É exatamente o que estou fazendo.
A sogra apontou para as malas.
— Você não tem dinheiro para sustentar essa criança sozinha.
Pela primeira vez naquela noite, Marina quase sorriu.
— A senhora não sabe nada sobre mim.
Um carro enviado por Camila aguardava no portão. Marina acomodou Lívia na cadeirinha, conferiu o cinto e entrou ao lado dela.
Ricardo telefonou quando o veículo deixou a rua. Marina não atendeu. O aparelho vibrou novamente. E outra vez.
No caminho até o aeroporto de Viracopos, ela observou a cidade desaparecer pelas janelas. Não sentia triunfo. Sentia medo, tristeza e uma liberdade ainda desconhecida.
Camila organizara um voo executivo para São Paulo, autorizado pela família Albuquerque. A equipe de solo conduziu Marina e a filha até a aeronave que aguardava na área reservada.
O comandante explicou os procedimentos. Lívia adormeceu novamente depois de ser acomodada em seu assento infantil apropriado.
Marina finalmente olhou o celular.
Quarenta e nove chamadas perdidas.
Havia mensagens de Ricardo exigindo explicações, depois pedindo que ela voltasse. Nenhuma continha um pedido claro de desculpas pelo tapa.
Ela colocou o telefone no modo avião.
Antes de guardá-lo, surgiu a última mensagem, enviada por Helena Albuquerque:
“Seu escritório continua esperando por você, minha filha.”
Marina apertou a mão pequena de Lívia.
Pela primeira vez em três anos, não estava indo embora de sua vida.
Estava voltando para ela.
No bolso da bolsa, Marina guardava também uma fotografia antiga: Ricardo sorrindo enquanto segurava Lívia recém-nascida. Por um momento, pensou em rasgá-la. Não conseguiu. A lembrança de um homem carinhoso não apagava o homem que a ferira naquela noite. Guardou a fotografia novamente, decidida a não confundir saudade com segurança.
Haveria perguntas difíceis quando a filha crescesse. Marina não inventaria respostas para proteger o orgulho de ninguém. Prometeu a si mesma que buscaria apoio, preservaria as provas e jamais ensinaria Lívia a aceitar humilhações em nome do amor.
você pode gostar
-
TerminadoCapítulo 5
Papai bilionário do bebê
Uma noite de amor que jamais seria esquecida. Ela dormiu com um bilionário. Apenas Jessica não sabia disso na época, outra coisa que ela não sabia é que, ao sair daquele apartamento de luxo, ela carregaria o herdeiro de uma empresa multibilionária.Moderno08 10 -
TerminadoCapítulo 4
Paixão e Domínio: Ex-esposa do CEO
Tudo o que pode levar é um escândalo para despedaçar uma história de amor de 15 anos. Conheça os Barnes. Angelina (Angel) e James Buchanan Barnes IV (Bucky). Seu romance antes de conto de fadas foi destruído. Mas quando a verdade vier à tona, eles serão capazes de reparar o estrago ou estará tão danificado que não poderá ser consertado?Moderno08 11 -
TerminadoCapítulo 2
Depois do falecimento do meu marido, eu enfrentei a amante com astúcia
Meu marido Joaquim sofreu um acidente de carro, ficou gravemente ferido e à beira da morte. O médico disse que salvá-lo teria pouco significado, então me preparei psicologicamente. Eu estava bem preparada e fiz um gesto com a mão: "Não vou dar mais problemas ao hospital, desistindo do tratamento." Obtive o atestado de óbito, encerrei a conta, levei-o ao crematório e, após seis horas, ele se tornou um monte de cinzas. Eu bato na urna de cinzas e digo: "Joaquim, oh Joaquim, você realmente era uma boa pessoa!" Joaquim tinha uma fortuna, partiu jovem e não deixou testamento. Recebi dois terços de toda a herança. Existe alguém mais atencioso do que Joaquim?Moderno08 4