localização atual: Novela Mágica Ela Gastou Seus Últimos Reais no Natal da Filha… Sem Saber Que Um Milionário Observava Tudo! Capítulo 2 — A Menina Que Conhecia Minha Esposa
标题上

"Ela Gastou Seus Últimos Reais no Natal da Filha… Sem Saber Que Um Milionário Observava Tudo!" Capítulo 2 — A Menina Que Conhecia Minha Esposa

正文开头

— Como você conhece Helena? — Augusto perguntou.

Marina segurou a porta do carro, pronta para fechá-la. Sofia, sem entender a tensão, apontou novamente para a fotografia.

— Ela tinha um jardim de borboletas. Na parede tinha o nome dela, bem grande.

Augusto sentiu a garganta apertar.

— Instituto Helena Monteiro?

— Isso! — Sofia sorriu. — Minha mãe ensinava as crianças a desenhar lá.

Marina interrompeu a conversa.

Célia levou Sofia para escolher um pão doce, dando aos adultos alguns minutos de conversa. Marina explicou que não queria esconder o passado, apenas evitar que a filha ouvisse novamente acusações injustas. Augusto prometeu não pressioná-la. Precisava conquistar confiança, não comprá-la.

— Minha filha está cansada. Boa noite, senhor Augusto.

— Espere. Helena era minha esposa.

O silêncio que se seguiu pareceu maior que a tempestade.

Marina encarou o homem. O sobrenome, as roupas discretas e o relógio caro de repente ganharam outro significado.

— O senhor é Augusto Monteiro?

— Sou.

Ela recuou um passo.

— Então é melhor irmos embora.

— Fiz alguma coisa contra você?

— Não pessoalmente.

Sofia abraçou o coelho.

— Mamãe, ele era o marido da moça da foto?

No corredor do hotel, Marina encontrou uma máquina de água e encheu dois copos. Conferiu novamente o recibo da hospedagem. Não havia assinatura de empréstimo nem cláusula escondida. Ainda assim, guardou o papel dentro da bolsa, como prova de que tudo fora feito às claras.

— Era, filha.

Augusto percebeu que Marina tremia, mas não apenas por causa da chuva.

— Eu não vou impedir vocês de sair. Só quero saber se existe algum lugar seguro para passar a noite.

— Tenho meus planos — ela respondeu.

Nesse instante, uma gota caiu do teto do carro diretamente sobre a manta. Sofia tentou escondê-la com a mão, envergonhada.

— A gente pode pôr o balde aqui, mamãe.

Augusto olhou para o banco encharcado. A menina já conhecia até a solução improvisada para uma goteira.

— Posso chamar Célia? — ele perguntou. — Ela conhece você. Assim conversamos sem que precise confiar em um estranho.

Marina hesitou, depois assentiu.

Minutos depois, os três voltaram ao restaurante. Célia serviu chá quente e ouviu a proposta de Augusto: uma diária num hotel próximo, paga diretamente à recepção.

— Sem compromisso — ele esclareceu. — Amanhã vocês decidem o que fazer.

Marina cruzou os braços.

— Não quero que minha filha aprenda que precisa aceitar tudo de quem tem dinheiro.

— Nem eu. Quero que ela aprenda que merece dormir num lugar seco.

Célia interveio com delicadeza.

— Marina, eu acompanho vocês. Conheço a gerente daquele hotel há anos.

Sofia olhou para a mãe.

— Tem cama de verdade?

Marina apertou os lábios. Era difícil sustentar o orgulho diante de uma pergunta tão simples.

— Só esta noite — decidiu. — E amanhã eu procuro emprego.

Sofia acordou no meio da madrugada e perguntou se a cama continuaria ali pela manhã. Marina respondeu que sim. A menina sorriu e voltou a dormir. A mãe permaneceu sentada, ouvindo o ar-condicionado e tentando lembrar quando a segurança se tornara um luxo.

正文1

No hotel, Célia ajudou a fazer o cadastro. Augusto permaneceu no saguão, sem pedir o número do quarto.

Antes de subir, Marina se aproximou.

— Não sei por que o senhor está fazendo isso.

— Talvez porque passei muito tempo sem enxergar as pessoas ao meu redor.

Ela não respondeu. Pegou a mão da filha e entrou no elevador.

No quarto, Sofia correu até a cama, apertou o colchão e deu uma risadinha.

— Mamãe! Parece nuvem!

Marina trancou a porta, verificou a janela e finalmente permitiu que o corpo relaxasse.

A menina tomou banho quente e vestiu a camiseta limpa que guardavam para ocasiões especiais.

— O moço parece triste — comentou Sofia.

— Ele perdeu alguém que amava muito.

— Igual quando a vovó morreu?

— Parecido.

Sofia ficou pensativa.

— Então amanhã eu faço um desenho pra ele.

Marina apagou a luz, mas não conseguiu dormir. Lembrava-se de Helena visitando o instituto, perguntando pelos funcionários e ouvindo atentamente as mães.

Também se lembrava do dia em que fora demitida. O gerente havia dito que ninguém acreditaria numa auxiliar sem influência.

Agora o marido de Helena surgira diante dela. Marina não sabia se aquilo era uma oportunidade ou outro perigo.

Na manhã seguinte, Augusto acordou antes do amanhecer. Pela primeira vez em muito tempo, não abriu imediatamente os relatórios da construtora.

Pegou a fotografia de Helena e examinou o jardim ao fundo. O instituto era um projeto que ela tratava como parte da família.

Depois de sua morte, Beatriz e Ricardo assumiram a administração. Augusto continuara financiando tudo, mas nunca voltara a visitar as instalações.

Ao sair do hotel, Marina perguntou à recepcionista sobre oportunidades de trabalho. Havia uma vaga temporária para arrumar quartos, mas exigia disponibilidade noturna. Sem alguém para ficar com Sofia, ela precisou agradecer e recusar. A decisão a fez sentir a mesma frustração de sempre.

O celular tocou.

— Você desapareceu ontem — reclamou Beatriz. — A mesa inteira perguntou por você.

— Eu precisava ficar sozinho.

— Sozinho? Ricardo disse que alguém viu seu carro perto de um hotel.

Augusto franziu a testa.

— Desde quando Ricardo acompanha meus passos?

— Não seja dramático. Estamos preocupados.

— Então parem de vigiar minha vida.

Ele desligou antes que a irmã respondesse.

Às nove horas, Célia apareceu no saguão com uma sacola de pães. Marina e Sofia desceram pouco depois.

Sofia segurava uma folha dobrada.

— Fiz uma coisa pro senhor!

Augusto se ajoelhou para receber o presente.

No papel, uma casa enorme aparecia sob uma árvore iluminada. Três figuras sorriam na porta. Uma delas tinha cabelos grisalhos e segurava um guarda-chuva.

— Quem são essas pessoas? — ele perguntou.

— Eu, mamãe e você. É sua casa. Agora ela não precisa ficar sozinha.

Augusto ficou sem resposta.

Marina tentou explicar.

— Desculpe. Sofia desenha o que imagina. Não quis ser inconveniente.

— Não foi — ele respondeu, com a voz rouca. — Faz muito tempo que não ganho um presente assim.

Augusto voltou ao escritório e pediu a agenda de reuniões do instituto. Sua secretária informou que Ricardo costumava aprovar as despesas sem consulta ao conselho. A resposta o incomodou. Helena jamais teria criado uma organização para transformá-la em propriedade de uma pessoa.

Sofia tocou sua mão.

— A dona Helena também gostava de desenhos?

— Mais do que qualquer pessoa que conheci.

Ele guardou a folha com cuidado dentro de uma pasta.

Marina contou que pretendia procurar vagas em escolas e creches. Augusto ofereceu contatos, mas ela preferiu tentar primeiro por conta própria.

— Posso ao menos deixar o telefone da Célia com você? — perguntou ele. — Caso precise falar comigo.

— Pode.

Do outro lado da cidade, Ricardo Monteiro recebeu uma fotografia tirada na recepção do hotel. Nela, o tio conversava com Marina e Sofia.

— Quem é essa mulher? — perguntou ao assessor.

— Marina Oliveira. Trabalhou no instituto da sua tia.

Ricardo abriu o cadastro antigo no computador. Encontrou a reclamação que Marina fizera sobre notas fiscais e pagamentos suspeitos.

Seu rosto endureceu.

— Ela voltou.

— O senhor quer que eu faça alguma coisa?

Ricardo fechou a porta da sala.

— Descubra onde está trabalhando. E não deixe meu tio saber que pedi isso.

O assessor hesitou.

— Ela está desempregada.

Ricardo observou novamente a imagem da menina sorrindo para Augusto.

— Melhor ainda. Uma mulher desesperada é fácil de desacreditar.

Ele pegou o telefone e ligou para Beatriz.

— Mãe, precisamos conversar. O tio Augusto encontrou justamente a mulher que não podia se aproximar dele.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部