localização atual: Novela Mágica O Bilionário Ia Pedir Outra Mulher em Casamento… Até Encontrar a Ex-Esposa com Trigêmeos na Chuva Capítulo 3 — A MULHER QUE DESTRUIU NOSSO CASAMENTO
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"O Bilionário Ia Pedir Outra Mulher em Casamento… Até Encontrar a Ex-Esposa com Trigêmeos na Chuva" Capítulo 3 — A MULHER QUE DESTRUIU NOSSO CASAMENTO

正文开头

Verônica Montenegro estava escolhendo flores para um jantar quando o filho entrou na mansão sem avisar.

— Você sabia que Marina estava grávida? — perguntou Rafael.

A governanta parou na entrada da sala. Verônica pousou lentamente uma rosa branca sobre a mesa.

— Boa noite para você também, meu filho.

— Responda.

— Marina sempre soube fazer teatro. O que ela inventou agora?

Rafael fechou a porta da sala, deixando a governanta do lado de fora.

— Encontrei três crianças com ela. Três. E uma delas está muito doente.

Por um instante, os dedos de Verônica tremeram. Depois ela ajeitou o colar de pérolas.

— Três crianças não provam nada.

— O menino tem meus olhos.

— Muitas crianças têm olhos claros.

— Ela disse que você sabia da gravidez.

Verônica se levantou.

— Eu sabia que aquela mulher queria prender você com uma criança. Agora descobrimos que a história ficou ainda mais conveniente.

Rafael sentiu a raiva crescer.

— Não fale dos meus possíveis filhos desse jeito.

— Possíveis. Essa é a palavra importante.

Ele caminhou até a janela. No jardim iluminado, a chuva fazia as folhas das palmeiras brilharem.

Três anos e oito meses antes, Marina também havia ficado parada diante daquela janela. Rafael lembrava que ela tentara falar durante o café da manhã.

— Preciso te contar uma coisa importante — dissera.

O celular dele tocara. Uma reunião em Brasília fora antecipada.

— Quando eu voltar, conversamos.

— Você sempre diz isso.

— Marina, não começa.

Ele saíra sem beijá-la.

Naquela mesma tarde, Marina descobrira que estava grávida de aproximadamente oito semanas. O exame ainda não mostrava que esperava três bebês.

Ela comprara uma pequena caixa de presente e guardara dentro dela um par de sapatinhos brancos. Queria surpreender Rafael quando ele voltasse.

Mas Verônica encontrara a embalagem aberta sobre a mesa da cozinha.

— Você está grávida? — perguntara, segurando o resultado do laboratório.

Marina, assustada, tentara recuperar o papel.

— Eu mesma vou contar ao Rafael.

— Meu filho tem compromissos importantes. Não vai aceitar ser manipulado.

— Não estou manipulando ninguém. Ele é meu marido.

Verônica não respondera. Apenas deixara o exame sobre a mesa, como quem decide o destino de um objeto sem valor.

Na semana seguinte, as mensagens começaram.

Uma fotografia mostrava Rafael entrando num hotel ao lado de Beatriz Albuquerque. Outra sugeria intimidade entre os dois. Eram imagens cuidadosamente recortadas de uma reunião empresarial.

Marina telefonara para o marido. A chamada fora desviada para a equipe de sua mãe.

— O doutor Rafael não pode atender — dissera uma secretária.

Ela tentou novamente. E novamente.

Depois, recebeu uma mensagem de um número identificado como Rafael: “Não quero mais essa discussão. Fale com Marcelo.”

A verdadeira mensagem nunca fora escrita por ele.

Marcelo Ferraz, advogado da família, chegou à casa dois dias depois com documentos de separação.

— Seu marido deseja resolver tudo discretamente — explicou.

正文1

Marina recusou assinar.

— Quero falar com ele pessoalmente.

— Ele não quer receber a senhora.

A jovem passou uma noite inteira chorando. No dia seguinte, foi até o escritório de Rafael, mas a recepção informou que seu acesso estava suspenso.

Verônica apareceu no saguão antes que Marina pudesse insistir.

— Você precisa aceitar que acabou.

— Estou esperando um filho dele.

— E acha que isso muda alguma coisa?

— Muda tudo.

Verônica se aproximou o suficiente para falar sem testemunhas.

— Se insistir em envolver Rafael, vamos discutir judicialmente a guarda dessa criança. Você não tem renda, não tem casa própria e não tem como enfrentar nossos advogados.

Marina recuou, levando a mão ao ventre.

— Não pode fazer isso.

— Não me obrigue a demonstrar o que posso fazer.

Naquele momento, Marina acreditou que perderia o bebê antes mesmo de segurá-lo nos braços.

Sua mãe, Dona Rosa, foi buscá-la naquela noite. Encontrou a filha sentada no chão do quarto, abraçada à caixa de sapatinhos.

— Venha comigo para Santos — pediu Rosa. — Primeiro vamos cuidar de você. Depois decidimos o resto.

Marina ainda tentou enviar uma carta ao escritório de Rafael. Camila, sua melhor amiga, guardou uma cópia. A carta original nunca chegou ao destinatário.

Sem acesso à conta conjunta e convencida de que Rafael escolhera outra mulher, Marina assinou os papéis de divórcio após orientação jurídica insuficiente e pressão constante.

A assinatura não encerrou o sofrimento. Apenas permitiu que ela saísse da cidade.

Quando uma ultrassonografia revelou três bebês, Marina chorou de medo e alegria ao mesmo tempo.

Dona Rosa segurou sua mão.

— São três corações, minha filha. E nós vamos encontrar um jeito.

Naquela noite, Dona Rosa ainda telefonou para a filha. Marina não contou sobre o confronto na mansão, mas perguntou se a mãe guardava os recibos da mudança para Santos.

— Guardo tudo, minha filha. Até a passagem daquele dia.

— Por quê?

— Porque uma hora alguém precisaria saber que você não fugiu por dinheiro. Você fugiu para proteger seus bebês.

Marina apertou o telefone contra o ouvido. Pela primeira vez em anos, sentiu que talvez não precisasse provar a verdade inteiramente sozinha.

Na mansão, Rafael voltou a encarar a mãe.

— Você mandou impedir Marina de entrar no meu escritório?

Verônica ergueu o queixo.

— Eu protegi você de uma mulher interesseira.

— Você leu as mensagens dela?

— Não me lembro de cada detalhe de uma separação antiga.

— Ela estava grávida.

— Ela diz que estava. Você nem fez o exame.

Rafael respirou fundo.

— O exame será feito. Mas estou perguntando sobre o que você fez, não sobre a biologia das crianças.

Verônica caminhou até o aparador e serviu água numa taça de cristal.

— Você era infeliz naquele casamento. Ela reclamava de tudo. Eu apenas ajudei a encerrar uma relação que já estava destruída.

— Não era sua decisão.

— Eu sou sua mãe.

— E ela era minha esposa.

O silêncio seguinte pareceu comprimir o ar da sala.

Augusto Montenegro apareceu na porta, atraído pelas vozes.

— O que está acontecendo?

— Pergunte à sua esposa por que Marina não conseguiu falar comigo quando estava grávida — disse Rafael.

Augusto empalideceu. Verônica notou e interrompeu:

— Não comece a trazer negócios antigos para dentro desta casa.

— Negócios? — Rafael se aproximou. — Estamos falando de três crianças.

Augusto desviou os olhos.

— Rafael, há coisas que precisam ser verificadas antes de qualquer acusação.

A resposta soou ensaiada.

Rafael subiu até o antigo escritório do pai, onde documentos familiares eram guardados em arquivos metálicos. Tinha autorização para acessar registros do grupo, mas não pretendia abrir cofres particulares.

Encontrou uma pasta digitalizada sobre o divórcio, arquivada entre relatórios financeiros antigos.

Na primeira página havia a assinatura de Marina. Na segunda, uma declaração de quitação. Na terceira, o comprovante de uma transferência bancária.

Valor: R$ 2.000.000.

Beneficiária: Marina Oliveira.

Rafael ampliou a imagem. A data correspondia à semana em que a ex-esposa desaparecera de São Paulo.

Ele sentiu a certeza recém-conquistada vacilar.

Se Marina nunca recebera dinheiro, por que existia um comprovante em seu nome?

E se recebera, por que passara três anos vivendo com dificuldades?

No andar de baixo, Verônica recebeu uma mensagem de Marcelo Ferraz.

“Ele começou a procurar. Precisamos conversar antes que encontre a conta verdadeira.”

Verônica apagou a notificação.

Pela primeira vez naquela noite, a expressão tranquila desapareceu de seu rosto.

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