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"O Chefe da Máfia Se Ajoelhou em Lágrimas e Implorou Para a Empregada Ficar" Capítulo 4 — A Babá Acusada de Roubo

正文开头

O colar de diamantes desapareceu numa sexta-feira, poucas horas antes do jantar da família Montenegro.

Dante soube do sumiço por Verônica, que entrou no escritório com o rosto transtornado e as mãos apertadas uma contra a outra.

“Era o colar preferido de dona Beatriz.”

“Quando foi visto pela última vez?”

“Ontem à noite, no cofre do quarto.”

“Quem tem acesso?”

“Eu, o senhor e a equipe autorizada.”

Dante ergueu os olhos.

“Marina faz parte dessa equipe?”

“Não deveria. Mas alguém deixou a porta aberta.”

A resposta chegou depressa demais.

“Não acuse ninguém sem provas”, disse Dante.

“Claro, senhor.”

Verônica saiu. No corredor, enviou uma mensagem curta a Ricardo: Está pronto.

Às oito, a mesa de jantar estava posta para doze pessoas. Ricardo chegara com dois convidados do conselho, alegando que precisava discutir assuntos urgentes da empresa.

Dante não gostou da surpresa, mas permitiu que ficassem.

Marina atravessava o corredor com uma bandeja de mamadeiras limpas quando Verônica surgiu à frente dela.

“Deixe isso na copa. Precisamos conversar.”

“Os meninos estão esperando.”

“Outra auxiliar cuida deles.”

Marina hesitou.

“Doutor Dante pediu que eu não me afastasse sem avisar.”

Verônica sorriu.

“Então vamos avisá-lo juntas.”

Na sala de jantar, Ricardo se levantou assim que as duas entraram.

“Que bom. A pessoa certa.”

Marina parou perto da porta.

“O que aconteceu?”

Verônica abriu uma pequena caixa de veludo sobre a mesa. Estava vazia.

“O colar de dona Beatriz sumiu.”

Dante pousou o copo.

“Já disse que estamos verificando.”

Ricardo ignorou a advertência.

“E acabamos de encontrá-lo.”

Um segurança contratado para o evento entrou carregando um envelope transparente. Dentro, brilhava o colar.

“Onde estava?”, perguntou Dante.

“No armário da babá”, respondeu Ricardo.

Marina sentiu as pernas enfraquecerem.

“Isso é mentira.”

Verônica levou a mão à boca.

“Marina, por favor. Não torne tudo pior.”

“Eu nunca toquei nesse colar.”

Um dos convidados murmurou alguma coisa. Ricardo aproveitou o silêncio.

“Você entrou nesta casa dizendo que precisava de dinheiro para tratar sua mãe. Agora aparece com uma joia que vale mais do que sua família inteira ganha em anos.”

Marina ficou vermelha.

“Minha mãe não tem nada a ver com isso.”

“Tem tudo a ver com motivo.”

Dante se levantou.

“Ricardo, chega.”

Mas o primo avançou mais um passo.

“Você se aproveitou de duas crianças que perderam a mãe. Fez os meninos chamarem você de mamãe para ganhar a confiança do meu primo.”

Marina apertou os punhos.

“Eu cuidei deles quando ninguém mais queria ouvir o choro.”

Verônica fingiu indignação.

“Como ousa falar assim desta família?”

“Eu estou falando do que vi.”

Ricardo apontou para o envelope.

“Então explique isso.”

Marina encarou Dante.

“Eu não sei como foi parar lá. Mas o senhor pode verificar as câmeras.”

Dante se lembrou das falhas no sistema. Do relatório falso. Da gravação recuperada.

“Augusto”, chamou.

O chefe da segurança surgiu imediatamente.

“Quem encontrou a joia?”

“Um funcionário da equipe externa, doutor Dante. Disse que recebeu uma denúncia anônima.”

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“Quem autorizou a busca no armário de Marina?”

Augusto olhou para Ricardo.

“Seu primo.”

Dante respirou devagar.

“E onde estava Marina naquele momento?”

“Com os gêmeos, no quarto infantil.”

“Então alguém abriu o armário dela sem sua presença.”

Ricardo ergueu os braços.

“Você vai defender uma ladra?”

“Vou defender o direito de qualquer pessoa de não ser condenada numa encenação.”

A palavra fez Verônica piscar.

“Encenação?”, repetiu ela.

“É isso que parece.”

Dante pediu que Augusto recolhesse as imagens do corredor de serviço e identificasse todos os funcionários que haviam entrado na área.

Marina permaneceu imóvel, tentando controlar o tremor nas mãos.

Ricardo se aproximou dela.

“Você vai entregar o telefone e esperar a polícia.”

“Eu não vou entregar meu telefone ao senhor.”

Ele agarrou seu braço.

“Vai fazer o que mandarem.”

Marina tentou se soltar.

“Me larga!”

Dante atravessou a sala em três passos e segurou o pulso do primo.

“Tira a mão dela. Agora.”

Ricardo encarou Dante, incrédulo.

“Está me ameaçando por causa de uma empregada?”

“Estou impedindo você de tocar numa mulher que já pediu para ser solta.”

O primo soltou Marina.

Ela recuou, segurando o braço dolorido.

Dante virou-se para os convidados.

“O jantar acabou.”

Ninguém protestou. Os dois conselheiros saíram com pressa. Verônica permaneceu perto da parede, observando a expressão de Ricardo.

Augusto voltou vinte minutos depois com as primeiras imagens.

“Temos um registro da entrada de serviço. O armário foi aberto às sete e doze.”

Na tela, um funcionário de uniforme cinza entrou no vestiário carregando um pequeno pacote.

“Quem é ele?”, perguntou Dante.

“Trabalhador temporário contratado hoje. A documentação está sendo verificada.”

“Marina estava onde?”

“No quarto das crianças, das seis e cinquenta às sete e quarenta. Há imagens e testemunhas.”

Dante virou o notebook para Ricardo.

“Quer continuar acusando?”

O primo ficou em silêncio.

Verônica deu um passo para trás.

Marina olhou para a tela, depois para Dante.

“Isso prova que alguém entrou, mas não que colocou o colar.”

“Você tem razão”, respondeu ele. “Ainda vamos apurar tudo.”

A honestidade da resposta a surpreendeu.

Dante pediu a Augusto que preservasse as imagens e o envelope, sem permitir que ninguém manuseasse a joia novamente.

“Também quero saber quem contratou esse homem.”

Ricardo pegou o paletó.

“Você perdeu a cabeça desde que essa mulher entrou na sua vida.”

“Talvez eu só tenha começado a prestar atenção.”

O primo saiu sem se despedir.

Quando a sala esvaziou, Marina finalmente se sentou. Seu rosto estava pálido.

“Eu preciso ir embora”, disse.

Dante parou.

“Marina...”

“Hoje foi um colar. Amanhã vão inventar outra coisa. Minha mãe depende de mim. Eu não posso perder tudo porque alguém decidiu me destruir.”

Ele procurou uma resposta, mas não encontrou nenhuma que apagasse o que acontecera.

“Você está segura aqui.”

Marina soltou uma risada sem alegria.

“Eu fui humilhada na sua sala de jantar. Seu primo me segurou pelo braço. E a mulher que administra sua casa me odeia.”

Dante baixou os olhos.

“Eu sei.”

“Não. O senhor está começando a saber.”

Na porta, uma auxiliar apareceu com Tomás no colo. O menino estava chorando e estendia os braços para Marina.

“Mamã.”

Marina se levantou por instinto e o acolheu.

Miguel surgiu atrás, agarrado à mão da auxiliar. Quando viu Marina, começou a chamar por ela também.

Dante observou os três juntos.

A casa inteira parecia respirar através daquela mulher.

Marina beijou a testa de Tomás. Depois olhou para o pai dos meninos.

“Eu amo essas crianças. Mas não sei quanto tempo mais consigo ficar.”

Dante sentiu o medo chegar antes de qualquer palavra.

Não era medo de perder um negócio, uma disputa ou o controle de sua empresa.

Era medo de ver os filhos voltarem ao silêncio.

E, pela primeira vez, medo de perder Marina.

Naquela noite, quando ela começou a dobrar suas roupas dentro de uma mala pequena, Dante ficou parado diante da porta do quarto de funcionários.

“Por favor”, disse ele.

Marina não se virou.

“Não me peça para fingir que nada aconteceu.”

Dante olhou para a mala aberta.

Do corredor infantil veio o choro de Miguel.

Ele deu um passo à frente.

“Então me diga o que preciso fazer para você ficar.”

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