localização atual: Novela Mágica O NDA Manchado de Sangue Capítulo 9
标题上

"O NDA Manchado de Sangue" Capítulo 9

正文开头

Minha Mãe Entrou no Carro Dele

Helena leu o nome três vezes.

Teresa Aparecida Duarte.

Não havia erro.

Não era uma coincidência.

Não era outra mulher com o mesmo sobrenome.

Era sua mãe.

A passageira prevista para fugir naquela noite com Marcelo Valença.

Gabriel olhou para a tela.

Depois para Helena.

"Tem certeza de que é ela?"

Helena não respondeu imediatamente.

A garganta tinha fechado.

Rafael puxou a lista para mais perto.

"CPF parcial confere."

Lívia completou:

"E a data de nascimento também."

Helena sentiu um frio atravessar o corpo.

"Cadê minha mãe?"

Ninguém respondeu.

Ela ergueu a voz.

"Cadê minha mãe?"

Gabriel pegou o celular.

"Vou ligar."

Helena estendeu a mão.

"Não."

Ele parou.

"Por quê?"

"Se alguém está com ela, não quero avisar que sabemos."

Rafael assentiu.

"Ela está certa."

Lívia já digitava no próprio telefone.

"Vou pedir localização do aparelho."

Helena olhou para a porta da sala.

Teresa tinha saído havia menos de quarenta minutos.

Sem dizer nada.

Sem despedida.

Sem deixar bilhete.

Apenas desaparecera.

"Ela estava aqui."

Rafael perguntou:

"Quando você viu sua mãe pela última vez?"

"Quando começamos a congelar as contas."

"Ela falou para onde ia?"

"Não."

"Recebeu ligação?"

Helena fechou os olhos tentando lembrar.

Teresa sentada no canto.

O caderno antigo sobre a mesa.

As mãos inquietas.

Em algum momento, o celular dela vibrou.

"Sim."

Todos olharam.

"Ela recebeu uma mensagem."

"Você viu de quem?"

"Não."

"Ela respondeu?"

"Acho que não."

Gabriel perguntou:

"Depois disso ela saiu?"

Helena sentiu o estômago apertar.

"Sim."

Rafael chamou um agente.

"Quero imagens do prédio. Entrada, garagem, elevadores, tudo."

"Agora."

O homem saiu.

Helena continuava olhando para o nome no plano de voo.

Uma parte dela queria acreditar em sequestro.

Era horrível pensar assim.

Mas sequestro era mais fácil de suportar do que a alternativa.

Teresa tinha mentido durante décadas.

Escondido documentos.

Escondido o trabalho no Grupo Valença.

Escondido o tamanho do esquema.

Marcelo havia dito que ela mentia.

E agora o nome dela aparecia numa fuga internacional.

Helena sentiu o pensamento crescer.

Não.

Ela empurrou para longe.

Gabriel percebeu.

"Não faz isso."

Helena ergueu os olhos.

"O quê?"

"Não decide antes das provas."

A frase quase a fez rir.

Era exatamente o que ela dizia a ele.

"Eu não estou decidindo."

"Está pensando."

"Pensar ainda não é crime."

Gabriel se aproximou.

"Você acha que ela participou."

Helena não respondeu.

"Helena."

"Eu não sei."

A voz saiu mais fraca do que gostaria.

"Eu não sei mais o que minha mãe fez."

Gabriel ficou em silêncio.

Aquilo era pior do que raiva.

Era dúvida.

E Helena conhecia o poder destrutivo da dúvida.

Doze minutos depois, chegaram as primeiras imagens.

A câmera do corredor mostrava Teresa saindo sozinha.

Sem ninguém ao lado.

Sem sinais visíveis de luta.

Ela carregava apenas a bolsa.

Helena se inclinou para a tela.

"Volta."

O técnico retrocedeu.

Teresa entrou no elevador.

Desceu.

Outra câmera mostrou o saguão.

正文1

Ela atravessou a recepção.

Saiu pela porta lateral.

"Tem câmera externa?"

"Sim."

A imagem mudou.

Teresa apareceu na calçada.

Um sedã preto estava estacionado alguns metros adiante.

Helena prendeu a respiração.

A porta traseira abriu.

Teresa parou.

Olhou para o carro.

Ninguém saiu.

Ela permaneceu ali por alguns segundos.

Gabriel falou baixo.

"Ela está hesitando."

Helena não respondeu.

Então Teresa caminhou até o carro.

Abriu a porta.

E entrou.

Sozinha.

A porta fechou.

O veículo arrancou.

Helena ficou imóvel.

Nenhuma arma.

Nenhuma pessoa puxando Teresa.

Nenhum sinal de sequestro.

Ela entrara por vontade própria.

Pelo menos era o que a câmera mostrava.

Helena recuou na cadeira.

"Não."

Lívia se aproximou.

"Isso não prova que ela foi voluntariamente."

"Ela abriu a porta."

"Pode ter sido ameaçada antes."

"Ela caminhou até ele."

"Helena."

"Ela entrou."

Gabriel colocou a mão no ombro dela.

Helena afastou.

"Não."

Ele retirou imediatamente.

"Desculpa."

Helena respirou de forma irregular.

"O carro é de quem?"

Rafael consultou a placa.

"Locadora."

"Nome da reserva?"

"Empresa."

"Qual?"

O técnico respondeu:

"Prisma Gestão de Ativos."

O silêncio pesou.

A décima quinta empresa.

A empresa que controlava a saída do dinheiro.

A empresa de Marcelo.

Helena olhou novamente para a gravação.

"Tem imagem do motorista?"

O técnico ampliou.

Não havia rosto visível.

Mas, quando o carro passou por outra câmera, alguém estava no banco traseiro.

Uma silhueta masculina.

Gabriel se inclinou.

"Marcelo."

Rafael assentiu.

"Provavelmente."

Helena sentiu o peito apertar.

Sua mãe tinha entrado no carro dele.

Sem resistência.

Sem polícia.

Sem contar nada.

"Eu quero rastrear o celular dela."

Lívia respondeu:

"Já estamos."

"Quanto tempo?"

"Minutos."

"Não temos minutos."

Rafael virou.

"Temos uma ordem para bloquear o aeroporto."

"Então bloqueia."

"Já solicitei."

"Quero Congonhas fechado para esse jato."

"Vai estar."

Helena olhou para Gabriel.

"Vamos para lá."

Lívia imediatamente respondeu:

"Você não."

"Eu vou."

"Helena."

"Minha mãe está naquele avião."

"Ainda não sabemos se ela chegou."

"Então eu vou descobrir."

Rafael tentou intervir.

"Tem equipe suficiente."

"Eu não perguntei."

"Você é alvo de tentativa de homicídio."

"E minha mãe pode estar fugindo com o homem que mandou me matar."

Lívia ficou em silêncio.

Helena sustentou o olhar.

"Eu vou."

A promotora respirou fundo.

"Com escolta."

"Ótimo."

"Sem sair da área segura."

"Depende."

"Helena."

"Está bem."

Lívia sabia que não estava.

Mesmo assim, pegou o telefone.

O trajeto até Congonhas pareceu durar uma hora.

Levou vinte e três minutos.

Gabriel estava no banco ao lado de Helena.

Rafael seguia em outro carro.

Do lado de fora, São Paulo começava a acordar completamente.

Trânsito.

Motocicletas.

Ônibus lotados.

Pessoas indo trabalhar.

Para quase todo mundo, era uma manhã comum.

Para Helena, cada semáforo parecia uma provocação.

Gabriel olhou para o celular.

"Tem sinal."

Helena virou.

"Do telefone dela?"

"Sim."

"Onde?"

"Moema."

"Movendo?"

"Sim."

"Direção?"

Gabriel ampliou o mapa.

"Congonhas."

Helena sentiu o estômago cair.

"Então é ela."

"Ou o celular dela."

"Gabriel."

"Eu só estou dizendo."

正文2

"Eu sei."

Ele ficou em silêncio.

Helena encostou a cabeça no banco.

"Ela entrou no carro dele."

"Eu vi."

"Por quê?"

"Não sei."

"Você acha que ela estava envolvida?"

Gabriel demorou.

Helena percebeu.

"Pode falar."

"Eu acho que ela estava escondendo alguma coisa."

"Isso eu já sei."

"Não acho que seja a mesma coisa que estar envolvida."

Helena fechou os olhos.

"Meu nome apareceu num esquema porque alguém queria me usar."

Gabriel continuou.

"O seu também apareceu."

Ela olhou.

"E o da sua mãe."

Ele respirou fundo.

"Marcelo constrói versões."

Helena lembrou.

Teresa como cúmplice.

Gabriel como ladrão.

Vitória como única responsável.

Lavínia como financiadora isolada.

Sempre havia alguém conveniente demais para carregar a culpa.

"Mas minha mãe foi até ele."

"Sim."

"Por escolha."

"Talvez."

"Você continua dizendo talvez."

"Porque foi isso que você me ensinou."

Helena ficou quieta.

"Prova primeiro."

Gabriel olhou para ela.

"Conclusão depois."

Helena soltou o ar.

"Eu odeio quando você aprende rápido."

Ele quase sorriu.

Quase.

O celular de Lívia tocou no banco da frente.

Ela atendeu.

"Fala."

Pausa.

"Repete."

Helena se inclinou.

"O que foi?"

Lívia ergueu a mão.

"Entendi."

Desligou.

"Rogério acordou."

Helena ficou imóvel.

"Está consciente?"

"Por poucos minutos."

"Falou?"

"Uma coisa."

"Marcelo?"

"Não."

Lívia olhou para ela.

"Disse que Teresa não era parte do grupo."

Helena sentiu o coração acelerar.

"O que mais?"

"Perguntaram como ele sabia."

"E?"

"Ele desmaiou antes de responder."

Helena fechou os olhos.

Uma pequena fresta se abriu dentro dela.

Talvez.

De novo aquela palavra.

O hangar da Vértice Aviação estava cercado quando chegaram.

Policiais federais e equipes do Ministério Público ocupavam as entradas.

O jato continuava estacionado.

Portas fechadas.

Motores desligados.

Helena sentiu alívio.

"Ele não saiu."

Rafael apareceu.

"Não vai sair."

"Onde está Marcelo?"

"Ainda não chegou ao hangar."

"E minha mãe?"

"Também não."

Helena mostrou o mapa.

"O telefone está perto."

"Estamos acompanhando."

Um agente se aproximou.

"Delegado, temos imagens de uma câmera de trânsito."

Rafael fez sinal.

O tablet mostrou o sedã preto.

Estava a menos de dois quilômetros.

"Fechem os acessos."

"Já fechamos."

Helena sentiu o corpo inteiro ficar tenso.

Então o celular dela começou a tocar.

Número desconhecido.

Todos olharam.

Rafael levantou a mão.

"Não atende ainda."

Helena encarou a tela.

Chamada de vídeo.

Gabriel falou:

"Pode ser ele."

Helena respondeu:

"É ele."

Lívia ativou a gravação.

"Atende."

Helena tocou na tela.

Marcelo apareceu.

Estava dentro de um carro.

Calmo.

Camisa branca.

Óculos escuros.

"Bom dia, Helena."

Ela sentiu o sangue ferver.

"Onde está minha mãe?"

Marcelo sorriu.

"Sem educação de novo."

"Mostra ela."

"Você está em posição de pedir?"

"Mostra."

Marcelo virou lentamente a câmera.

Teresa estava sentada ao lado.

Viva.

Sem ferimentos visíveis.

Helena quase perdeu o ar.

"Mãe."

Teresa olhou para a tela.

"Helena."

"Você está bem?"

"Estou."

Marcelo voltou a câmera para si.

"Viu?"

Helena apertou o celular.

"O que você quer?"

"Você já sabe."

"Fala."

"Libere as contas."

正文3

"Não."

Marcelo riu.

"Você nem pensou."

"Não preciso."

"São contas privadas."

"São ativos ligados a dinheiro roubado."

"Segundo sua interpretação."

"Segundo documentos."

"Documentos podem ser interpretados."

"Servidor apagado também?"

O sorriso dele diminuiu.

"Você está ficando cansativa."

"Você tentou me matar."

"Vitória tentou."

"Porque você mandou."

Marcelo ficou em silêncio por um segundo.

Helena percebeu.

"Rogério falou."

A expressão mudou.

Pouco.

Mas mudou.

"Rogério está vivo?"

"Você parece decepcionado."

Marcelo ignorou.

"Libere as contas."

"Não."

Ele virou a câmera novamente.

Teresa apareceu.

"Helena."

A voz da mãe estava trêmula.

"Faz o que ele está pedindo."

Helena sentiu uma dor profunda.

"Você quer que eu solte R$ 210 milhões?"

"Eu quero ir para casa."

"Por que entrou no carro dele?"

Teresa fechou os olhos.

"Eu não tive escolha."

Helena ficou imóvel.

A câmera do prédio dizia o contrário.

Marcelo sorriu.

"Finalmente uma resposta sensata."

Teresa continuou.

"Filha, por favor."

Helena observava.

O rosto.

As mãos.

A postura.

A mãe parecia assustada.

Mas alguma coisa estava errada.

"Você está machucada?"

"Não."

"Ele te ameaçou?"

Marcelo respondeu:

"Não desperdice nosso tempo."

Helena ignorou.

"Mãe."

Teresa ergueu a mão direita.

Tocou o anel no dedo.

Uma vez.

Helena parou.

Teresa continuou falando.

"Eu só quero que isso acabe."

Os dedos tocaram novamente o anel.

Duas vezes.

Helena sentiu o coração mudar de ritmo.

Não.

Não era nervosismo.

Ela conhecia aquele gesto.

Anos atrás, quando Helena ainda era adolescente, Teresa havia criado pequenos sinais para situações desconfortáveis.

Nada dramático.

Coisas de mãe e filha.

Se Teresa tocasse repetidamente o anel, significava uma frase.

"Não acredite no que estou dizendo."

Helena ficou imóvel.

Teresa tocou uma terceira vez.

Agora tinha certeza.

Sua mãe não estava pedindo para liberar o dinheiro.

Estava interpretando.

Helena controlou a expressão.

"Está bem."

Gabriel olhou para ela.

Lívia também.

Marcelo sorriu.

"Finalmente."

Helena continuou.

"Eu posso tentar."

Teresa não reagiu.

Mas parou de tocar o anel.

Marcelo se acomodou no banco.

"Não tente."

"Preciso de tempo."

"Você tem vinte minutos."

"É impossível."

"Então sua mãe talvez não volte."

Helena sentiu a raiva.

Mas manteve a voz fraca.

"Eu preciso falar com Lívia."

"Fale."

"Ela está comigo."

"Ótimo."

Helena olhou para a promotora.

"Vou precisar que ela retire o bloqueio."

Lívia entendeu que havia algo acontecendo.

"Quanto?"

Marcelo respondeu pelo telefone.

"Todo."

Lívia fingiu indignação.

"Isso não acontece em vinte minutos."

"Faça acontecer."

Helena voltou para Teresa.

"Mãe."

"Sim?"

"Você trouxe o caderno?"

Teresa congelou por uma fração de segundo.

"Não."

"Tem certeza?"

"Tenho."

Os dedos foram para o anel.

Uma vez.

Helena entendeu.

Marcelo não.

"Então está bem."

Ele encerrou a chamada.

A tela apagou.

Rafael imediatamente perguntou:

"O que foi?"

Helena respirou fundo.

"Ela está fingindo."

Gabriel franziu a testa.

"Como sabe?"

"O anel."

"Que anel?"

"É um código nosso."

Lívia perguntou:

"Qual código?"

"Quando ela toca três vezes daquele jeito, significa que eu não devo acreditar no que ela está falando."

正文4

Rafael ficou sério.

"Então ela não foi sequestrada?"

"Não exatamente."

"Você acha que entrou voluntariamente?"

Helena assentiu.

"Sim."

"Por quê?"

Ela pensou no caderno.

No cofre vazio.

Nos documentos desaparecidos.

Na história antiga.

Então percebeu.

"O livro-caixa."

Lívia ficou imóvel.

"Qual?"

"O original."

"Aquele que devia estar no cofre?"

"Sim."

Helena sentiu tudo se encaixar.

"Minha mãe sabia que Marcelo tinha tirado."

Gabriel perguntou:

"Como?"

"Talvez tenha lembrado de outra coisa."

Helena olhou para a tela apagada.

"Ou talvez Marcelo tenha entrado em contato com ela."

Rafael entendeu.

"Oferecendo uma troca."

"Ou tentando descobrir o que ela ainda sabia."

Helena assentiu.

"Ela foi com ele para chegar ao documento."

Lívia ficou irritada.

"Sem nos contar?"

"Ela sabia que temos vazamento."

O silêncio caiu.

Era verdade.

Rogério quase tinha sido morto porque alguém descobrira que falaria.

Se Teresa avisasse a polícia, talvez Marcelo soubesse antes mesmo de ela entrar no carro.

"Ela fez isso sozinha."

Gabriel parecia assustado.

Helena fechou os olhos.

"Ela passou vinte anos fugindo."

Abriu novamente.

"Agora decidiu voltar."

O sedã apareceu sete minutos depois.

As equipes já estavam posicionadas.

Não avançaram imediatamente.

Marcelo acreditava que as contas seriam desbloqueadas.

Precisavam deixá-lo chegar perto o suficiente do hangar.

Helena assistia tudo por câmeras internas.

O carro passou pelo primeiro portão.

Depois pelo segundo.

Um segurança ligado à operação levantou a cancela.

O veículo entrou.

Helena viu Teresa no banco traseiro.

Marcelo ao lado.

"Ele trouxe uma pasta."

Gabriel apontou.

Uma maleta preta estava no colo de Marcelo.

Helena sentiu o pulso acelerar.

"Pode ser."

Lívia olhou para Rafael.

"Esperamos."

"Mais alguns metros."

O carro parou próximo ao jato.

O motorista desceu.

Marcelo abriu a porta.

Teresa saiu pelo outro lado.

Helena inclinou-se para a tela.

Marcelo segurava a maleta.

"Agora."

Rafael falou pelo rádio.

As equipes começaram a fechar o perímetro.

Marcelo percebeu.

Virou o rosto.

O motorista gritou.

Teresa agiu antes de todos.

Agarrou a maleta.

Marcelo segurou.

"Teresa!"

Ela puxou com força.

Ele tentou recuperar.

Teresa abriu a porta do carro e empurrou a pasta pela janela oposta.

A maleta caiu no asfalto.

Abriu.

Papéis voaram.

Três discos rígidos bateram no chão.

Dois pen drives deslizaram para baixo do carro.

Uma pasta amarela se abriu.

Helena viu folhas antigas.

Assinaturas.

Extratos.

Contabilidade.

"O livro."

Ela quase não conseguiu falar.

"É o livro."

Rafael correu.

Policiais avançaram.

Marcelo tentou agarrar Teresa.

Gabriel saiu da área segura.

"Gabriel!"

Helena gritou.

Ele continuou.

Um agente alcançou Teresa primeiro e a puxou para longe.

Outro derrubou Marcelo contra o carro.

Ele não resistiu muito.

Não parecia desesperado.

Isso assustou Helena mais do que se estivesse gritando.

Rafael algemou uma das mãos.

"Marcelo Valença, você está preso."

Marcelo olhou para ele.

Depois para Teresa.

Então para Helena, que se aproximava com a cadeira protegida por dois agentes.

"Você realmente achou que eu ia fugir?"

Helena parou.

"Você tinha um avião."

"Um avião é uma distração maravilhosa."

正文5

Rafael puxou o outro braço.

Marcelo sorriu.

"Vocês congelaram contas."

Lívia se aproximou.

"Encontramos documentos."

"Documentos velhos."

Teresa levantou a voz.

"Documentos originais."

Marcelo olhou para ela.

"Você sempre foi mais corajosa quando já era tarde."

Teresa não abaixou os olhos.

"Dessa vez não."

Helena sentiu orgulho e raiva ao mesmo tempo.

Marcelo viu.

"Que cena bonita."

Rafael começou a levá-lo.

Então Marcelo parou.

"Meu telefone."

Um agente o retirou do bolso dele.

Helena sentiu algo errado.

"Não toca."

Mas Marcelo sorriu.

O aparelho acendeu sozinho.

Uma notificação apareceu.

Ele olhou para a tela.

"Já foi."

Helena sentiu o coração disparar.

"O quê?"

Marcelo não respondeu.

Lívia pegou o celular.

Na tela havia um comando enviado segundos antes.

Execução remota confirmada.

Gabriel ficou pálido.

"Não."

Helena olhou para ele.

"O que foi?"

"Isso parece comando de manutenção do grupo."

"Que manutenção?"

Gabriel puxou o próprio celular.

Tentou acessar o sistema.

A tela travou.

Depois apareceu um alerta.

"Servidor central em processo de limpeza."

Helena sentiu o sangue gelar.

"Quanto tempo?"

Gabriel abriu o painel de emergência.

Um cronômetro apareceu.

00:59.

A contagem começou.

00:58.

00:57.

Teresa olhou para Helena.

"O que está acontecendo?"

Gabriel levantou os olhos.

"Ele acionou uma exclusão total."

Helena sentiu o mundo reduzir àqueles números.

00:54.

Lívia segurou o braço de Marcelo.

"Para isso."

Ele sorriu.

"Eu não posso."

"Qual é a senha?"

"Não existe."

"Marcelo."

"O comando já está rodando."

00:49.

Helena olhou para o jato.

Para os documentos no chão.

Para os discos rígidos.

Depois para o celular.

R$ 210 milhões.

Dezoito meses de investigação.

Décadas de fraude.

Tudo que ligava as empresas ao sistema atual podia desaparecer em menos de um minuto.

00:43.

Gabriel pegou o telefone.

"Eu preciso chegar à sede."

Helena olhou para ele.

"Você não tem tempo."

Ele respondeu:

"Então a gente vai ter que criar."

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部