localização atual: Novela Mágica A Sem-Teto Que Salvou o Mafioso Capítulo 5 — A Humilhação da Mulher Errada
标题上

"A Sem-Teto Que Salvou o Mafioso" Capítulo 5 — A Humilhação da Mulher Errada

正文开头

— Ex-noivo — Dante corrigiu da porta.

Verônica virou-se, surpresa com a firmeza da voz dele.

— Dante, querido, estava preocupada. Disseram que você sofreu um acidente.

— E eu disse que não precisava da sua visita.

Ela ignorou a resposta e avançou para beijá-lo. Dante desviou o rosto.

— Quem é essa moça? — Verônica perguntou, como se Marina não estivesse presente.

— Marina Oliveira. Salvou minha vida.

— Que comovente. Agora está trabalhando aqui?

— Estou bem aqui — Marina respondeu. — Pode perguntar diretamente.

Verônica sorriu com frieza.

— Tem coragem. Espero que também tenha modos.

A tensão cresceu nos dias seguintes. Verônica aparecia na propriedade sob pretexto de discutir compromissos empresariais, embora Dante já tivesse encerrado o relacionamento. Ela conhecia o círculo social dele e sabia manipular a opinião de quem vivia de aparências.

Quando houve uma reunião de investidores na mansão, Marina estava presente para ajudar a equipe médica com a rotina de recuperação de Dante. Vestia uma blusa azul simples e calças escuras. Queria passar despercebida.

Verônica não permitiu.

— Ouvi dizer que nossa nova convidada dormia na rodoviária — anunciou diante de algumas senhoras. — É admirável a generosidade de Dante.

Marina sentiu o rosto queimar.

— Minha situação não é assunto da senhora.

— Ah, querida, não precisa ter vergonha. Há instituições para pessoas como você.

Uma mulher soltou uma risadinha. Verônica pegou uma taça de vinho tinto.

— Talvez uma roupa melhor ajudasse você a se adaptar.

O movimento foi rápido. O vinho caiu sobre a blusa de Marina.

O salão silenciou.

Marina olhou para a mancha. Lembrou-se de dona Rosa lavando uniformes até tarde para que a filha fosse limpa à faculdade. A humilhação doeu mais por aquela lembrança do que pelo tecido estragado.

— Foi de propósito — disse.

Verônica abriu a bolsa e retirou notas de dinheiro.

— Quanto você quer para desaparecer da vida dele? Posso resolver isso agora.

As notas caíram sobre a mesa.

Marina não tocou nelas.

— Não preciso do dinheiro dele para ter dignidade.

— Dignidade? — Verônica riu. — Você não tinha nem endereço!

— E mesmo assim fui eu quem correu para salvar um homem que seus amigos deixaram morrer.

Verônica perdeu a expressão elegante. Ergueu a mão para esbofeteá-la.

Uma mão masculina segurou seu pulso no ar.

— Toca nela de novo — Dante disse, gelado — e você nunca mais entra nesta casa.

Os convidados se afastaram. Verônica tentou se soltar.

— Está me humilhando por causa de uma sem-teto?

— Estou impedindo que você humilhe uma mulher que vale mais do que todos os seus sobrenomes.

Marina ergueu os olhos. Dante estava pálido, apoiando parte do peso numa bengala, mas não recuou.

— Ela é minha convidada e minha salvadora — continuou. — Quem a desrespeitar pode sair agora.

Verônica ajeitou o vestido, furiosa.

— Você vai se arrepender.

— Já me arrependi de muita coisa. Terminar com você não foi uma delas.

A mulher saiu sob olhares constrangidos. Dante se virou para Marina.

— Está bem?

— Estou com vontade de jogar vinho em alguém.

Ele soltou uma risada curta, inesperada.

— Posso providenciar uma taça.

— Prefiro não desperdiçar.

Dante ofereceu o braço, e ela o aceitou. Caminharam para o jardim, longe dos convidados.

— Não quero que você pense que preciso ser defendida — Marina disse.

— Não penso. Vi você enfrentar homens armados com um canivete.

— Então por que fez aquilo?

Ele demorou a responder.

— Porque ninguém deveria enfrentar crueldade sozinho.

Marina reconheceu a própria frase, transformada. Ficaram próximos demais por um instante. Ela viu a cicatriz recente na sobrancelha dele, o cansaço por trás da postura imponente.

Dante tocou de leve seus dedos.

— Posso?

Ela assentiu. Ele levou a mão dela aos lábios, num beijo breve e respeitoso.

Do lado de fora, Verônica entrou no carro vermelho e discou um número que sabia de memória.

— Você disse que ele estava morto! — disparou.

Marcelo Ferraz não respondeu imediatamente.

— Fale baixo.

— Ele está vivo, Marcelo. E está protegendo aquela garota!

— Então vamos tirar dela a única coisa que a mantém perto dele.

— O quê?

— A confiança.

Verônica olhou pela janela para a mansão iluminada. Pela primeira vez naquela noite, voltou a sorrir.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部