标题上

"Gêmeos à Vista: O Papai CEO Não Me Deixa em Paz" Capítulo 40

正文开头

Eles sabiam o caminho da cozinha

Lara colocou a terceira sacola junto à porta e voltou ao quarto.

Rafael a encontrou diante do espelho, segurando dois pares de brincos.

"Os pequenos", disse ele.

Ela olhou para o reflexo.

"Eu nem perguntei."

"Você está decidindo há cinco minutos. Resolvi participar."

Lara pousou os maiores sobre a cômoda. A blusa clara que escolhera não tinha nada que precisasse de outro ajuste, mas passou a mão na manga mesmo assim.

"Sua mãe usa brincos grandes?"

"Às vezes. Você não precisa usar os mesmos."

"Eu sei."

Rafael se aproximou por trás e encontrou seus olhos no espelho.

"Ela vai gostar de você com qualquer um."

Lara abriu a boca para dizer que não estava preocupada com aquilo. O rosto dele mostrava que a mentira não teria uma vida longa.

"Quero que seja uma visita boa."

"Já é. Você aceitou ir."

Ela se virou e ajeitou a gola da camisa dele.

"Você fala como se tivesse conseguido uma coisa muito difícil."

Rafael sorriu.

"Lembro da primeira vez que pedi."

Na sala, Leo tentava descobrir se as frutas faziam parte do presente ou poderiam ser comidas durante o caminho. Theo lhe tirou uma uva da mão e fechou a embalagem.

Lara apareceu antes que começassem outra discussão.

"Vocês estão prontos?"

Os dois assentiram com uma prontidão suspeita.

Ela olhou para as mochilas.

"Não vamos dormir lá."

"Tem o livro", explicou Theo.

"E o avião", acrescentou Leo.

"E esse travesseiro?"

O menor olhou para o objeto preso sob o braço.

"Se der sono."

Rafael pegou as sacolas antes que Lara pudesse examinar o restante. Não queria perder o almoço por excesso de vistoria.

No carro, ela conferiu a fita do embrulho que levava no colo. Escolhera um lenço de seda para Teresa, depois de perguntar a Rafael sobre as cores que usava, e uma edição ilustrada sobre trens para Antônio. Os meninos tinham participado dessa segunda escolha com entusiasmo suficiente para ela desconfiar dos beneficiários.

"Ele vai gostar mesmo?", perguntou.

Rafael olhou rapidamente para o livro.

"Vai. Mas você corre o risco de não ver seus filhos pelo resto da tarde."

Do banco traseiro veio uma pequena risada, imediatamente interrompida.

Lara se virou.

"O que vocês estão combinando?"

"Nada", respondeu Leo.

Theo ficou olhando pela janela.

A casa dos Valença apareceu depois de uma curva arborizada. Lara reconhecia a entrada das vezes em que buscara os meninos ou recebera alguma coisa na porta, mas nunca a atravessara para passar um dia com os pais de Rafael.

Agora Teresa esperava no primeiro degrau, e Antônio estava alguns passos à frente, como se temesse que o carro pudesse ir embora antes de ele chegar.

Leo acenou com as duas mãos.

"Vovô!"

Rafael estacionou. Quando abriu a porta traseira, o menor já tinha preparado um discurso sobre o avião.

Antônio o recebeu num abraço e estendeu a outra mão para Theo.

正文1

"Estava esperando os meus ajudantes."

Theo esqueceu a expressão reservada e sorriu para ele.

Lara desceu, segurando os presentes, mas Teresa veio recebê-la antes que pudesse formular um cumprimento adequado.

"Que bom que veio. Deixa isso com o Rafael."

A mão dela estava quente quando segurou a de Lara. Aproximou-se para um beijo e só então olhou para as sacolas.

"Você trouxe tudo isso?"

"Eu não sabia o que escolher. Acabei exagerando um pouco."

Antônio olhou para o livro que Rafael carregava.

"Se esse é meu, o exagero foi muito bem escolhido."

Leo se aproximou, querendo abrir o embrulho imediatamente. Lara o chamou pelo nome, e ele recuou o suficiente para parecer educado.

Entraram juntos.

Os meninos tiraram os sapatos perto da porta e guardaram as mochilas num banco lateral. Theo puxou uma pequena caixa de brinquedos debaixo dele, sem precisar procurar.

Lara parou.

Rafael percebeu.

"Eles já ficaram aqui algumas vezes."

"Eu sei. Estou começando a descobrir quantas coisas reconhecem."

Leo saiu em direção ao corredor.

"Vou pegar água."

"Lua, pergunte onde..."

Ele já havia virado na direção correta.

Teresa conteve um sorriso.

"Pode deixar. Ele sabe onde fica o copo dele."

Lara olhou para ela.

"O copo dele?"

Theo, ainda junto ao banco, fechou os olhos por um segundo.

Antônio resolveu ajudar.

"Compramos dois. Naturalmente."

"Naturalmente", repetiu Lara, agora sorrindo.

Leo voltou com um copo de cada cor e entregou o azul ao irmão. Ao ver a mãe observando, acrescentou:

"A vovó mostrou. Antes. Em um dia."

"Que explicação precisa."

Rafael recebeu dela um olhar que prometia uma conversa divertida mais tarde.

Na sala, Teresa abriu o lenço com um cuidado que fez Lara parar de procurar defeitos na própria escolha.

A cor aquecia seu rosto. Ela o colocou sobre os ombros e foi até um espelho próximo.

"Eu estava procurando uma coisa assim para usar com um vestido. Mas sempre acho que escolho o tamanho errado."

Lara se aproximou.

"Posso?"

Teresa assentiu. Ela dobrou uma parte do tecido, mudou o ponto em que se apoiava no ombro e deixou uma ponta cair sem esconder o bordado.

A mulher se olhou de novo.

"Agora parece outro."

"É o mesmo. Só ganhou um pouco de espaço aqui."

Teresa tocou seu braço.

"Venha ver o vestido. Quero sua opinião antes que meu marido diga que qualquer um serve."

Antônio levantou o rosto do livro.

"Eu digo que todos ficam bonitos. Há uma diferença."

"Viu? É impossível escolher com essa ajuda."

Lara riu e acompanhou Teresa.

No quarto, encontrou peças que a mulher usava de verdade, algumas cuidadosamente guardadas havia anos. Um vestido azul tinha o forro substituído e uma pequena marca de ajuste junto à cintura.

Lara passou os dedos pelo tecido, pedindo licença antes.

"Esse tem um corte lindo."

"Usei num aniversário do Antônio. Continuo gostando, mas agora o braço prende um pouco."

Teresa vestiu por cima de uma combinação e mostrou o movimento.

正文2

Lara observou, fez uma pergunta e pediu um alfinete.

Não demorou a esquecer que estava na casa dos pais do homem que amava. Era uma mulher mostrando uma roupa querida e outra tentando ajudá-la a continuar usando.

Quando chegaram a uma solução, Teresa se virou diante do espelho com evidente satisfação.

"Vou pedir que façam assim. Ou você me indica alguém?"

Lara mencionou uma profissional de confiança e prometeu enviar o contato.

Teresa abriu uma gaveta para guardar o lenço.

"Gostei de escolher com você. O Rafael sempre responde enquanto olha o telefone."

"Ele está melhorando."

A mulher lhe lançou um olhar pelo espelho.

"Eu percebi. Ele perguntou a cor do meu vestido antes de vocês virem. Nunca tinha feito isso."

Lara sentiu o rosto aquecer.

Ao voltarem, encontraram Antônio no tapete com os netos. Rafael segurava uma parte da pista enquanto Theo explicava o encaixe. Leo posicionava o avião na estação ferroviária, defendendo que a cidade precisava de aeroporto.

"Não vai caber", disse Theo.

"A cidade cresce."

Antônio concordou com tanto entusiasmo que o mais velho olhou para o pai, buscando algum apoio técnico.

Rafael ergueu as mãos.

"Hoje fui contratado para segurar a ponte."

Lara sentou perto antes de perceber que já estava no tapete também.

O almoço só começou depois que a cidade ganhou um aeroporto menor e um túnel que Leo insistia em chamar de garagem do trem.

Antes de levantar, Antônio tentou se apoiar no braço do sofá e descobriu que ficar no tapete era mais fácil do que sair dele. Theo lhe ofereceu as duas mãos. Leo segurou a outra, convencido de que os dois bastariam.

Rafael se aproximou por trás e ajudou sem estragar a conquista dos filhos.

O avô agradeceu aos três. Depois ficou alguns segundos parado diante da cidade, como se procurasse um lugar melhor para guardar aquela tarde do que o chão da sala.

Lara prometeu fotografar antes que precisassem recolher.

À mesa, Antônio ofereceu comida suficiente para três tardes. Teresa perguntou a Lara pelo lançamento, querendo ouvir a parte do trabalho que tinha dado certo.

Lara contou da última prova, do corte que quase mudara e da reação da equipe. Falava com entusiasmo quando percebeu Rafael afastando discretamente uma folha verde.

Colocou-a de volta com o próprio garfo.

Ele a olhou.

"Eu ia comer depois."

"Então chegou o depois."

Leo começou a rir e foi imediatamente descoberto fazendo a mesma seleção no próprio prato.

Teresa observou pai e filho comerem, resignados, e precisou colocar o guardanapo junto à boca.

"Eu tentei durante anos", murmurou a Antônio.

Lara ouviu e riu também.

Ao terminar, ajudou a recolher alguns pratos. Teresa não a deixou carregar todos, mas aceitou sua companhia até a cozinha. Conversaram sobre o pudim, sobre uma receita que Lara aprendera em Paris e sobre o modo como Leo sempre conseguia saber se ainda havia sobremesa guardada.

Quando voltaram à sala, Antônio perguntou se podia ouvir mais sobre a vida dos meninos na França.

Lara sentou. Theo se aproximou imediatamente e ficou junto ao seu joelho.

"O que o vovô vai perguntar?"

Ela acariciou sua nuca.

"Coisas de quando vocês eram bebês."

"Eu posso ajudar."

"Você não lembra."

"Você contou."

Antônio lhe ofereceu lugar ao lado.

"Então fica. Quero ouvir os dois."

Theo se acomodou, ainda atento ao rosto da mãe.

Lara pegou o telefone para procurar uma fotografia antiga. Quando encontrou a primeira, Teresa aproximou a cadeira, Antônio colocou os óculos e Rafael se inclinou para olhar.

Antes mesmo de começar, ela percebeu que ninguém ali estava esperando uma explicação sobre por que tivera os filhos.

Queriam conhecê-los como ela os conhecia.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部