标题上

"Gêmeos à Vista: O Papai CEO Não Me Deixa em Paz" Capítulo 25

正文开头

A mulher que não escreveu a carta

"Seu irmão me conhece?", escreveu Lara.

Bianca respondeu quase imediatamente. Henrique Barreto estudara no mesmo colégio, dois anos acima dela. Voltaria ao Brasil naquela semana, depois de um período de trabalho no exterior.

Lara repetiu o nome em voz baixa.

Rafael, sentado perto, ergueu os olhos.

"Quem?"

"O irmão da Bianca. Acho que lembro dele."

"Lembra como?"

Ela olhou para o homem, achando graça da precisão da pergunta.

"Do colégio. Você quer um relatório?"

"Só uma resposta."

Leo, deitado junto às pernas da mãe, abriu um olho. Theo preferiu continuar olhando a tela do próprio telefone.

Lara respondeu a Bianca que marcariam quando estivesse melhor. Depois guardou o aparelho e se acomodou no sofá.

Rafael não insistiu. Mas não pareceu esquecer o nome.

No domingo, a febre havia cedido, e ela conseguiu voltar ao apartamento com os filhos. Precisava de mais descanso, porém já não sentia a fraqueza da madrugada.

Rafael os acompanhou e deixou uma refeição pronta antes de sair.

Leo perguntou por que não ficava também.

"Porque sua mãe precisa descansar sem três pessoas pedindo coisas."

Lara sorriu.

"Você está aprendendo."

Na segunda-feira, Diego pediu para conversar. Não apareceu no ateliê sem aviso, não mandou flores e não tentou transformar o pedido num encontro.

Lara aceitou recebê-lo por alguns minutos em casa, com Rafael presente.

Os meninos estavam na sala quando ele chegou.

Leo examinou o rosto do visitante.

"Você é o Diego?"

"Sou."

Theo se aproximou da mãe.

Diego reconheceu imediatamente as duas versões pequenas de Rafael. Vê-los de perto tornou sua conclusão anterior ainda mais absurda.

Lara lhe ofereceu uma cadeira.

"Pode falar."

Ele sentou sem o sorriso preparado que usara na reunião.

Não tentou elogiá-la, não olhou para a roupa e não perguntou se poderiam conversar depois sozinhos. Lara percebeu cada ausência, reconhecendo um esforço mais convincente que o buquê recusado.

"Eu agi de um jeito muito errado. Acreditei numa história que não conhecia e tentei provocar uma resposta sua para mostrar ao Rafael."

Lara ficou imóvel.

"Então os convites não eram nem convites."

"Eram uma tentativa de testar você."

"Com uma parceria da empresa no meio."

Diego assentiu, envergonhado.

Rafael permaneceu quieto ao lado dela. Não pretendia aceitar a desculpa em seu lugar.

"Eu não queria prejudicar seu trabalho", continuou Diego. "Mas prejudiquei seus dias, insisti depois que você recusou e acabei causando a situação com Bianca. Não tenho uma explicação que melhore isso."

Lara levou alguns segundos antes de responder.

"O projeto pode continuar se a equipe da empresa decidir que faz sentido. Não significa que você terá liberdade para entrar na minha sala ou insistir em sair comigo."

"Entendi."

"E o que fez com Bianca precisa ser conversado com ela."

Ele abaixou os olhos.

"Eu sei."

Leo olhou para o pai, depois para a mãe. Esperava uma reação mais barulhenta e parecia descobrir que algumas conversas importantes aconteciam sem ninguém vencer uma discussão.

正文1

Quando Lara foi buscar a pasta do projeto, Theo ficou diante do visitante.

"Você é amigo do nosso pai?"

Diego assentiu.

"Há muitos anos."

O menino parecia tentar organizar aquela informação junto ao que acabara de ouvir.

"Então por que fez a mamãe ficar triste?"

Diego olhou para Rafael, que não respondeu por ele.

"Porque eu me precipitei. Achei que sabia uma coisa que não sabia."

Leo se aproximou do irmão.

"Mamãe falou para a gente perguntar antes."

"Eu deveria ter perguntado também."

Theo assentiu, sério. Não era uma absolvição, mas Diego sentiu um alívio pequeno por ter conseguido responder sem inventar outra defesa.

Lara voltou com os documentos e encontrou os três quietos.

"O que foi?"

"Eu estava ouvindo", disse Diego.

O comentário fez Rafael baixar os olhos para esconder um sorriso. Era uma habilidade que o amigo precisava experimentar mais vezes.

Diego se levantou pouco depois.

"Obrigado por me ouvir, cunhada."

Lara ergueu o rosto.

"Cunhada?"

O homem olhou para Rafael e perdeu outra vez parte da segurança.

"Eu... é um jeito de falar."

Rafael finalmente sorriu.

"Um jeito melhor do que o anterior."

Lara lançou um olhar para ele. Os meninos começaram a rir, sem ter certeza de tudo que estava sendo discutido, mas certos de que o pai parecera satisfeito.

Ao acompanhar o amigo até a porta, Rafael não fez novas ameaças. Disse apenas que a próxima conversa com Lara seria no horário e pelo motivo que ela aceitasse.

Quando voltou, encontrou a mulher olhando para ele com uma expressão difícil de ler.

"Gostou do apelido?"

Lara estava encostada à mesa, ainda com a pasta na mão. Tinha se surpreendido ao perceber que podia estabelecer as condições da próxima conversa e ser ouvida até o fim.

Rafael não lhe perguntara se aceitara a desculpa rápido demais ou se fora dura demais. Esperara ao seu lado.

Ela pousou a pasta e o olhou com um carinho novo, nascido daquela discrição.

"Não achei ruim."

"Claro que não."

Ele se aproximou.

"Você pode reclamar dele sem tirar a parte boa para mim."

Lara tentou continuar séria. Não conseguiu completamente.

Na quarta-feira, acompanhou Bianca para receber Henrique no aeroporto. Já estava recuperada e queria sair um pouco antes de voltar às entregas do ateliê.

O homem apareceu com uma mala pequena, camisa clara e óculos de armação fina. Bianca correu para abraçá-lo.

"Finalmente."

Ele segurou a irmã, sorrindo, e olhou depois para Lara.

A expressão mudou de reconhecimento para uma alegria contida.

"Seiscentos e sessenta e seis."

Lara ficou olhando para ele.

"Você ainda lembra disso?"

Henrique estendeu a mão.

"Não foi fácil esquecer."

Bianca se afastou um pouco, interessada.

"O que vocês estão falando?"

Lara soltou um suspiro, mas já sorria.

Aos dezesseis anos, fora mandada por um professor para entregar uma pilha de exercícios a Henrique, aluno conhecido pela facilidade com que resolvia problemas e pela quantidade de colegas que queriam se aproximar dele.

正文2

Chegara à porta da sala com pressa, procurando apenas devolver os papéis antes da aula seguinte.

Alguém anunciou que havia uma garota querendo falar com ele. As pessoas se juntaram, esperando uma declaração que Lara não tinha preparado.

Henrique surgiu no meio da roda e disse, gentilmente, que não aceitaria a carta.

Ela lhe entregou os exercícios.

"Ótimo. Porque eu não escrevi nenhuma. O professor está esperando essas respostas."

O corredor inteiro riu. Um colega afirmou que seria a rejeição número seiscentos e sessenta e seis, se não tivessem errado a pessoa.

Lara voltara para a aula furiosa com o tempo perdido.

Henrique lembrava do sorriso que ela dera ao colocar os papéis nas suas mãos.

Agora Bianca ria segurando o braço do irmão.

"Você recusou uma carta que nem existia."

"Foi uma fase infeliz da minha leitura de situações", admitiu ele.

"Aparentemente continua famoso", disse Lara.

"Espero por outros motivos."

Saíram para almoçar. Henrique perguntou pelo trabalho dela antes de mencionar qualquer notícia antiga.

Lara explicou a volta, a coleção e os filhos.

Ele ouviu a última parte com atenção.

"Dois?"

"Dois. Eles gostam de corrigir as pessoas em conjunto."

Bianca confirmou que conhecera os dois e que não recomendava discutir com Theo sem um argumento muito bom.

Henrique riu. Depois pediu para ver alguns desenhos do portfólio.

Não tentava avaliar sua beleza nem descobrir como ela se aproximara de Rafael. Fazia perguntas sobre o trabalho, e Lara gostou de responder.

No restaurante, o telefone vibrou.

Rafael perguntava se chegara bem.

Ela escreveu que sim e contou que Henrique era o colega de uma história antiga sobre exercícios confundidos com carta de amor.

A resposta demorou mais do que o habitual.

Depois veio: Ele escreveu para você?

Lara sorriu e explicou que não houvera carta de ninguém.

Henrique percebeu a expressão.

"Alguém esperando?"

"O pai dos meninos."

Bianca sorriu sem tentar esconder.

Quando Rafael ligou, Lara atendeu e ouviu uma pergunta sobre o horário do almoço.

"Nós acabamos de chegar."

"Posso buscar depois."

"Mauro está combinado."

"Eu posso estar perto."

Ela baixou a voz.

"Rafael, você não precisa disputar com uma pilha de exercícios de onze anos atrás."

Do outro lado, houve uma pausa.

"Então ele não está mais entregando exercícios."

Lara começou a rir.

Bianca observava o rosto dela com uma alegria discreta, feliz por finalmente ter algo leve a oferecer depois da primeira visita desastrosa.

Quando desligou, Lara guardou o telefone e voltou à conversa. Henrique explicava seu trabalho com investimentos e análise de negócios, interessado na possibilidade de acompanhar novas marcas.

Ela ouviu sem transformar um primeiro almoço numa negociação.

Então uma voz conhecida interrompeu a mesa.

Bruno.

Tinha uma mulher jovem ao lado, agarrada ao seu braço. Chamava-se Luana, e tentava falar alguma coisa que ele não queria ouvir.

Lara recusou a aproximação do antigo noivo. Bianca reforçou que estavam almoçando. Henrique permaneceu atento.

Bruno levou Luana para uma mesa próxima, irritado pela falta de espaço para a conversa que pretendia impor.

Pouco depois, a mulher levou a mão à barriga e se curvou.

Bruno reclamou. Ela tentou explicar que não estava bem.

Ele a empurrou ao se levantar e saiu sem olhar para trás.

Luana tentou segui-lo, mas caiu junto à cadeira.

Lara viu a mancha na roupa antes de ouvir o primeiro pedido de ajuda.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部