localização atual: Novela Mágica Ela Foi Assinar o Divórcio… Mas o Bilionário Descobriu Que Ela Carregava Seu Filho! Capítulo 4 — O Remédio Que Ela Nunca Tomou
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"Ela Foi Assinar o Divórcio… Mas o Bilionário Descobriu Que Ela Carregava Seu Filho!" Capítulo 4 — O Remédio Que Ela Nunca Tomou

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— Alguém inventou uma doença que eu não tenho?

Marina encarava a doutora Helena Sampaio do outro lado da mesa. A médica permaneceu séria.

— Ainda estamos reunindo informações, mas já identificamos inconsistências importantes no seu prontuário.

Era a segunda consulta de Marina no Hospital São Vicente em menos de quarenta e oito horas. Dessa vez, ela fizera questão de participar de cada etapa da investigação. Não permitiria que Dante resolvesse tudo sozinho.

Seu nome havia sido usado. Seu corpo havia sido transformado em objeto de uma mentira. E ela queria respostas.

Ao lado de Helena estava o doutor Gustavo Nogueira, responsável pela área de conformidade médica do hospital. Ele abriu um relatório.

— Senhora Marina, verificamos que a consulta hormonal registrada há três meses não corresponde a nenhum atendimento confirmado pelos nossos sistemas de agendamento.

Marina franziu a testa.

— Então alguém criou uma consulta que nunca aconteceu?

— É o que os registros indicam.

— E a receita?

Gustavo respirou fundo.

— Também apresenta irregularidades.

Dante estava sentado ao lado da esposa. Não havia pronunciado uma palavra desde o início da reunião. Marina percebeu que ele mantinha as mãos fechadas sobre os joelhos.

— Quero saber exatamente o que colocaram no meu prontuário — exigiu ela.

Helena aproximou o tablet.

— Consta uma avaliação de dificuldade para engravidar, acompanhada de uma prescrição hormonal.

Marina sentiu um nó na garganta. Durante o casamento, ela e Dante haviam conversado sobre filhos. No primeiro ano, decidiram esperar. No segundo, começaram a tentar. Mas os meses passaram sem que uma gravidez acontecesse.

Marina se culpava. Perguntava-se se havia algum problema com seu corpo. Dante costumava abraçá-la e dizer que não precisavam ter pressa. Pelo menos até seis meses antes. Depois, tudo mudou.

— Esse medicamento poderia me deixar infértil? — perguntou.

Helena balançou a cabeça.

— Não podemos afirmar isso. O medicamento registrado pode interferir na ovulação em determinadas circunstâncias, mas não há evidência de que você o tenha utilizado. Seus exames atuais não demonstram que essa prescrição tenha causado qualquer problema.

Marina respirou aliviada. Mas a indignação permaneceu.

— Então por que alguém registraria isso?

Gustavo trocou um olhar com a médica.

— Essa é uma questão que precisa ser investigada.

Dante finalmente falou.

— Quero os registros de acesso ao sistema.

— Já estamos preservando as informações para a apuração formal — respondeu Gustavo.

Marina ergueu a mão.

— Antes de qualquer coisa, quero uma cópia dos meus documentos.

Dante virou-se para ela.

— Marina, eu posso...

— Não.

Ele parou. Ela o encarou.

— Você pode me ajudar. Mas não vai falar por mim.

Dante ficou em silêncio por um instante. Então assentiu.

— Tudo bem.

Marina voltou a olhar para Gustavo.

— Quero saber quem acessou meus dados, quem modificou os arquivos e quem autorizou cada alteração.

O médico confirmou que encaminharia os registros disponíveis pelos procedimentos adequados. Pela primeira vez desde a descoberta da gravidez, Marina sentiu que recuperava um pouco do controle sobre a própria vida.

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Naquela tarde, ela voltou à mansão. Dante permaneceu no escritório. Marina sabia que ele estava investigando Verônica. Bruno já lhe contara sobre as imagens recuperadas da clínica.

Mas havia algo que continuava incomodando. Por que Verônica teria interesse em seus exames médicos? Por que Ricardo aceitaria falsificar documentos? E por que tudo começara justamente quando seu casamento desmoronou?

Marina estava sentada na varanda quando recebeu uma mensagem de Camila.

“VOCÊ JÁ DESCOBRIU A VERDADE SOBRE A RECEITA?”

Marina respondeu imediatamente.

“DESCOBRI QUE É FALSA.”

A resposta veio segundos depois.

“MAS VOCÊ AINDA NÃO SABE POR QUE ELA FOI CRIADA.”

Marina sentiu o coração acelerar.

“ENTÃO ME CONTE.”

Camila demorou. Finalmente, enviou um áudio. Marina colocou os fones de ouvido. A voz feminina parecia nervosa.

— Marina, meu irmão fez coisas terríveis. Não vou defendê-lo. Mas ele não começou tudo isso sozinho.

Houve uma pausa.

— Verônica Albuquerque procurou Ricardo meses atrás. Ela queria um documento que fizesse Dante acreditar que você escondia um problema de fertilidade.

Marina fechou os olhos. Camila continuou:

— A ideia era fazer seu marido pensar que você mentia sobre sua saúde. Depois, outras informações falsas seriam usadas para destruir a confiança entre vocês.

Marina levou a mão ao peito. Então era isso. Alguém havia transformado seu desejo de ser mãe numa arma contra seu casamento.

— Mas aconteceu uma coisa que eles não esperavam — prosseguiu Camila.

Marina prendeu a respiração.

— Você engravidou.

O áudio terminou. Marina permaneceu imóvel. A gravidez não fazia parte do plano. Era o acontecimento que ameaçava desmascarar tudo.

Ela ligou para Camila. A chamada foi atendida após alguns segundos.

— Marina?

— Quero que você me diga tudo.

— Não posso falar por telefone.

— Então vamos nos encontrar.

— É perigoso.

Marina apertou o celular.

— Perigoso é continuar sem saber quem está controlando minha vida.

Camila respirou fundo.

— Meu irmão descobriu sua gravidez antes de Dante.

Marina gelou.

— Como?

— Ele teve acesso a um resultado laboratorial preliminar vinculado ao seu cadastro. Quando percebeu o que estava acontecendo, tentou apagar parte das informações falsas.

— Por quê?

— Porque entendeu que a fraude poderia ser descoberta.

Marina sentiu a raiva crescer.

— Então ele ficou com medo de ser preso?

— Sim. Mas também percebeu que as pessoas que o contrataram não aceitariam que ele desistisse.

— Verônica?

Camila hesitou.

— Ela não estava agindo sozinha.

A ligação terminou abruptamente. Marina tentou retornar. Sem resposta.

No escritório, Dante examinava os documentos que Bruno havia reunido. A gravação da clínica não deixava dúvidas de que Verônica estivera com Ricardo. Mas ainda não comprovava o conteúdo do envelope.

— Precisamos de algo que ligue a entrega dos documentos à alteração do prontuário — disse Bruno.

Dante concordou.

— E precisamos descobrir quem financiou isso.

Bruno colocou outra pasta sobre a mesa.

— Há uma empresa ligada a Marcelo Albuquerque que realizou pagamentos à clínica de Ricardo.

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Dante ergueu os olhos.

— Quanto?

— Valores distribuídos em diferentes transferências. Ainda não sabemos se estão relacionados à fraude.

Dante passou a mão pelo rosto. Marcelo Albuquerque. Pai de Verônica. Um dos investidores mais influentes do setor financeiro. Durante anos, Dante havia considerado Marcelo um parceiro comercial confiável. Agora, começava a suspeitar de que aquele homem também estava envolvido.

— Continue investigando — ordenou.

Bruno assentiu.

Quando ficou sozinho, Dante abriu uma gaveta. Dentro dela havia uma fotografia antiga. Ele e Marina no dia do casamento. Ela usava um vestido branco simples, com renda delicada. Sorria como se fosse a mulher mais feliz do mundo.

Dante lembrava perfeitamente daquele dia. Lembrava de ter prometido que nunca permitiria que ninguém a machucasse. E agora percebia que talvez tivesse sido ele quem mais a ferira.

A porta se abriu. Marina entrou. Dante rapidamente guardou a fotografia.

— Precisamos conversar — disse ela.

Ele se levantou.

— Sobre o quê?

Marina colocou o celular sobre a mesa.

— Camila me contou por que falsificaram meus exames.

Dante ficou imóvel.

— O que ela disse?

— Que Verônica queria fazer você acreditar que eu escondia um problema de fertilidade.

Dante desviou os olhos. Marina percebeu imediatamente.

— Você já sabia?

— Marina...

— Dante, olhe para mim.

Ele ergueu o rosto.

— Você acreditou que eu tinha mentido para você?

O silêncio respondeu antes das palavras. Marina sentiu as pernas enfraquecerem.

— Meu Deus...

Dante se aproximou.

— Não foi tão simples.

Ela recuou.

— Então explique.

Ele respirou profundamente.

— Seis meses atrás, recebi documentos sobre você.

Marina ficou imóvel.

— Que documentos?

— Informações médicas. Fotografias. Relatórios.

— Fotografias de quê?

Dante hesitou.

— De você com outro homem.

Marina sentiu o sangue gelar.

— O quê?

— Eu achei que...

Ele não terminou. Marina o encarou, horrorizada.

— Você achou que eu estava traindo você?

Dante abaixou a cabeça. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela.

— Você acreditou nisso?

— Eu não sabia em quem confiar.

Marina soltou uma risada desesperada.

— Em mim, Dante! Você deveria ter confiado em mim!

Ele tentou se aproximar.

— Eu cometi um erro.

— Um erro?

A voz dela se elevou.

— Você destruiu seis meses da minha vida! Me deixou sozinha! Fez eu acreditar que não era boa o suficiente para você!

Dante permaneceu imóvel. Marina levou a mão ao ventre.

— E tudo porque preferiu acreditar em documentos falsos em vez de perguntar à própria esposa?

Ele fechou os olhos.

— Me perdoa.

Marina balançou a cabeça.

— Não.

A palavra pareceu feri-lo.

— Marina...

— Não vou perdoar só porque estou grávida.

Ela saiu do escritório. Dante não a seguiu. Sabia que nenhuma desculpa seria suficiente naquele momento.

Mais tarde, quando a mansão mergulhou no silêncio, Marina voltou ao corredor do escritório. A porta estava entreaberta. Dante havia saído para atender uma ligação.

Sobre a mesa havia uma pasta preta. Marina reconheceu seu próprio nome escrito na capa. Aproximou-se lentamente. Abriu o documento.

Na primeira página estava escrito:

RELATÓRIO CONFIDENCIAL — MARINA OLIVEIRA MONTENEGRO.

Data: seis meses antes.

Ela virou a página. Encontrou fotografias suas entrando num café com um homem desconhecido. Depois, uma suposta reserva de hotel. E uma cópia de um relatório médico.

Marina sentiu o coração bater violentamente. Aquelas informações haviam sido organizadas para convencer Dante de que ela era uma mentirosa.

Mas havia algo ainda mais perturbador.

Na última página, uma anotação manuscrita dizia:

“ENTREGA CONFIRMADA. O CLIENTE ACREDITOU.”

Marina levou a mão à boca. O cliente. Seu marido.

Alguém não havia apenas fabricado provas. Alguém havia acompanhado, passo a passo, a destruição de seu casamento.

E Marina finalmente compreendeu que a verdadeira traição talvez estivesse muito mais perto de Dante do que qualquer um imaginava.

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