localização atual: Novela Mágica Ela Foi Assinar o Divórcio… Mas o Bilionário Descobriu Que Ela Carregava Seu Filho! Capítulo 3 — A Sogra Que Não Queria Aquele Bebê
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"Ela Foi Assinar o Divórcio… Mas o Bilionário Descobriu Que Ela Carregava Seu Filho!" Capítulo 3 — A Sogra Que Não Queria Aquele Bebê

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— Esse filho é mesmo do Dante?

A pergunta atravessou a sala de jantar como uma bofetada. Marina ficou imóvel.

A enorme mesa de madeira estava preparada para o café da manhã. Arranjos de flores brancas decoravam o ambiente. O sol entrava pelas janelas da mansão Montenegro. Mas nada naquele cenário elegante conseguia suavizar a crueldade das palavras de Beatriz Montenegro.

Aos sessenta e dois anos, Beatriz era uma das mulheres mais influentes da alta sociedade paulistana. Sempre impecavelmente vestida. Sempre perfeitamente penteada. E sempre convencida de que Marina Oliveira jamais deveria ter se casado com seu filho.

— Como é que é? — Marina perguntou.

Beatriz pousou a xícara.

— Não faça essa cara. Estou apenas fazendo uma pergunta razoável.

Marina sentiu o rosto queimar.

— A senhora está questionando a paternidade do meu filho?

— Dante passou meses afastado de você.

Marina apertou as mãos.

— Isso não lhe dá o direito de me humilhar.

Beatriz ergueu uma sobrancelha.

— Minha querida, estamos falando do herdeiro de uma fortuna bilionária. É natural que existam dúvidas.

Uma das empregadas abaixou a cabeça. O mordomo fingiu organizar os talheres. Todos haviam ouvido.

Marina sentiu os olhos arderem. Mas não choraria diante daquela mulher.

— Meu filho não precisa provar nada para merecer respeito.

Beatriz soltou uma risada discreta.

— Você sempre foi muito sensível.

— E a senhora sempre foi muito cruel.

O silêncio se tornou absoluto. Beatriz endireitou as costas.

— Cuidado com a maneira como fala comigo dentro da minha casa.

Marina respirou fundo.

— Esta também foi minha casa durante três anos.

— Foi — respondeu Beatriz, enfatizando a palavra.

Antes que Marina pudesse reagir, uma voz feminina surgiu à entrada.

— Bom dia!

Verônica Albuquerque entrou sorrindo. Vestia um conjunto branco de grife e carregava uma bolsa caríssima. Aproximou-se de Beatriz e beijou seu rosto.

— Dona Beatriz, trouxe aqueles documentos da fundação.

Então fingiu surpresa ao ver Marina.

— Ah! Não sabia que você ainda estava aqui.

Marina não respondeu. Verônica observou discretamente sua barriga.

— Soube da gravidez. Que notícia... inesperada.

Beatriz suspirou.

— Estamos justamente conversando sobre isso.

Verônica inclinou a cabeça.

— Imagino que Dante esteja preocupado.

— Preocupado com o quê? — Marina perguntou.

A outra sorriu.

— Com toda essa situação. O divórcio, a gravidez, as datas...

Marina sentiu a provocação.

— Diga logo o que está querendo insinuar.

Verônica abriu os olhos, fingindo inocência.

— Nada, querida. Só acho que um exame de DNA poderia evitar mal-entendidos.

Marina se levantou. A cadeira arrastou pelo piso de mármore.

— Você não tem vergonha?

Verônica recuou teatralmente.

— Marina, não precisa ficar agressiva.

— Você entra na minha casa, fala do meu filho e ainda quer que eu fique calada?

Beatriz bateu a mão na mesa.

— Chega!

Marina virou-se para a sogra.

— A senhora vai permitir que essa mulher me humilhe?

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— Verônica está apenas sendo prática.

Marina olhou de uma para a outra. Naquele instante, compreendeu que nunca seria aceita por aquelas pessoas. Não importava quanto amasse Dante. Não importava quanto tivesse tentado agradar à família.

Para elas, sempre seria a filha de Rosa Oliveira, a mulher que administrava um pequeno restaurante na Vila Madalena. A moça sem sobrenome importante. Sem fortuna. Sem conexões sociais.

Marina tirou lentamente a aliança. Colocou-a sobre a mesa. O pequeno som do metal contra a madeira pareceu ensurdecedor.

— Eu não preciso do dinheiro de vocês.

Beatriz olhou para a aliança. Verônica parou de sorrir.

Marina continuou:

— E meu filho não vai crescer sendo humilhado por pessoas que acham que dinheiro compra caráter.

Ela pegou a bolsa.

— Estou indo embora.

— Ótimo — respondeu Beatriz. — Talvez seja melhor assim.

Marina deu dois passos. Então uma voz masculina ecoou na entrada.

— Ninguém vai expulsar minha esposa desta casa.

Todos se viraram. Dante estava parado à porta. Vestia uma camisa preta com as mangas dobradas. Seu rosto estava fechado.

Marina sentiu o coração disparar.

— Dante... — começou Beatriz.

— Eu ouvi tudo.

A mãe empalideceu. Verônica tentou sorrir.

— Dante, houve apenas um pequeno mal-entendido.

Ele olhou diretamente para ela.

— Você sugeriu que minha esposa fizesse um exame de DNA?

Verônica engoliu em seco.

— Eu só estava pensando no bem de todos.

— Não pedi sua opinião.

A frase foi tão fria que Verônica ficou muda.

Dante se aproximou da mesa. Pegou a aliança de Marina. Depois olhou para a mãe.

— A senhora perguntou se o filho é meu?

Beatriz ergueu o queixo.

— Tenho o direito de proteger nossa família.

— Não humilhando a mulher que carrega meu filho.

— Dante, você não sabe tudo sobre ela!

Ele ficou imóvel.

— O que quer dizer com isso?

Beatriz hesitou. Verônica rapidamente interveio.

— Sua mãe está preocupada. Só isso.

Dante não desviou os olhos da mãe.

— Se alguém nesta casa voltar a humilhar minha esposa, vai ter que responder a mim.

Beatriz ficou vermelha.

— Você está me ameaçando?

— Estou estabelecendo um limite.

Ele virou-se para Verônica.

— E você pode ir embora.

O sorriso dela desapareceu.

— Dante...

— Agora.

Verônica pegou a bolsa com força. Passou por Marina sem olhar para ela. Mas, ao alcançar a porta, lançou um olhar carregado de ódio.

Marina percebeu. E compreendeu que aquela mulher não desistiria facilmente.

Dante se aproximou da esposa. Estendeu a aliança. Marina olhou para o anel. Mas não o pegou.

— Não é tão simples — murmurou.

Dante abaixou a mão.

— Eu sei.

Ela respirou profundamente.

— Você me protegeu hoje.

Ele permaneceu em silêncio.

— Mas onde estava quando eu chorei sozinha durante seis meses?

Dante fechou os olhos. Marina continuou:

— Onde estava quando eu esperava você para jantar? Quando perguntava o que tinha feito de errado? Quando implorava para conversarmos?

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A voz dela falhou.

— Onde estava, Dante?

Ele não conseguiu responder. Marina limpou uma lágrima.

— Não quero continuar vivendo assim.

Dante assentiu lentamente.

— Eu entendo.

— Não. Você não entende.

Ela passou por ele. Dessa vez, Dante não tentou impedi-la.

Horas depois, Marina estava no quarto, conversando com a mãe pelo telefone. Rosa Oliveira ouviu tudo em silêncio. Depois disse:

— Minha filha, você não precisa suportar humilhação para provar que ama alguém.

Marina começou a chorar.

— Mãe, eu estou tão cansada.

— Então venha para casa.

— Tenho medo de colocar você em perigo.

Rosa ficou séria.

— Perigo?

Marina contou sobre as mensagens misteriosas e os documentos falsificados. A mãe permaneceu calada por alguns segundos.

— Marina, isso não é normal.

— Eu sei.

— Prometa que vai tomar cuidado.

— Prometo.

Enquanto isso, no escritório da mansão, Dante analisava documentos ao lado de Bruno Almeida.

— Encontramos alguma coisa? — perguntou.

Bruno colocou um notebook sobre a mesa.

— A equipe conseguiu recuperar parte dos registros de acesso ao consultório de Ricardo Ferraz.

Dante se inclinou.

— Continue.

— Algumas imagens haviam sido apagadas. Mas os técnicos recuperaram um trecho do sistema de segurança.

Bruno abriu o vídeo. Na tela apareceu um corredor de clínica. A data correspondia a três meses antes. Uma mulher entrou pela porta principal. Cabelos loiros. Bolsa de grife. Passos confiantes.

Dante ficou imóvel.

— Não pode ser.

Bruno ampliou a imagem. Era Verônica Albuquerque. Ela caminhou até a sala de Ricardo. O médico apareceu. Os dois conversaram brevemente. Então Verônica abriu a bolsa e retirou um envelope.

Na parte frontal havia um nome.

MARINA OLIVEIRA MONTENEGRO.

Ricardo recebeu o envelope. Olhou para os lados. E fechou a porta.

Dante sentiu uma onda de fúria.

— Quero saber tudo o que aconteceu naquela sala.

Bruno assentiu.

— Já estamos trabalhando nisso.

Dante continuou olhando para a tela. A mulher que sua mãe defendia. A mulher que acabara de questionar a paternidade de seu filho. A mesma mulher que aparecia entregando documentos médicos falsificados ao médico desaparecido.

Ele fechou o notebook lentamente.

— Verônica...

Sua voz saiu baixa. Perigosa.

— O que você fez com a minha esposa?

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