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"Ela Foi Assinar o Divórcio… Mas o Bilionário Descobriu Que Ela Carregava Seu Filho!" Capítulo 2 — A Mulher Que Sabia da Gravidez

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Dante Montenegro havia enfrentado ameaças, traições empresariais e negociações capazes de destruir fortunas inteiras. Mas nada o preparara para aquela fotografia.

Uma mulher desconhecida. Uma mensagem ameaçadora. E uma referência ao filho que ele acabara de descobrir que teria.

Marina observava cada movimento do marido.

— Você conhece essa mulher?

Dante demorou um segundo a mais do que deveria para responder.

— Não.

— Olhe para mim.

Ele ergueu os olhos.

— Marina...

— Você conhece ou não?

— Nunca a vi.

Ela apertou o celular contra o peito.

— Então por que ficou desse jeito?

Dante respirou profundamente.

— Porque alguém sabe da sua gravidez antes mesmo de termos saído do hospital.

Marina ficou em silêncio. Era verdade. A informação ainda não havia sido compartilhada com ninguém. Nem com sua mãe. Nem com a família Montenegro. Apenas três pessoas naquela sala sabiam do resultado. E, de alguma maneira, uma desconhecida também sabia.

A doutora Helena pediu para ver as mensagens. Após examiná-las, recomendou que fossem preservadas e que Marina não respondesse antes de avaliar a situação.

Dante imediatamente ligou para Bruno.

— Quero uma equipe no prédio da Vila Mariana. Verifiquem as câmeras e tentem identificar a mulher da fotografia.

Marina cruzou os braços.

— Você não vai decidir tudo sozinho.

Ele se virou.

— Não estou tentando controlar você.

— É exatamente o que parece.

— Alguém está ameaçando nossa família.

Marina soltou uma risada amarga.

— Nossa família?

Dante permaneceu imóvel. Ela se aproximou.

— Você passou seis meses fingindo que eu não existia. Hoje me levou a um escritório para acabar com nosso casamento. E agora fala como se fôssemos uma família feliz?

— Não foi isso que eu quis dizer.

— Então explique.

Dante abriu a boca. Mas nenhuma palavra saiu.

Marina balançou a cabeça.

— É sempre assim. Quando chega a hora de conversar, você se cala.

Ela pegou a bolsa.

— Vou embora.

Dante segurou delicadamente seu braço.

— Você não pode sair sozinha.

Marina olhou para a mão dele. Dante a soltou imediatamente.

— Por favor — acrescentou.

A palavra surpreendeu os dois. Dante Montenegro raramente dizia por favor.

Marina sentiu uma pontada no peito. Mas não cedeu.

— Vou para a casa da minha mãe.

— O prédio dela não tem segurança suficiente.

— Minha mãe vive lá há vinte anos.

— Marina, a situação mudou.

— O que mudou, Dante? O fato de eu estar grávida? Ou o fato de alguém finalmente ter conseguido assustar você?

Ele passou a mão pelos cabelos.

— Não vou colocar você em risco.

— Você não quis ser meu marido durante seis meses! Agora quer mandar até no lugar onde eu durmo?

A frase saiu mais alta do que Marina pretendia. Dante ficou em silêncio. Então respondeu, quase num sussurro:

— Eu nunca deixei de querer você.

Marina sentiu o chão desaparecer sob os pés. Por um instante, desejou acreditar. Desejou que aquelas palavras apagassem todas as noites em que ele dormira no quarto de hóspedes. Todas as refeições feitas sozinha. Todas as tentativas frustradas de descobrir por que seu marido havia se tornado um estranho.

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Mas a dor era antiga demais.

— Querer alguém não é a mesma coisa que amar — respondeu.

Dante desviou o olhar.

Naquela tarde, ele conseguiu convencê-la a voltar temporariamente à mansão do Jardim Europa. Não porque ela tivesse perdoado alguma coisa. Mas porque a investigação sobre a mulher misteriosa ainda estava começando.

Marina exigiu um quarto separado. Dante concordou. Também exigiu acesso aos documentos médicos. Ele concordou novamente.

Quando chegaram à mansão, o enorme portão de ferro se abriu diante da SUV. A residência parecia saída de uma revista de arquitetura. Jardins impecáveis. Fontes iluminadas. Escadarias de mármore. Mas, para Marina, aquele lugar havia deixado de representar felicidade havia muito tempo.

No quarto que escolhera, encontrou uma bandeja com chá e biscoitos. Sobre a mesa havia um pequeno cartão.

“Se precisar de qualquer coisa, estou aqui. Dante.”

Marina leu duas vezes. Depois colocou o cartão dentro de uma gaveta. Não estava pronta para receber carinho de quem a fizera sentir tão sozinha.

Do outro lado da cidade, Verônica Albuquerque recebeu uma ligação. Estava em seu apartamento luxuoso no Jardim América, diante de um espelho.

— Fale, papai.

A voz de Marcelo Albuquerque soou irritada.

— Temos um problema.

Verônica continuou ajustando os brincos.

— Que tipo de problema?

— Marina está grávida.

A mão dela parou.

— O quê?

— Nove semanas.

Verônica virou-se lentamente.

— Isso é impossível.

— Pelo visto, não.

Ela jogou os brincos sobre a penteadeira.

— Você me garantiu que Dante pediria o divórcio!

— Ele pediu.

— Então por que ela ainda está naquela casa?

Marcelo soltou um suspiro.

— Porque ela passou mal antes de assinar.

Verônica fechou os olhos. Durante meses, trabalhara para destruir aquele casamento. Criara situações. Plantara dúvidas. Aproximara-se de Beatriz Montenegro. Fizera Dante acreditar que Marina escondia segredos. E agora uma gravidez ameaçava colocar tudo a perder.

— Ricardo sabe? — perguntou ela.

Houve uma pausa.

— Ricardo desapareceu.

Verônica empalideceu.

— Como assim, desapareceu?

— Esvaziou o consultório.

Ela apertou o telefone.

— Aquele idiota não pode abrir a boca.

— Então espero que você não tenha deixado nada que possa nos comprometer.

Verônica desligou sem responder. Pela primeira vez, sentiu medo.

Na mansão Montenegro, Marina tentava descansar. Mas o celular não parava de ocupar seus pensamentos.

Às oito da noite, uma nova mensagem chegou. O mesmo número desconhecido.

“PRECISO FALAR COM VOCÊ. SEM DANTE.”

Marina se sentou na cama. Digitou uma resposta.

“QUEM É VOCÊ?”

A resposta veio quase imediatamente.

“CAMILA FERRAZ.”

Marina franziu a testa. Ferraz. O mesmo sobrenome do médico desaparecido.

“VOCÊ É PARENTE DO RICARDO?”

“IRMÃ.”

Marina sentiu o coração acelerar.

“ONDE ESTÁ ELE?”

Demorou quase um minuto para a resposta chegar.

“ESCONDIDO. E COM MEDO.”

Marina olhou para a porta. Dante estava no andar inferior, reunido com Bruno. Ela voltou a digitar.

“MEDO DE QUEM?”

A resposta fez seu estômago se contrair.

“DAS PESSOAS QUE PAGARAM PARA ELE ALTERAR SEUS EXAMES.”

Marina levou a mão à boca. Não era um erro administrativo. Não era uma confusão de prontuários. Alguém havia pago para falsificar informações sobre seu corpo.

“POR QUÊ?”

Camila respondeu:

“PARA DESTRUIR SEU CASAMENTO.”

Marina sentiu lágrimas se acumularem. Durante meses, acreditara que havia perdido o amor do marido porque não era boa o suficiente. Porque não vinha de uma família rica. Porque não conseguira dar a ele o filho que ambos desejavam.

E agora uma desconhecida afirmava que alguém havia planejado tudo.

Ela digitou com as mãos trêmulas.

“QUEM FEZ ISSO?”

A resposta demorou. Marina esperou. Um minuto. Dois. Três.

Finalmente, o celular vibrou.

“SEU MARIDO PODE NÃO SER O CULPADO.”

Marina prendeu a respiração. Outra mensagem apareceu.

“MAS ALGUÉM MUITO PRÓXIMO DELE É.”

Ela ouviu passos no corredor. Rapidamente bloqueou a tela.

Dante bateu à porta.

— Marina?

— O que você quer?

— Saber se está bem.

Ela hesitou.

— Estou cansada.

— Posso entrar?

Marina olhou para o celular.

— Agora não.

Dante permaneceu do outro lado.

— Tudo bem. Vou estar no escritório.

Os passos se afastaram. Marina respirou aliviada. Então uma nova notificação apareceu.

Camila enviara um arquivo. Era uma cópia digitalizada do formulário médico.

Marina abriu. A assinatura falsa estava lá. Mas havia outra informação que ela não tinha visto no hospital.

Um código de autorização interna. O documento estava vinculado à Fundação Médica Montenegro.

Marina aproximou a imagem. O nome da família do marido aparecia claramente.

Ela levou a mão ao ventre. Alguém dentro daquele círculo havia participado da falsificação. E, pela primeira vez, Marina começou a se perguntar se sua gravidez era a única razão pela qual estavam tentando impedi-la de voltar para casa.

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