localização atual: Novela Mágica A Herdeira Deu um Tapa na Garçonete Grávida… Sem Saber Que Ela Carregava o Filho do Chefe da Máfia Capítulo 2 — O Bebê Que Ele Não Sabia Que Existia
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"A Herdeira Deu um Tapa na Garçonete Grávida… Sem Saber Que Ela Carregava o Filho do Chefe da Máfia" Capítulo 2 — O Bebê Que Ele Não Sabia Que Existia

正文开头

"Sete meses?"

Dante repetiu as palavras como se o número pudesse mudar quando pronunciado outra vez.

Marina afastou a mão que ele ainda segurava. O salão voltava a murmurar, mas ela continuava sentindo os olhares nas costas.

"Não faça essa cara. Você não tem o direito."

"Marina, eu preciso conversar com você."

"Você teve sete meses para conversar."

A resposta atingiu Dante com mais força do que qualquer ameaça que recebera nos últimos anos. Sofia observava os dois, confusa, percebendo que havia uma história que desconhecia.

"Vocês se conheciam?", perguntou.

Marina abriu a boca, mas Dante respondeu primeiro.

"Sim. E aparentemente eu não sabia quase nada."

O gerente do Bellavista aproximou-se, oferecendo uma sala reservada. Marina recusou. Queria terminar o turno, receber o pagamento e ir para casa. Dante percebeu que insistir diante dos convidados seria outra forma de constrangê-la.

"Pague a noite inteira à equipe", disse ao gerente. "E registre o que aconteceu. Não apague nenhuma imagem."

"Sim, senhor Montenegro."

Marina encarou Dante.

"Não preciso que compre minha defesa."

"Não estou comprando nada. Estou exigindo que um crime não seja escondido."

Ela não encontrou resposta imediata. Uma pontada discreta atravessou a parte inferior de seu abdômen, e sua mão se contraiu sobre o tecido do uniforme.

Dante percebeu na hora.

"O que foi?"

"Nada. Só estou cansada."

"Você ficou pálida."

"Eu conheço meu corpo."

"E eu sei quando alguém está sofrendo."

Sofia tocou o braço de Marina com delicadeza.

"Por favor, deixa uma médica examinar você. Não por causa dele. Por você e pelo bebê."

Marina hesitou. Desde o início da gravidez, evitara gastos desnecessários. Seu último exame havia sido semanas antes. A dor podia ser apenas cansaço, mas não suportaria descobrir tarde demais que ignorara um sinal importante.

Aceitou ir à Clínica Materna Jardim Europa, desde que pudesse falar sozinha com a médica e que ninguém tomasse decisões por ela.

Dante concordou sem discutir.

No carro, Bruno Almeida dirigia em silêncio. Sofia acompanhava Marina no banco traseiro, enquanto Dante seguia em outro veículo. Ele escolhera dar espaço, embora cada minuto parecesse interminável.

A doutora Helena Batista examinou Marina, verificou os batimentos fetais e avaliou a dor. Não encontrou sinais de emergência naquele momento, mas recomendou descanso, hidratação e acompanhamento, além de orientá-la sobre sintomas que exigiriam retorno imediato.

Marina soltou o ar que vinha prendendo desde o salão.

"Meu filho está bem?"

"Neste momento, sim. Mas você precisa cuidar de si mesma também", respondeu a médica.

Quando saiu do consultório, encontrou Dante em pé no corredor, olhando para a porta como se pudesse obrigá-la a abrir mais rápido.

"Está tudo bem", Marina informou antes que ele perguntasse.

Os ombros dele relaxaram.

"Graças a Deus."

Ela se surpreendeu com a sinceridade da reação. Dante não era um homem que costumava demonstrar medo.

Sofia precisou atender uma ligação e se afastou. Pela primeira vez naquela noite, os dois ficaram sozinhos.

正文1

"Por que você desapareceu?", Dante perguntou.

Marina soltou uma risada amarga.

"Eu desapareci? Foi você quem mandou dizer que não queria mais me ver."

"Eu nunca disse isso."

"Seu advogado disse. E trouxe documentos."

Dante franziu a testa.

"Que advogado?"

"Um homem chamado Eduardo Ferraz."

O nome não lhe era desconhecido. Eduardo trabalhava para Augusto Albuquerque e participara de reuniões entre os dois grupos empresariais.

"O que ele entregou a você?"

"Uma carta. Dizia que nossa noite tinha sido um erro e que você estava comprometido com outra mulher."

"Com Valentina?"

Marina desviou os olhos. A confirmação estava no silêncio.

"Eu nunca fui noivo de Valentina", Dante disse, controlando a raiva. "Nossas famílias negociavam contratos. Só isso."

"Então por que ela sabia coisas que eu só tinha contado a você?"

Dante não respondeu. Recordou a manhã em que Marina partira. Um assessor lhe mostrara mensagens supostamente enviadas por ela, exigindo dinheiro para manter o relacionamento em segredo. Naquele dia, ele sentira vergonha da própria ingenuidade.

Agora a lembrança parecia contaminada.

"Eu também recebi provas", ele disse.

"Provas de quê?"

"De que você queria dinheiro para desaparecer."

Marina deu um passo para trás.

"Você acreditou nisso?"

"Na época, achei que sim. Depois tentei encontrar você. Seus números não funcionavam. Seu endereço tinha mudado."

"Meu telefone foi roubado naquela semana. Eu contei tudo ao advogado que você mandou."

"Eu não mandei advogado nenhum."

Marina lembrou-se das manhãs em que acordava esperando uma mensagem que nunca chegava. Cada toque do telefone a fazia correr até a mesa, mesmo quando estava enjoada ou exausta. Depois, aprendera a não esperar. Era mais fácil suportar a solidão do que sentir esperança e perdê-la todos os dias. Agora Dante estava ali, a poucos passos, dizendo que também havia sido enganado. Parte dela queria abraçá-lo. Outra parte exigia respostas antes de permitir qualquer aproximação.

O silêncio entre eles mudou de natureza. Já não era apenas ressentimento; havia uma terceira presença invisível, alguém que conhecia seus medos e usara cada um contra o outro.

Marina sentou-se numa cadeira do corredor. A lembrança daquela manhã voltou com detalhes cruéis: o envelope, a assinatura impressa, a frase sobre não confundir desejo com compromisso. Ela chorara no ônibus, com a cabeça encostada na janela, sem saber que já carregava um filho.

Dante se agachou diante dela, mas manteve distância.

"Quando soube da gravidez?"

"Algumas semanas depois."

"Você tentou me contar?"

"Mais de uma vez. Liguei, mandei mensagem, fui ao escritório. Disseram que eu estava proibida de entrar."

Ele fechou a mão com força.

"Quem disse?"

"Um segurança. Não lembro o nome."

Dante pensou nos funcionários afastados durante uma reorganização da empresa. Pensou também no dinheiro que poderia comprar lealdades, destruir registros e silenciar testemunhas.

"Eu vou descobrir."

Marina ergueu o rosto.

"Não quero uma guerra por minha causa."

"Não é uma guerra por sua causa. Alguém mentiu para nós dois."

"E se eu não quiser fazer parte da sua investigação?"

"Você não será obrigada."

Ela procurou alguma contradição no rosto dele. Encontrou cansaço, culpa e uma intensidade que a fez lembrar do homem que a beijara sob a chuva.

"O bebê é meu?", Dante perguntou enfim.

Marina levou a mão à barriga. Durante meses ensaiara aquela conversa, ora imaginando que ele a rejeitaria, ora temendo que tentasse tomar todas as decisões.

"Eu não vou responder isso aqui. Não hoje."

Dante assentiu. A recusa doeu, mas ele sabia que não tinha conquistado o direito de exigir confiança.

Bruno apareceu no fim do corredor com um tablet.

"Chefe, encontramos uma cópia do comprovante que chegou ao seu escritório."

Dante abriu o arquivo. Havia uma transferência de dois milhões de reais para uma conta atribuída a Marina Oliveira, registrada na semana em que ela sumira.

Ele mostrou a tela sem encostá-la nela.

"Disseram que você recebeu dois milhões para desaparecer."

Marina leu o documento. O sangue lhe subiu ao rosto.

"Isso é mentira."

"Eu quero acreditar em você."

Ela se levantou de repente e bateu a mão na borda do tablet.

"Acreditar? Dante, eu vendi meu celular antigo para pagar uma consulta da minha mãe! Eu contei moedas para comprar fraldas!"

As lágrimas vieram, mas sua voz permaneceu firme.

"Eu nunca recebi um centavo!"

Dante olhou novamente para o comprovante. Pela primeira vez, não viu uma prova contra Marina.

Viu a assinatura cuidadosamente construída de alguém que queria destruí-los.

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