标题上

"Na Gaiola do Bilionário: O Irmão do Meu Padrasto Não Me Deixa Ir" Capítulo 60

正文开头

A cabeça dele no colo dela

"O que está sentindo?"

Helena se aproximou mais, olhando para o rosto de Augusto. Ele tinha uma mão apoiada junto à testa e parecia escolher as palavras com menos facilidade que de costume.

"A viagem de barco não me fez bem. A cabeça está pesada."

Ela olhou para a porta da cabine.

"Podemos voltar."

"Não precisa correr."

"Eu não disse correr. Disse voltar."

Augusto abriu os olhos e a observou. Helena já procurava o telefone, tentando lembrar se tinha o contato do hotel ou se deveria perguntar à tripulação.

Ele segurou sua mão antes que se levantasse.

"Vou avisar como estou. Senta um pouco."

Ela permaneceu de pé.

"Você tem certeza de que é só o barco?"

"É parecido com o que já senti em outras viagens."

A resposta diminuiu parte da urgência, mas não toda. Helena conhecia pessoas que diziam estar bem até precisar de ajuda. Seu padrasto era uma delas, e a lembrança a deixou mais atenta.

Chamou um tripulante que passava pela porta. Augusto explicou o desconforto e concordou que poderiam encurtar o passeio. O homem disse que avisaria ao responsável e verificaria se precisavam de mais alguma coisa.

Só então Helena sentou ao lado dele.

"Você devia ter falado antes."

"Você parecia ocupada."

"Estava tentando pescar, não numa cirurgia. Podia interromper."

Ele sorriu, e ela percebeu que a expressão voltava devagar, menos pronta que a que usava nos restaurantes.

O silêncio durou alguns segundos.

Helena olhou pela janela, tentando não prestar atenção demais na mão que ele ainda segurava. Não tinha ido à cabine para compensar o que dissera. Não achava que estivesse errada por desejar outra saída.

Mas não conseguia deixá-lo sozinho se estava doente.

Augusto soltou sua mão para mudar de posição. Antes que percebesse a intenção, a cabeça dele já estava sobre suas pernas.

"Augusto."

"Só um pouco."

Ela olhou para baixo, incrédula.

"Tem um travesseiro do seu lado."

"Este parece melhor."

"Você está escolhendo sem perguntar."

Ele ergueu os olhos.

"Posso ficar um pouco?"

Helena soltou uma respiração longa. A pergunta tardia não desfazia o gesto, mas ao menos podia responder sem ser ignorada de imediato.

"Um pouco. E fica quieto."

Augusto fechou os olhos, obedecendo à segunda parte com uma satisfação que ela preferiu não comentar.

Não sabia onde colocar as mãos.

Uma ficou apoiada no banco. A outra encontrou o cabelo dele por impulso, como se conferir se continuava atento exigisse tocar em alguma coisa.

Augusto respirou mais devagar.

"Pode fazer isso outra vez?"

"O quê?"

"Passar a mão. Está ajudando."

Helena o olhou com desconfiança.

"Se levantar daqui perfeitamente saudável, vou ficar muito zangada."

"Não prometo continuar passando mal para tranquilizar você."

Ela riu antes de conseguir impedir. A reação o fez abrir os olhos, e Helena imediatamente recolheu o sorriso, como se tivesse sido encontrada fazendo uma coisa proibida.

Augusto não falou sobre ele.

正文1

Pediu apenas que continuasse.

Ela começou a tocar sua testa devagar, sem pretender transformar aquilo num tratamento. Queria que o desconforto diminuísse e que chegassem de volta ao lugar onde saberia pedir ajuda com mais facilidade.

Ele ficou quieto.

Essa quietude fez a atenção de Helena mudar. Viu os sinais da idade perto dos olhos, o cabelo arrumado que agora seus dedos deixavam fora do lugar, o relógio que parecia pesado sobre a mão relaxada.

Era um homem, não uma capacidade infinita de resolver coisas.

"Não sabia que você passava mal em barco", comentou.

"Não é o assunto que costumo levar aos jantares."

"Podia ter levado a este passeio."

Augusto abriu um olho, como se avaliasse a força da resposta.

"Você teria escolhido outra coisa?"

"Talvez. Podia ir sozinha com a equipe. Ou pescar da praia. Não precisava fazer o que não suporta para parecer que consegue tudo."

Ele permaneceu quieto por alguns segundos.

"Não pensei que seria tão desagradável hoje."

Helena assentiu. A resposta lhe permitia continuar cuidando sem precisar decidir se o desconforto fora planejado para aproximá-la.

O movimento do barco diminuiu por um momento. Ela ouviu passos acima da cabine e perguntou se Augusto preferia que chamasse alguém outra vez.

Ele disse que não, que já tinham combinado o retorno. Helena concordou, mas deixou o telefone perto da mão, sem esconder que ainda observava como estava.

Ele agradeceu baixinho.

Não pela companhia inteira, nem pelo futuro que queria exigir. Apenas por ela ter ido verificar.

Helena aceitou aquele agradecimento sem precisar prometer que voltaria em todas as outras vezes.

Não gostou de sentir ternura naquele pensamento.

Também não conseguiu fingir que não sentira.

"Você está melhor?", perguntou depois de algum tempo.

"Um pouco."

"Só um pouco?"

"O suficiente para querer continuar aqui."

Helena parou a mão.

"Não usa uma coisa para pedir outra."

Augusto abriu os olhos e assentiu. Ela voltou a tocar sua testa porque desejava, não porque ele repetira o pedido.

O barco mudou de movimento durante o retorno. Um tripulante entrou para avisar que estavam indo a um ponto mais protegido antes de chegar ao resort. Helena agradeceu e perguntou quanto faltava.

O homem respondeu sem pressa.

Augusto acompanhou a conversa, mas não tentou substituí-la. Quando ficaram sozinhos outra vez, ela percebeu que tinha parado de procurar uma confirmação em cada rosto dele.

Agora podia apenas ficar ali.

Mais tarde, suas pernas começaram a formigar. Tentou mudar de posição sem acordá-lo, mas Augusto se mexeu e ergueu a cabeça.

"Está desconfortável?"

"Um pouco."

Ele se sentou, dando-lhe espaço para esticar as pernas. Helena agradeceu com um gesto e olhou para o cabelo dele, completamente diferente do que vira na chegada.

"Você vai precisar de um espelho."

"Você fez isso?"

"Cobrança pelo travesseiro."

Augusto sorriu.

Depois pediu que ela descansasse também. Helena hesitou, mas estava cansada da manhã, da pesca e da preocupação que não esperara sentir.

Sentou mais perto do encosto. Ele ofereceu o braço, e ela o aceitou sem deixar de pedir que permanecesse quieto.

"Não estou pensando em outra coisa", Augusto disse.

"Espero que consiga continuar assim."

Ele não tentou beijá-la nem converter a pausa num momento diferente.

Helena ficou olhando o mar por alguns minutos, sentindo o corpo descansar sem precisar se preparar para o que viria depois.

Quando percebeu que Augusto adormecera, fechou os olhos também.

Não sabia o que fazer com aquela tranquilidade.

Naquele intervalo, apenas deixou que existisse.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部