标题上

"Na Gaiola do Bilionário: O Irmão do Meu Padrasto Não Me Deixa Ir" Capítulo 48

正文开头

Só mais uma ligação

"Gosto", Lucas respondeu. "Só não quero que esteja fazendo alguma coisa porque acha que precisa."

Helena levantou os olhos.

A frase atravessou um lugar que ainda doía. Ela se aproximara por desejo e saudade, mas também por uma urgência que ele desconhecia. Queria que ficar com ela parecesse suficiente para tornar todo o resto distante.

"Quero você aqui", disse.

Lucas assentiu e a beijou outra vez.

Helena deixou a bolsa sobre a cadeira. Por alguns minutos, conseguiu prestar atenção no que era real: o cabelo dele, a mão que se afastava quando ela mudava de posição, a pergunta baixa sobre estar confortável.

Não havia uma cobrança esperando depois de cada resposta.

O telefone dele tocou.

Lucas olhou para o bolso e fez uma expressão contrariada.

"É o estúdio."

Helena segurou sua mão.

"Pode esperar um pouco?"

"Posso ver quem é."

"Só um pouco, Lucas. Você acabou de chegar."

Ele hesitou, depois silenciou a chamada e deixou o aparelho sobre a mesa. Helena sentiu o alívio chegar rápido demais e o puxou para perto, como se qualquer intervalo permitisse que o trabalho entrasse de novo.

Lucas riu quando ela esbarrou na própria cadeira. O riso contagiou os dois e, por um instante, a aproximação recuperou a leveza que ela desejava.

Então o cabelo ficou preso no zíper do casaco dele.

Helena soltou um grito curto.

"Espera. Não se mexe."

Lucas parou imediatamente, com as mãos no ar.

"Desculpa. Não vi."

Ela tentou soltar a mecha, mas qualquer movimento puxava mais. Os dois precisaram caminhar juntos até a cozinha, inclinados de um jeito tão ridículo que começaram a rir mesmo enquanto ela reclamava.

Lucas encontrou a tesoura na gaveta e perguntou antes de cortar o pequeno fio preso.

Helena autorizou, ainda fazendo uma careta.

Quando conseguiu se afastar, ficou olhando os cabelos na palma da mão.

"Você voltou para mutilar meu penteado."

"Foi um ataque do casaco. Estou tão indignado quanto você."

Ele tirou a peça e a colocou longe. Helena riu de novo, agradecida por uma coisa dar errado sem se tornar uma ameaça.

O telefone voltou a tocar.

Uma vez.

Depois outra.

Lucas olhou para a mesa, e Helena percebeu a atenção dele se dividir. O corpo continuava perto, mas uma parte já procurava uma explicação para as chamadas.

"Não atende agora", pediu.

Ele se voltou para ela.

"Se insistem assim, pode ter alguma coisa séria."

"Sempre tem alguma coisa."

"Helena..."

"Eu queria uma noite. Uma só."

Lucas acariciou sua mão, tentando encontrar uma forma de não escolher contra ninguém.

"Vou perguntar o que aconteceu. Se puder esperar, eu digo."

Ela o soltou porque não queria segurá-lo à força. Mesmo assim, o gesto lhe pareceu uma derrota antes de saber a resposta.

Lucas foi para perto da janela.

Helena ouviu apenas metade da conversa. Uma falha importante no jogo, jogadores afetados, a necessidade de rever uma parte que ele ajudara a desenvolver. Ele fez perguntas, anotou uma informação no telefone e disse que chegaria logo.

正文1

Quando voltou, já trazia o pedido de desculpa no rosto.

Mostrou uma mensagem do grupo antes de guardar o aparelho. Alguns jogadores tinham perdido o acesso ao progresso, e a equipe tentava entender o que ainda podia recuperar.

Helena olhou a tela sem ler tudo.

"Você não precisa me mostrar para provar."

"Não queria que parecesse uma escolha feita sem motivo."

Ela assentiu. O motivo existia, e ver aquilo não a deixou menos triste. Apenas tornou mais difícil explicar por que precisava tanto que ele se recusasse a sair.

Lucas perguntou se preferia que levasse a mala junto ou a buscasse depois. Helena indicou a entrada.

"Leva. Não sei se vou conseguir esperar acordada."

Era um pedido prático, mas os dois ouviram o afastamento dentro dele.

"Preciso ir."

Helena ficou olhando para ele.

"Não pode fazer daqui?"

"Estão com os equipamentos e o restante da equipe no estúdio. Vou tentar terminar rápido."

Ela cruzou os braços.

A explicação era plausível. Era justamente isso que a deixava sem um lugar para pôr a raiva. Não podia provar que alguém tinha inventado o problema. Não podia pedir que ele ignorasse pessoas dependendo do trabalho dele.

Podia apenas assistir a mais uma porta abrir enquanto tentava manter alguém dentro.

"Então vai."

Lucas pegou o casaco, mas não o vestiu imediatamente.

"Você está brava comigo."

"Estou cansada."

"Eu sei que fui embora naquela outra noite também. Não queria fazer isso outra vez."

Helena sentiu as lágrimas chegarem.

"Mas vai."

Ele não respondeu porque não havia uma frase capaz de mudar a necessidade de sair. Aproximou-se para abraçá-la, e ela recuou.

"Não faz isso agora."

Lucas parou.

A obediência a fez chorar mais, sem que soubesse explicar por quê.

Ele disse que ligaria quando terminasse. Helena abriu a porta e pediu que fosse. Quando ficou sozinha, fechou com força demais e se arrependeu do ruído que fizera no corredor.

Lucas bateu algumas vezes, falando baixo.

Ela não abriu.

Não queria que a encontrasse daquele jeito, como se uma noite interrompida fosse suficiente para transformar tudo em desespero. Ele não sabia que aquela noite carregava outros nomes e outras obrigações.

Depois de alguns minutos, ouviu os passos se afastarem.

Sentou-se junto à porta e chorou até o telefone começar a tocar.

Esperava Lucas.

Era Augusto.

Helena ficou imóvel por um instante antes de atender.

"Você precisa lembrar que uma aposta tem condições", ele disse.

Ela levantou a cabeça.

"Do que está falando?"

"Você sabe."

Helena olhou a sala, a cozinha, a janela aberta. A sensação de estar observada voltou tão forte que se levantou sem perceber.

"Como sabe o que eu estava fazendo?"

Augusto não respondeu diretamente.

"Não preciso estar dentro da sua casa para saber que Lucas chegou à cidade."

"Eu não perguntei isso."

"Tentar mantê-lo perto desse jeito não resolve o futuro dele."

O rosto de Helena ficou frio.

Não sabia quanto ele conhecia. A imprecisão da frase parecia escolhida justamente para que preenchesse sozinha as partes que faltavam.

Augusto disse que ela não precisava se diminuir para convencer um rapaz a ficar.

Helena segurou o telefone com as duas mãos.

A vergonha se transformou em raiva.

Ele conhecia suas fragilidades porque tinha ajudado a criá-las.

Não lhe daria o direito de chamá-las de defeito.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部