localização atual: Novela Mágica “Abandone Sua Esposa”, Disse a Amante do Chefe da Máfia… Até a Enfermeira Revelar a Gravidez Capítulo 5 — O Homem Que Mandou Matar Sua Própria Família
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"“Abandone Sua Esposa”, Disse a Amante do Chefe da Máfia… Até a Enfermeira Revelar a Gravidez" Capítulo 5 — O Homem Que Mandou Matar Sua Própria Família

正文开头

“Não entre naquele quarto sem autorização.”

A ordem da enfermeira Helena Batista atravessou o corredor da UTI como um estalo. A mulher de jaleco branco que acabara de surgir junto à porta de Marina parou com a mão na maçaneta.

“Vim substituir a colega do turno”, respondeu, escondendo o crachá com a palma.

Helena não reconheceu seu rosto. E conhecia todos os profissionais escalados para aquela ala.

“Qual é seu nome?”

“Patrícia.”

“Patrícia de quê?”

A desconhecida recuou um passo. Depois sorriu, sem mostrar os dentes.

“Vou confirmar na enfermagem.”

Antes que Helena pudesse insistir, a mulher desapareceu na curva do corredor. Helena chamou a segurança e registrou o episódio. Naquele hospital, ninguém entraria perto de uma paciente recém-operada sem ser identificado.

Na sala de espera, Dante Montenegro recebeu o aviso enquanto observava pelo vidro a filha prematura, Luísa, dormir dentro de uma incubadora. O aparelho marcava a respiração delicada da menina. A mãozinha, menor que dois dedos do pai, se movia de vez em quando.

“Encontraram a mulher?”, perguntou.

“Ainda não”, disse Bruno Almeida. “A segurança está verificando as câmeras. A polícia foi informada.”

Dante fechou os olhos. Desde o acidente, parecia que qualquer pessoa podia aparecer para arrancar dele o que restava de sua família.

“Não quero homens armados dentro da maternidade, Bruno. Quero os protocolos do hospital funcionando e a polícia com todas as imagens.”

Bruno assentiu. Conhecia o antigo Dante, aquele que teria cercado o prédio inteiro. O homem diante dele estava tentando aprender outra forma de proteger alguém.

Horas antes, os investigadores haviam identificado a empresa proprietária do veículo que atingira Marina: Montenegro Logística. O pedido de retirada do carro passara por uma área subordinada ao diretor financeiro Ricardo Montenegro, tio de Dante.

Não era prova de culpa. Mas bastava para destruir uma certeza antiga.

Dante se lembrava de Ricardo ensinando-o a assinar contratos depois da morte do pai. Lembrava da voz calma do tio dizendo que família era a única coisa em que se podia confiar.

Naquela manhã, Ricardo apareceu no hospital com um buquê de lírios brancos.

“Meu sobrinho.” Ele abriu os braços. “Soube da criança. Uma bênção em meio a tanta tragédia.”

Dante não aceitou o abraço.

“Por que um veículo da nossa empresa estava naquela avenida?”

Ricardo baixou lentamente as flores.

“Que veículo?”

“O que bateu em Marina.”

O silêncio durou um segundo a mais do que deveria.

“Temos centenas de veículos, Dante. Não posso responder por cada motorista.”

“Então entregue os registros.”

“Claro. Vou pedir à equipe.”

“Não precisa. Uma auditoria independente já foi contratada. Os investigadores terão acesso aos documentos.”

Ricardo apertou o papel que envolvia os lírios.

“Você pretende expor o nome do seu pai por causa de uma suspeita?”

“Pretendo descobrir quem tentou matar minha esposa.”

“Marina sempre foi impulsiva. Talvez tenha perdido o controle na chuva.”

Dante avançou um passo.

“Não fale dela como se estivesse aqui para se defender.”

正文1

Ricardo sustentou o olhar do sobrinho, mas a cor abandonou seu rosto.

“Só estou tentando ajudar.”

“Então comece dizendo a verdade.”

Ricardo deixou as flores sobre uma cadeira e foi embora sem perguntar pela menina.

Dante percebeu isso quando já era tarde: o tio mencionara a criança como uma notícia inconveniente, não como uma vida que quase se perdera.

Do outro lado da cidade, Verônica Albuquerque atravessou a sala envidraçada de seu apartamento no Jardim América. Usava óculos escuros, embora o céu estivesse nublado. Ricardo a aguardava perto do bar.

“Você foi ao hospital?”, ela perguntou.

“Fui.”

“E ele?”

“Está fazendo perguntas.”

Verônica soltou uma risada nervosa.

“Eu avisei que Marina era perigosa. Ela nunca parou de procurar aqueles documentos.”

“Baixe a voz.”

“Você prometeu que o acidente encerraria tudo.”

Ricardo colocou o copo sobre a mesa com força.

“Eu prometi que resolveria o problema. Não sabia que ela chegaria viva ao hospital, muito menos que estava grávida.”

“Agora existe uma herdeira.”

“Agora existe uma criança”, corrigiu ele, com frieza. “E qualquer movimento contra ela seria a maneira mais rápida de nos condenar.”

Verônica encarou o homem. Pela primeira vez, teve medo da facilidade com que Ricardo falava sobre a própria família.

“Você quer que eu faça o quê?”

“Encontre o que Marina guardou. Ela se encontrou com um contador antes do acidente. O nome dele é Fábio Meireles.”

“E se Dante descobrir?”

“Ele já está descobrindo. É por isso que não podemos errar outra vez.”

Verônica se aproximou da janela. Na rua, uma motocicleta permanecia parada junto ao portão do edifício. Por um instante, imaginou que fosse um policial.

“Não vou para a cadeia por sua causa, Ricardo.”

“Você recebeu dinheiro. Fabricou fotografias. Espalhou uma gravidez que nunca existiu. Não está fora disso.”

Ela virou o rosto, ofendida.

“Dante me escolheu.”

“Dante escolheu acreditar em você. Há uma diferença.”

A frase atingiu Verônica mais do que qualquer ameaça.

No hospital, dona Rosa Oliveira trouxe uma pequena sacola de roupas de bebê. As peças tinham sido lavadas e dobradas com cuidado. Uma delas, amarela, possuía um bordado torto: Luísa.

“Marina escolheu esse nome no sexto mês”, explicou Rosa. “Dizia que significava coragem.”

Dante passou os dedos pela borda do tecido.

“Ela preparou tudo sozinha?”

“Não. Eu estava com ela.” Rosa ergueu o queixo. “Você é que não estava.”

Dante aceitou a resposta sem discutir.

“Tem razão.”

Rosa o observou. Durante oito meses, desejara ouvir aquelas duas palavras. Agora que tinham chegado, não apagavam as noites em que Marina chorara escondida na cozinha.

“Ela tinha medo de dormir”, Rosa contou. “Acordava com qualquer carro parando na rua. Mas quando Luísa mexia, ela sorria. Era como se a menina lembrasse a minha filha de continuar vivendo.”

Dante segurou a roupinha contra o peito.

“Se ela acordar, não vou exigir nada.”

“Não faça promessas para mim. Faça por ela.”

No começo da noite, Bruno retornou com novas informações. Uma câmera de serviço registrara a falsa enfermeira entrando no hospital com um crachá de visitante adulterado. O rosto aparecia parcialmente. Os investigadores recolheram o material.

“Também localizaram o carro usado por ela para sair”, disse Bruno. “Foi alugado com documentos falsos.”

“Alguma ligação com Ricardo?”

“Não há prova.”

Dante respirou fundo.

“Então continuamos procurando prova.”

Ele voltou à janela da UTI. Marina permanecia sedada, com o rosto pálido sob a luz suave. Uma máquina acompanhava seus sinais vitais.

“Você tinha razão”, sussurrou. “Havia alguma coisa errada dentro da nossa casa. E eu preferi não ver.”

Na madrugada, a falsa enfermeira reapareceu em outra entrada do hospital. Desta vez, vestia um casaco cinza por cima do uniforme. Esperou a troca de plantão, aproximou-se da porta do quarto de Marina e retirou uma seringa de dentro da bolsa.

A câmera registrou sua mão tocando a maçaneta.

Do lado de dentro, os monitores continuavam apitando.

E ninguém no corredor percebeu que ela havia entrado.

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