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"No Dia do Meu Casamento, Descobri o Segredo Mais Sombrio da Minha Sogra" Capítulo 4 — Expulsa da Mansão

正文开头

"Você acabou de admitir que trocaram dois bebês?"

Mariana estava parada diante da sogra, com a fotografia de Helena apertada contra o peito.

Rafael olhou para a mãe.

"Responde, mãe."

Beatriz permaneceu imóvel por alguns segundos.

Depois soltou uma risada curta.

"Vocês dois estão completamente loucos."

"Você falou de uma menina que saiu da maternidade com o nome de Camila", insistiu Mariana.

"Eu estava falando de uma confusão antiga nos registros."

"Que confusão?"

"Um erro administrativo. Nada mais."

Rafael cruzou os braços.

"Por que nunca nos contou?"

"Porque foi resolvido antes de sua irmã sair do hospital."

Mariana se aproximou.

"Então você não vai se importar se eu pedir os documentos."

Beatriz perdeu o sorriso.

"Você não tem direito de mexer no passado da minha filha."

"Eu tenho direito de investigar o meu."

"Não enquanto estiver usando o nome da minha família."

Rafael deu um passo à frente.

"Chega, mãe."

Beatriz virou-se para ele.

"Você vai deixar essa mulher humilhar sua irmã?"

"Mariana não está humilhando ninguém."

"Ela está insinuando que Camila não é minha filha!"

Mariana respondeu com firmeza.

"Eu ainda não sei quem é filha de quem. É exatamente isso que estou tentando descobrir."

O rosto de Beatriz se contraiu.

"Então descubra longe da minha casa."

Rafael segurou a mão da esposa.

"Ninguém vai expulsar Mariana daqui."

Beatriz observou as mãos unidas.

Seu olhar tornou-se frio.

"Vamos ver."

Na manhã seguinte, Mariana acordou com o som de vozes no corredor.

Rafael já havia saído para uma reunião no escritório do grupo, na região dos Jardins.

Ela vestiu um conjunto simples e desceu para tomar café.

Encontrou Camila esperando na sala principal.

A cunhada usava um vestido bege e segurava uma bolsa de grife.

"Precisamos conversar."

Mariana parou.

"Sobre o quê?"

"Sobre você andar espalhando mentiras a meu respeito."

"Eu não espalhei nada."

"Minha mãe me contou tudo."

Mariana respirou fundo.

"Camila, você nasceu no dia 17 de agosto?"

"Sim. E daí?"

"Na Maternidade Santa Cecília, em Santos?"

Camila franziu a testa.

"Todo mundo sabe disso."

"Eu nasci lá também."

"Parabéns. Quer uma medalha?"

"Existem documentos indicando que houve uma troca de identificação naquela madrugada."

Camila ficou imóvel.

Depois começou a rir.

"Você está tentando dizer que é filha da minha mãe?"

"Estou dizendo que precisamos descobrir a verdade."

"Que conveniente."

"Como assim?"

"Você casa com meu irmão, entra nesta casa e, de repente, decide que também quer ser herdeira?"

Mariana sentiu a provocação.

"Não quero o que é seu."

"Então pare de tentar roubar minha vida."

A palavra roubar permaneceu suspensa entre as duas.

Mariana olhou para a cunhada.

"Você não tem curiosidade de saber o que aconteceu?"

Camila hesitou.

Por um instante, o medo apareceu em seus olhos.

Mas logo desapareceu.

"Minha mãe jamais faria uma coisa dessas."

Mariana respondeu baixinho:

"Foi o que eu também pensei sobre a minha."

Camila virou o rosto.

Antes de sair, apontou para Mariana.

正文1

"Se você continuar com essa história, vai se arrepender."

Mariana permaneceu sozinha.

Pouco depois, recebeu uma mensagem de Lucas.

Consegui o contato de uma funcionária que trabalhou no arquivo da antiga maternidade. Ela mora em Santos. Podemos conversar amanhã.

Mariana respondeu imediatamente.

Eu vou.

Guardou o celular e subiu para o quarto.

Precisava organizar os documentos antes que alguém tentasse tirá-los dela.

Abriu a mala onde guardara a caixa de Vera.

A manta amarela estava no fundo.

A fotografia de Helena permanecia dentro de um envelope.

Mas a cópia antiga da certidão havia desaparecido.

Mariana revirou todas as roupas.

Abriu as gavetas.

Procurou debaixo da cama.

Nada.

"Não pode ser."

Saiu do quarto e encontrou uma funcionária limpando o corredor.

"Alguém entrou no meu quarto?"

A jovem pareceu desconfortável.

"Dona Beatriz pediu que a equipe organizasse algumas coisas."

"Quem entrou?"

"Eu não sei, dona Mariana."

Mariana desceu a escadaria quase correndo.

Encontrou Beatriz na biblioteca, conversando com Eduardo Sampaio.

O advogado segurava uma pasta preta.

Mariana reconheceu imediatamente a capa de plástico transparente que usara para guardar seus documentos.

"Essa pasta é minha."

Eduardo fechou a pasta.

"Bom dia, Mariana."

"Eu disse que essa pasta é minha."

Beatriz tomou um gole de café.

"Eduardo está verificando alguns papéis para evitar problemas."

"Problemas para quem?"

"Para todos nós."

Mariana estendeu a mão.

"Me devolva."

Eduardo olhou para Beatriz.

Ela assentiu discretamente.

O advogado entregou a pasta.

Mariana abriu.

A cópia da certidão não estava lá.

"Onde está o documento?"

"Que documento?", perguntou Beatriz.

"A certidão antiga que minha mãe guardou."

Eduardo respondeu antes dela.

"Não vi nenhuma certidão."

Mariana encarou os dois.

"Vocês estão mentindo."

Beatriz colocou a xícara sobre o pires.

"Tenha cuidado com suas acusações."

"Você mandou alguém entrar no meu quarto."

"Esta é minha casa."

"Não é desculpa para mexer nas minhas coisas."

Beatriz se levantou.

"Seu problema, Mariana, é que você confunde gentileza com direito."

"Meu problema é que você acha que pode comprar o silêncio de todo mundo."

Eduardo interveio.

"Senhoras, talvez seja melhor resolvermos isso com tranquilidade."

Mariana virou-se para ele.

"Você trabalhava para a família quando Camila nasceu?"

O advogado ficou sério.

"Eu era muito jovem."

"Mas já trabalhava?"

"Prestava serviços ocasionais."

"Então sabe alguma coisa sobre os registros daquela maternidade?"

Eduardo ajeitou os óculos.

"Não tenho conhecimento de nenhuma irregularidade."

Mariana percebeu que ele evitava olhar diretamente para ela.

"Vou contratar meu próprio advogado."

Beatriz sorriu.

"Com qual dinheiro?"

Mariana sentiu a humilhação.

Mas não abaixou a cabeça.

"Com o dinheiro que eu ganho trabalhando."

Saiu da biblioteca antes que a sogra respondesse.

Naquela tarde, Rafael voltou para casa mais cedo.

Mariana contou o desaparecimento da certidão.

Ele ouviu em silêncio.

"Você precisa conversar com minha mãe sem acusá-la o tempo todo."

Mariana ficou incrédula.

"Entraram no nosso quarto!"

"Minha mãe disse que mandou organizar a suíte."

"Você está ouvindo o que está dizendo?"

正文2

"Estou tentando impedir que isso vire uma guerra."

"Já virou."

Rafael passou a mão pelos cabelos.

"Mariana, eu te amo. Mas você está deixando essa investigação consumir nosso casamento."

Ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas.

"Nosso casamento tem quatro dias, Rafael. E eu descobri que posso ter sido roubada da minha família quando era bebê."

"Eu sei."

"Não parece."

Ele se aproximou.

"Me dá alguns dias. Vou conversar com meu pai."

Mariana recuou.

"Eu não tenho mais alguns dias para esperar pela autorização da sua família."

Rafael ficou magoado.

"Você não precisa falar comigo desse jeito."

"Então para de agir como se eu fosse uma criança fazendo birra."

O silêncio entre os dois foi interrompido por uma batida na porta.

Era Célia.

"Dona Mariana, a senhora Beatriz pediu que todos fossem para a sala."

"Por quê?"

A governanta parecia nervosa.

"Ela disse que aconteceu uma coisa muito grave."

Quando Mariana entrou na sala principal, encontrou Beatriz, Camila, Eduardo e dois seguranças.

Sobre a mesa havia uma caixa de veludo verde.

Beatriz apontou para ela.

"Meu broche de esmeraldas desapareceu."

Mariana franziu a testa.

"E o que eu tenho a ver com isso?"

"É o broche que pertence à nossa família há três gerações."

"Eu sei qual é."

"Uma das funcionárias disse que viu você entrando no meu quarto."

Mariana sentiu o sangue subir ao rosto.

"Eu nunca entrei no seu quarto."

Camila cruzou os braços.

"Então não vai se importar se verificarmos suas coisas."

Rafael apareceu atrás da esposa.

"O que está acontecendo?"

Beatriz olhou para o filho com expressão sofrida.

"Alguém roubou uma joia da família."

Mariana encarou a sogra.

"Você não vai fazer isso comigo."

"Fazer o quê?"

"Me acusar de roubo porque comecei a fazer perguntas."

Beatriz virou-se para os seguranças.

"Tragam a bolsa dela."

Mariana avançou.

"Vocês não têm autorização para mexer nas minhas coisas!"

Mas um dos homens já carregava sua bolsa de couro.

Rafael tentou impedir.

"Mãe, isso é um absurdo."

"Então vamos acabar com o assunto."

Beatriz abriu a bolsa.

Retirou uma carteira, um estojo de maquiagem e um pequeno lenço.

Depois encontrou uma caixinha azul.

Mariana ficou imóvel.

"Nunca vi isso."

Beatriz abriu a caixa.

Dentro estava o broche de esmeraldas.

Camila levou a mão à boca.

"Eu não acredito!"

Mariana olhou para Rafael.

"Eu não coloquei isso aí."

Ele parecia atordoado.

"Mariana..."

"Olha para mim. Você sabe que eu não faria isso."

Beatriz ergueu o broche.

"Está aqui. Dentro da bolsa dela."

"Porque alguém colocou!"

Eduardo aproximou-se.

"É uma situação delicada. Talvez seja melhor resolvermos discretamente."

Mariana encarou o advogado.

"Você sabia."

Ele não respondeu.

Beatriz se voltou para Rafael.

"Meu filho, eu tentei aceitar essa mulher. Mas não posso permitir uma ladra dentro da minha casa."

"Eu não sou ladra!", Mariana gritou.

Sua voz ecoou pelo salão.

Célia apareceu à porta, com os olhos cheios de lágrimas.

Beatriz apontou para a entrada.

正文3

"Quero que ela vá embora."

Rafael respirou fundo.

"Mãe, não podemos decidir isso assim."

"Então decida você."

Todos olharam para ele.

Mariana sentiu o coração bater com violência.

Rafael aproximou-se.

"Mariana, talvez seja melhor você passar alguns dias na casa da Vera."

Ela ficou imóvel.

"Você está me expulsando?"

"Não. Só quero que as coisas se acalmem."

"Você acredita que eu roubei esse broche?"

"Não sei como ele foi parar na sua bolsa."

Mariana recuou.

A resposta doeu mais do que qualquer acusação.

"Você não sabe."

"Não foi isso que eu quis dizer."

"Eu sou sua esposa."

"Eu sei."

"Então por que está me mandando embora?"

Rafael ficou em silêncio.

Mariana olhou para Beatriz.

A sogra parecia satisfeita.

Naquele instante, Mariana compreendeu que não precisava esperar vinte e oito anos para reconhecer uma mentira.

Bastavam quatro dias de casamento.

Ela retirou a aliança do dedo.

Rafael ficou pálido.

"O que você está fazendo?"

Mariana colocou o anel sobre a mesa.

"Não vou implorar para permanecer numa casa onde minha palavra não vale nada."

"Mariana, por favor."

Ela se afastou.

"Quando você descobrir o que sua mãe fez, vai entender por que estou indo embora."

Subiu para o quarto, colocou algumas roupas numa mala e pegou a manta amarela.

Antes de sair, Célia apareceu discretamente no corredor.

"Dona Mariana..."

Mariana parou.

A governanta segurava um pequeno envelope.

"Eu vi quem colocou aquela caixa na sua bolsa."

Mariana ficou sem respirar.

"Quem?"

Célia olhou para a escadaria.

"Uma funcionária que recebeu ordens de dona Beatriz."

"Você pode testemunhar?"

"Posso. Mas primeiro precisa encontrar uma coisa."

Ela entregou o envelope.

Dentro havia uma cópia de uma antiga página de livro hospitalar.

Mariana examinou os nomes.

Duas meninas.

Duas mães.

O mesmo dia.

A mesma maternidade.

Célia apontou para uma anotação na margem.

"Isso foi escrito antes de alterarem os registros."

Mariana leu em voz alta:

"Recém-nascida de Helena Albuquerque transferida para o berço número dois."

Seu coração disparou.

A linha seguinte estava parcialmente apagada.

Mas ainda era possível ler:

"Recém-nascida de Beatriz Albuquerque identificada no berço número um."

Mariana ergueu os olhos.

"Isso significa..."

Célia segurou sua mão.

"Significa que alguém mudou as identificações das meninas naquela madrugada."

"Camila e eu?"

"É o que precisamos descobrir."

Mariana olhou novamente para a página.

"Por que Beatriz faria isso?"

A governanta começou a chorar.

"Porque o pai de Helena havia deixado uma herança para a primeira neta reconhecida da família. E dona Beatriz tinha muito a ganhar se aquela menina crescesse com outro nome."

Mariana sentiu o peito apertar.

"Helena era minha mãe?"

Célia hesitou.

"Eu acredito que sim. Mas precisamos provar."

"Ela morreu?"

A idosa desviou o olhar.

"Eu não vi Helena morrer."

Mariana se aproximou.

"O que aconteceu com ela?"

Célia apertou suas mãos.

"Depois do desaparecimento, dona Beatriz mandou fechar o quarto onde Helena guardava suas coisas. E continuou pagando uma pessoa em Santos durante muitos anos."

"Quem?"

"Não sei o nome. Mas sei onde procurar."

A governanta entregou um segundo papel.

Havia um endereço no bairro do Gonzaga, em Santos.

Mariana guardou os documentos.

"Por que está me contando tudo isso agora?"

Célia enxugou as lágrimas.

"Porque vi sua mãe implorar pela filha. E nunca consegui esquecer."

Mariana saiu da mansão carregando uma mala e a história de uma vida que talvez nunca tivesse sido sua.

No portão, o celular vibrou.

Era uma mensagem de um número desconhecido.

Não vá sozinha para Santos.

Beatriz já sabe que você encontrou o registro.

Mariana parou na calçada.

Uma segunda mensagem chegou imediatamente.

E existe uma coisa que você precisa saber antes de procurar Helena.

Ela pode estar viva.

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