localização atual: Novela Mágica “Domar” o Filho Mais Rebelde do Chefe da Máfia Capítulo 3 — Meu Pai Vai Demitir Você
标题上

"“Domar” o Filho Mais Rebelde do Chefe da Máfia" Capítulo 3 — Meu Pai Vai Demitir Você

正文开头

Vicente anunciou a demissão de Beatriz durante o café da manhã, diante de oito funcionários.

“Meu pai vai mandar você embora hoje.”

Beatriz continuou servindo o pão de queijo.

“Então você pode esperar sentado. Ainda não terminei meu turno.”

Teresa virou o rosto para esconder a reação. Vicente bateu a mão na mesa.

“Você não está entendendo.”

“Estou. Só não posso ser demitida por uma pessoa de seis anos.”

“Eu sou Montenegro.”

“Também tem seis anos.”

Dante entrou quando Vicente começava a ficar vermelho. Beatriz colocou uma xícara de café preto no lugar habitual dele.

“Pai, demite ela.”

Dante sentou-se.

“Bom dia para você também.”

“Ela pegou meu tablet.”

“Depois que você escondeu o telefone dela.”

“Ela está me chamando de bebê.”

“Nunca chamei.”

“Disse que tenho seis anos.”

“É um fato”, respondeu Beatriz.

Dante tomou um gole de café. Havia algo quase divertido na maneira como o filho perdia as próprias armas diante dela. Beatriz não atacava. Apenas retirava o poder exagerado de cada ameaça.

“Por que devo demiti-la?”, perguntou.

Vicente abriu a boca e parou. Esperava que a ordem fosse suficiente.

“Porque eu não gosto dela.”

“Você não gostou das outras doze.”

“Elas eram chatas.”

“Beatriz também?”

Vicente olhou para ela.

“Mais.”

“Então temos um problema”, disse Dante. “Eu ainda não decidi.”

Beatriz colocou frutas no prato do menino.

“Eu decidi”, afirmou Vicente. “Ela não dura uma semana.”

“Quer apostar?”, perguntou Beatriz.

O talher de Teresa parou no ar.

“O quê?”

“Você disse que eu não duro uma semana. Eu digo que termino os sete dias.”

“E se perder?”

“Vou embora sem discutir.”

Vicente sorriu.

“E se eu perder?”

“Durante um dia inteiro, você não usa o nome do seu pai para dar ordens a ninguém.”

O sorriso vacilou.

Dante apoiou a xícara.

“Não transforme isso em jogo.”

“Para ele já é um jogo”, disse Beatriz. “As pessoas entram, ele descobre como expulsá-las e espera a próxima.”

Vicente empurrou o prato.

“Eu não espero ninguém.”

“Então a aposta não deveria incomodar.”

“Fechado.”

Ele estendeu a mão. Beatriz apertou.

Durante o resto da manhã, Vicente tentou fazê-la desistir. Misturou meias brancas com uma caneta sem tampa, escondeu os sapatos da escola e trocou açúcar por sal no café que ela preparava.

Beatriz encontrou a caneta antes de ligar a máquina. Localizou os sapatos dentro do forno desligado. Percebeu o sal pelo peso do pote.

Não gritou nenhuma vez.

Também não fingiu que não tinha acontecido.

Vicente precisou separar as meias, limpar os sapatos e substituir o conteúdo dos potes.

“Você não fica cansada?”, perguntou ele.

“Fico.”

“Então desiste.”

“Ainda não.”

Depois do almoço, Dante chamou Beatriz ao escritório. A fotografia encontrada na lavanderia estava sobre a mesa.

“Onde conseguiu isso?”

“No corredor.”

“Por que não me entregou ontem?”

“Porque primeiro queria saber se foi Vicente quem riscou.”

“E foi?”

“Ele não quis responder.”

Dante observou a imagem. A mulher era Daniela Pires, a décima segunda babá. Permanecera apenas quatro dias e saíra dizendo que Vicente precisava ser internado numa instituição especializada.

正文1

“Ela recebeu uma indenização”, disse Dante.

“Recebi uma mensagem mandando perguntar por que ela foi embora.”

“Que mensagem?”

Beatriz mostrou a captura de tela incompleta. Dante chamou Rafael imediatamente.

O segurança examinou o aparelho.

“Alguém acessou a rede interna”, concluiu. “Vou rastrear.”

Dante encarou Beatriz.

“Até descobrirmos, você não sai sozinha.”

“Não preciso de escolta.”

“Não pedi sua opinião.”

“É exatamente assim que seu filho fala.”

Rafael desviou os olhos para disfarçar um sorriso.

Dante se levantou.

“Está comparando uma medida de segurança com uma birra?”

“Estou dizendo que ambos transformam preocupação em ordem.”

“E você transforma teimosia em coragem.”

“Talvez seja por isso que seu filho presta atenção em mim.”

Os dois ficaram frente a frente. Pela primeira vez, a tensão não veio apenas da diferença de poder. Dante estava irritado, mas também intrigado. Nenhuma mulher falava com ele daquela maneira sem tentar seduzi-lo ou enfrentá-lo por orgulho.

Beatriz simplesmente dizia o que pensava.

Do lado de fora do escritório, Vicente decidiu testar outra regra. Encontrou Joana, uma jovem auxiliar da cozinha, levando uma bandeja de copos limpos. Sem dizer nada, colocou o pé diante dela. Joana tropeçou, conseguiu segurar a bandeja, mas dois copos caíram sobre o tapete.

“Desculpe, senhor Vicente”, murmurou a funcionária, ajoelhando-se.

Beatriz saiu do escritório a tempo de vê-la recolher os cacos com as mãos desprotegidas.

“Pare, Joana. Vai se cortar.”

Vicente observava junto à parede.

“Ela derrubou”, afirmou.

“Porque você colocou o pé.”

“Você não viu.”

“Vi o suficiente.”

Beatriz buscou uma pá e entregou a Vicente. O menino recuou.

“Vidro é perigoso.”

“Por isso você vai segurar a pá, e eu vou usar a vassoura. Joana não vai limpar uma armadilha feita por você.”

“Ela é da cozinha.”

“E continua sendo uma pessoa.”

Dante apareceu à porta do escritório. Vicente esperou que o pai interrompesse. Dante, porém, entregou luvas grossas ao filho.

“Faça o que Beatriz pediu.”

Vicente segurou a pá enquanto ela varria. Sua expressão misturava raiva e surpresa. Quando terminaram, Beatriz verificou se Joana estava ferida e só então falou com ele.

“Você pode ficar bravo comigo. Não pode machucar outra pessoa para me atingir.”

“Eu não queria machucar.”

“Então da próxima vez escolha uma brincadeira que não dependa de alguém cair.”

Ela não o chamou de cruel. Não contou aos funcionários que ele era impossível. Vicente baixou os olhos para as luvas e percebeu que recebera uma consequência sem se tornar o espetáculo da casa.

Dante também percebeu. Beatriz protegia os empregados sem transformar seu filho num inimigo. Era uma autoridade que não vinha do medo, e isso o perturbava mais do que qualquer desafio direto.

Uma batida interrompeu os dois. Vicente entrou segurando uma camisa social preta.

“O botão caiu.”

“Teresa pode costurar”, disse Dante.

Vicente entregou a camisa a Beatriz.

“Ela costura melhor.”

Beatriz recebeu a peça. O pedido parecia pequeno, mas era a primeira vez que ele lhe entregava algo sem tentar transformá-lo em conflito.

“Posso fazer depois da sua leitura.”

“Agora.”

“Depois.”

Ele avaliou se começaria outra briga. Não começou.

“Tá.”

Dante acompanhou o filho sair.

“Ele nunca pede.”

“Ele acabou de ordenar.”

“Para Vicente, é quase a mesma coisa.”

Beatriz pegou a caixa de costura. No bolso da camisa encontrou um papel dobrado.

Era uma lista escrita com letras infantis:

“Dia 1: chocolate. Dia 2: celular. Dia 3: demissão.”

Abaixo, havia uma quarta linha:

“Dia 4: quarto da mamãe.”

Beatriz levou o papel até Dante.

Ao ler, ele perdeu qualquer traço de humor.

“Aquele quarto fica trancado.”

“Vicente tem a chave?”

“Ninguém tem. Está no meu cofre.”

Nesse instante, um alarme discreto soou no celular de Dante.

A porta do antigo quarto de Lívia Montenegro acabara de ser aberta.

Antes de correr para o corredor, Dante segurou o braço de Beatriz.

“Se isso for mais uma provocação, você não entra naquele quarto.”

Ela soltou o braço com calma.

“Se Vicente estiver lá dentro, não é uma provocação. É um menino sozinho no lugar onde acha que ainda pode encontrar a mãe.”

Dante pareceu atingido. Rafael abriu a porta do escritório, mas o chefe não se moveu imediatamente.

“Não use minha mulher para me ensinar a ser pai.”

“Então me prove que não preciso.”

Beatriz saiu primeiro. Dante a acompanhou com o maxilar tenso, dividido entre expulsá-la da casa e descobrir por que, em apenas três dias, o filho começara a procurá-la antes de procurar por ele.

No andar superior, ouviu-se o som de vidro quebrando.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部