localização atual: Novela Mágica A Técnica Prendeu o Chefe da Máfia no Elevador Capítulo 5 — O Nome do Pai Morto
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"A Técnica Prendeu o Chefe da Máfia no Elevador" Capítulo 5 — O Nome do Pai Morto

正文开头

Marina passou doze anos acreditando que sabia como o pai havia morrido.

Eduardo Oliveira tinha quarenta e três anos quando saiu de casa numa terça-feira chuvosa, carregando a velha maleta azul que Marina ainda guardava no fundo do armário.

Às seis e vinte da manhã, beijou Lúcia.

Bagunçou o cabelo da filha.

Disse que voltaria para o jantar.

Não voltou.

A versão oficial dizia que Eduardo sofreu uma queda durante a manutenção de um elevador comercial na região central de São Paulo.

Falha humana.

Procedimento inadequado.

Acidente de trabalho.

Caso encerrado.

Agora Marina estava sentada diante de Dante Montenegro, segurando uma ordem de serviço que dizia algo diferente.

— Quero ver o original.

Dante fechou a pasta.

— Vamos ao prédio.

— Agora.

— Foi exatamente o que eu disse.

Marina levantou.

Rafael bloqueou seu caminho.

— Marina, espera.

— O quê?

— Você está sem dormir. Acabou de passar a noite presa num elevador.

— E acabei de descobrir que alguém usa o registro profissional do meu pai morto.

— Justamente por isso.

Ele olhou para Dante.

— Você não deveria ir com ele.

Dante ergueu uma sobrancelha.

— Algum problema comigo?

— Vários.

— Rafael — Marina cortou.

Ele voltou-se para ela.

— Você não sabe onde está se metendo.

— Nem você.

A frase saiu mais dura do que ela pretendia.

Rafael recuou.

Marina pegou a maleta.

— Se descobrir alguma coisa nos arquivos da Elevatec sobre meu pai, me liga.

— Marina...

— Qualquer coisa.

Ela saiu com Dante.

No carro, os dois ficaram em silêncio.

Bruno dirigia.

Marina olhava pela janela.

Dante observou suas mãos.

Ela apertava os dedos com tanta força que os nós estavam brancos.

— Você não precisa ir.

Marina virou.

— Como?

— Posso mandar copiar os documentos.

— Eu vou.

— Não precisa provar nada.

— Não estou tentando provar nada para você.

— Eu não disse que estava.

Ela olhou novamente para a janela.

— Meu pai não cometia erros daquele tipo.

— Todo mundo comete erros.

— Ele não naquele trabalho.

Dante ficou em silêncio.

Marina continuou:

— Eu tinha dezessete anos. Já acompanhava meu pai em serviço simples. Ele me ensinou que elevador não perdoa arrogância.

Ela soltou uma risada amarga.

— Talvez seja por isso que você e elevadores não se deem bem.

Dante olhou para ela.

— Você consegue me insultar até falando do seu pai morto.

— É um talento.

Quarenta minutos depois, chegaram a um edifício antigo pertencente a uma empresa incorporada anos antes pelo Grupo Montenegro.

Bruno abriu a sala de arquivos.

Caixas ocupavam as prateleiras.

Marina encontrou o documento original depois de quase uma hora.

Leu.

Depois releu.

— Isso foi alterado.

Dante aproximou-se.

— Como sabe?

— A assinatura é dele. Mas esta anotação não.

Ela apontou para uma frase escrita à mão.

**Freio revisado. Equipamento liberado para operação.**

— Meu pai escrevia com letra inclinada para a direita. Isso aqui é quase vertical.

正文1

Dante examinou.

— Podem ter acrescentado depois.

— Acrescentaram.

Marina virou a folha.

Havia uma segunda assinatura.

**Supervisor responsável: C. Montenegro.**

Dante ficou imóvel.

Marina percebeu.

— Quem é?

Ele não respondeu imediatamente.

— Dante.

— César Montenegro.

— Quem é César?

— Meu tio.

— Pai do Caio?

Dante assentiu.

Marina fechou os olhos por um instante.

— Seu tio supervisionava o prédio onde meu pai morreu.

— Pelo documento, sim.

— E ninguém achou importante me contar isso?

— Eu tinha vinte anos quando aconteceu.

— Sua família sabia.

— Provavelmente.

— Provavelmente?

Marina bateu a folha sobre a mesa.

— Meu pai morreu!

Bruno entrou.

— Marina.

— Não.

Ela apontou para Dante.

— Não manda seu cachorro me acalmar.

Bruno endureceu.

Dante levantou a mão.

— Sai, Bruno.

— Senhor...

— Agora.

Bruno saiu.

Marina respirava rápido.

— Se sua família encobriu alguma coisa...

— Eu vou descobrir.

— Não quero promessa de Montenegro.

Dante aproximou-se.

— Então não aceite como promessa.

— Como o quê?

— Como aviso.

O olhar dele ficou gelado.

— Se alguém da minha família matou seu pai e escondeu isso, eu mesmo vou arrancar a verdade.

Marina sustentou o olhar.

Pela primeira vez, acreditou nele.

Naquela noite, voltaram ao Edifício Montenegro.

Marina queria examinar a casa de máquinas.

Dante insistiu em acompanhá-la.

— Você não entende nada disso.

— Entendo quando alguém tenta me matar.

— Argumento razoável.

Subiram pela escada técnica.

A casa de máquinas estava vazia.

Marina abriu um dos painéis.

— Olha isso.

— Estou olhando um monte de fios.

— O lacre.

Estava rompido.

Marina se aproximou.

Então as luzes apagaram.

Escuridão.

— Marina.

— Estou aqui.

Um clique veio da porta.

Dante tentou abri-la.

Trancada.

— Bruno!

Nenhuma resposta.

Marina sentiu um cheiro estranho.

Queimado.

Depois viu fumaça entrando pela ventilação inferior.

— Dante.

— Eu vi.

Ele tirou o celular.

Sem sinal.

Marina correu até a ventilação.

— Isso não é incêndio daqui.

— Estão jogando fumaça para dentro.

Ela começou a tossir.

Dante bateu contra a porta.

Nada.

Marina pegou uma barra metálica.

— Sai.

— O quê?

— Da frente.

Ela enfiou a barra junto à fechadura.

Dante segurou junto.

— No três.

— Eu sei contar.

— Um, dois...

Os dois forçaram.

A porta não cedeu.

A fumaça aumentou.

Marina tossiu novamente.

— Outra vez.

Tentaram.

Nada.

Ela cambaleou.

Dante segurou seu braço.

— Marina?

— Estou bem.

— Não está.

— Para de...

Ela não terminou.

Os joelhos cederam.

Dante a segurou antes que atingisse o chão.

— Marina!

Ela tentou empurrá-lo.

— Porta...

Dante olhou para a fechadura.

Depois para ela.

Algo mudou em seu rosto.

Ele colocou Marina no chão, afastou-se dois passos e avançou com todo o peso contra a porta.

Uma vez.

Duas.

Na terceira, a madeira ao redor da fechadura rachou.

Dante bateu novamente.

A porta abriu.

Ar entrou.

Ele voltou, pegou Marina nos braços e saiu.

Quando Bruno apareceu no corredor com dois homens, encontrou Dante carregando-a.

— Chama uma ambulância.

— Senhor, o que...

— Agora!

Marina só voltou a abrir os olhos no Hospital Santa Cecília.

A primeira coisa que viu foi Dante sentado numa poltrona.

Sem paletó.

Camisa suja.

Um corte novo na mão.

— Você parece horrível — ela murmurou.

Dante ergueu os olhos.

— Você também.

— Que romântico.

Ele se levantou.

Marina olhou para a mão dele.

— Porta?

— Porta.

— Eu teria aberto.

— Você estava inconsciente.

— Detalhe.

Dante chegou ao lado da cama.

Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.

Então Marina perguntou:

— Você ainda acha que fui eu?

Dante sabia exatamente o que ela queria dizer.

O elevador.

A sabotagem.

O transmissor.

Ele respondeu sem hesitar:

— Não.

Marina ficou quieta.

— Não?

— Não acho que tentou me matar.

— Finalmente.

— Você continua sendo irritante.

— E você continua sendo um babaca.

Dante quase sorriu.

O celular dele tocou.

Bruno.

Dante atendeu.

Ouviu.

Seu rosto mudou.

— Tem certeza?

Marina observou.

— O quê?

Dante desligou.

— Invadiram seu apartamento.

O pouco humor desapareceu do rosto dela.

— O quê?

— Enquanto estávamos na casa de máquinas.

Marina tentou se levantar.

— Preciso ir.

Dante colocou a mão em seu ombro.

— Não.

— Tira a mão.

— Seu apartamento foi revirado.

— É minha casa.

— Justamente.

Ela olhou para ele.

— Você não manda em mim.

— Não.

Dante se inclinou.

— Mas alguém acabou de tentar matar nós dois e depois entrou na sua casa.

Marina não respondeu.

— A partir de agora — ele continuou — você não fica sozinha.

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