localização atual: Novela Mágica A Técnica Prendeu o Chefe da Máfia no Elevador Capítulo 1 — Presos Entre Dois Andares
标题上

"A Técnica Prendeu o Chefe da Máfia no Elevador" Capítulo 1 — Presos Entre Dois Andares

正文开头

Marina Oliveira soube que havia alguma coisa errada antes mesmo de abrir o painel.

O elevador privativo do Edifício Montenegro estava parado no térreo, com as portas abertas, silencioso demais para uma máquina que, segundo o chamado da madrugada, havia travado três vezes nas últimas quarenta e oito horas.

Eram quase onze da noite na Avenida Paulista.

Do lado de fora, São Paulo continuava acesa, barulhenta e impaciente.

Ali dentro, porém, Marina só ouvia o zumbido dos equipamentos e o clique metálico de suas ferramentas.

Ajoelhou-se diante do quadro de comando.

— Vamos ver o que fizeram com você.

Retirou a tampa.

Dois minutos depois, seu rosto mudou.

Aquilo não era desgaste.

Um dos circuitos de segurança tinha sido alterado.

Marina aproximou a lanterna.

Havia uma ponte improvisada onde não deveria existir ponte nenhuma.

Alguém queria que o elevador continuasse funcionando mesmo diante de uma falha que deveria obrigá-lo a parar.

Ela pegou o celular.

— Rafael, sou eu. Não fecha o chamado ainda. Tem coisa errada aqui.

— Que tipo de coisa?

— Do tipo que não acontece sozinho.

Passos ecoaram no saguão.

Marina virou a cabeça.

Quatro homens de terno atravessavam o mármore. O homem no centro não precisava de apresentação.

Alto, ombros largos, terno preto perfeitamente ajustado, expressão de quem não estava acostumado a esperar por nada.

Dante Montenegro.

Marina já tinha ouvido histórias.

Metade de São Paulo chamava Dante de empresário.

A outra metade baixava a voz antes de pronunciar seu sobrenome.

Ele se aproximou do elevador.

Marina se levantou imediatamente.

— Não pode entrar.

Dante sequer diminuiu o passo.

— Abra caminho.

— O elevador está interditado.

Ele parou.

Finalmente olhou para ela.

Primeiro para o uniforme cinza da Elevatec.

Depois para a chave de fenda em sua mão.

Então para seu rosto.

— Eu tenho uma reunião no trigésimo oitavo andar.

— E eu tenho um elevador com problema no circuito de segurança.

— Use outro.

Marina soltou uma risada curta.

— Excelente ideia. Só tem um problema: este é o elevador que o senhor está tentando usar.

Um dos seguranças avançou.

— Cuidado com a maneira como fala.

Marina ergueu a sobrancelha.

— Você sabe consertar elevador?

O segurança ficou em silêncio.

— Então deixa quem sabe trabalhar.

Dante a observou por mais um segundo.

— Seu nome.

— Marina Oliveira.

— Marina, termine isso amanhã.

Ele entrou.

Marina ficou imóvel.

— Saia do elevador.

Os dois seguranças se entreolharam.

Dante virou lentamente.

— O quê?

— Eu disse para sair.

— Você sabe com quem está falando?

— Sei. Com o homem que está atrapalhando meu trabalho.

A mandíbula dele endureceu.

— Cinco minutos.

— Não.

— Senhor Montenegro — um dos seguranças tentou intervir.

Dante ergueu a mão.

Silêncio.

— Suba comigo — ele disse. — Se ouvir alguma coisa errada, você para.

Marina quase respondeu que máquinas não obedeciam a egos.

正文1

Mas olhou novamente para o painel.

Precisava testar o sistema sob carga.

Pegou a maleta.

— Se eu mandar sair, o senhor sai.

— Não dou esse tipo de promessa.

— Imaginei.

Ela entrou.

As portas se fecharam.

Dante apertou o botão do trigésimo oitavo andar.

O elevador começou a subir.

Marina não olhava para ele.

Ouvia.

Quinto andar.

Sexto.

Sétimo.

O som da máquina parecia normal.

Dante observou o reflexo dela no aço escovado.

— Sempre trata clientes assim?

— Só os que entram em equipamento interditado.

— Eu sou dono do prédio.

— O elevador não sabe disso.

Ele quase sorriu.

Quase.

Décimo segundo andar.

Marina franziu a testa.

Um ruído metálico.

Fraco.

Ela ergueu a mão.

— Quieto.

Dante virou o rosto.

— Perdão?

— Quieto.

Décimo quarto.

O ruído veio novamente.

Raspagem.

Metal contra metal.

Marina apertou o botão de parada.

Nada.

Seu estômago gelou.

— Merda.

Dante percebeu.

— O que foi?

Ela abriu o compartimento de serviço.

Décimo sexto.

— Afaste-se da porta.

— Marina.

— Afaste-se!

Dante deu um passo para trás.

Marina puxou o acionamento de emergência.

O elevador deu um solavanco brutal.

A luz piscou.

Dante bateu o ombro contra a parede.

Marina caiu de joelhos.

O elevador desceu alguns centímetros de uma vez.

Depois parou.

Escuridão.

A respiração de Dante foi a primeira coisa que Marina ouviu.

Então uma luz vermelha de emergência acendeu.

Fraca.

Dante segurou o braço dela e a puxou de pé.

— O que você fez?

— Solta.

— Você parou o elevador.

— Solta meu braço.

— Você me prendeu aqui.

Marina arrancou o braço de sua mão.

— Eu acabei de impedir que essa cabine continuasse se movendo com uma falha no sistema de segurança.

— Em português.

— Eu salvei sua vida.

O olhar dele ficou frio.

— Que conveniente.

Marina encarou-o.

— Você acha que eu sabotei um elevador para depois ficar presa dentro dele com você?

— Ainda não decidi.

Ela soltou uma risada incrédula.

— Impressionante.

— O quê?

— Seu ego ocupa mais espaço que esta cabine.

Dante aproximou-se.

— Tenha cuidado.

Marina não recuou.

— Quer me ameaçar agora ou prefere esperar eu descobrir como tirar nós dois daqui?

Silêncio.

Dante pressionou o interfone.

Nada.

Tentou novamente.

Nada.

Marina pegou o celular.

Sem sinal.

— O sistema de comunicação também caiu.

— Coincidência?

— Não.

A resposta saiu rápida demais.

Dante percebeu.

— Você sabe alguma coisa.

Marina respirou fundo.

— Antes de você entrar, encontrei uma alteração no circuito de segurança.

— Feita por quem?

— Não sei.

— Quem teve acesso?

— Técnicos. Funcionários autorizados. Gente da manutenção do prédio.

— E você.

Ela o encarou.

— Sim. E eu.

Um som seco veio do teto.

Os dois olharam para cima.

Clac.

Marina congelou.

Dante baixou a voz.

— O que foi isso?

Ela ergueu a lanterna.

Outro som.

Desta vez mais nítido.

Metal sendo manipulado.

Marina apagou a lanterna imediatamente.

— Por que apagou?

— Cala a boca.

Dante segurou seu pulso.

— Não mande eu calar a boca.

Marina chegou perto dele e sussurrou:

— Tem alguém em cima da cabine.

A mão de Dante afrouxou.

O silêncio ficou pesado.

Acima deles, alguma coisa deslizou.

Marina conhecia aquele som.

Não era alguém tentando abrir a porta.

Era pior.

Ela ergueu os olhos para Dante.

Pela primeira vez, não havia ironia em seu rosto.

— Escuta com muita atenção — murmurou. — Se alguém abrir essa porta agora, não chega perto.

— Por quê?

Outro estalo ecoou.

A cabine tremeu.

Marina sentiu o sangue gelar.

— Porque quem está lá fora não está tentando tirar a gente daqui.

Dante não piscou.

— Então o que está fazendo?

Marina olhou para o teto.

A resposta veio em um sussurro.

— Tentando fazer este elevador cair.

下一张上
下一章下

você pode gostar

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos:

页面底部