localização atual: Novela Mágica A Filha da Empregada Chamou o Chefe da Máfia de “Bravo”… E a Mansão Inteira Ficou em Silêncio Capítulo 5 — A Mulher Que Devolveu o Dinheiro Dele
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"A Filha da Empregada Chamou o Chefe da Máfia de “Bravo”… E a Mansão Inteira Ficou em Silêncio" Capítulo 5 — A Mulher Que Devolveu o Dinheiro Dele

正文开头

Dante Montenegro passou quase um minuto olhando para a pequena chave marcada com o número 317.

Marina não disse nada.

Bruno também não.

Até Sofia percebeu que alguma coisa havia mudado.

A menina se aproximou da mãe e segurou dois dedos dela.

Dante fechou a mão sobre a chave.

“Bruno.”

“Sim.”

“Quero tudo sobre o Hospital Santa Cecília naquela época. Funcionários, médicos, registros de entrada, transferências, câmeras, se ainda existir alguma coisa.”

“Doze anos é muito tempo.”

“Eu sei.”

“Alguns arquivos podem nem existir mais.”

Dante levantou os olhos.

“Então descubra quais existem.”

Bruno assentiu.

“E o armário?”

Dante olhou novamente para a chave.

“Ninguém toca até eu mandar.”

Marina franziu a testa.

“Se pode ter alguma coisa sobre sua irmã lá dentro, por que esperar?”

Dante a encarou.

“Porque alguém escondeu essa chave dentro de uma caixa de música.”

“Justamente.”

“E alguém deixou aquela caixa dentro de um quarto fechado por doze anos.”

Marina entendeu.

Se Lívia realmente tivesse morrido, aquilo seria apenas uma lembrança.

Mas, se não tivesse…

alguém poderia ter passado doze anos garantindo que Dante continuasse acreditando na versão errada.

Sofia puxou a mão da mãe.

“Posso tomar suco?”

A pergunta quebrou a tensão.

Marina se abaixou.

“Pode. Vai com a Teresa.”

“De uva?”

“Se tiver.”

Teresa estendeu a mão.

Sofia foi com ela.

Antes de desaparecer pelo corredor, virou-se.

“Dante?”

Ele olhou.

“Não perde a chave.”

Dante baixou os olhos para a mão fechada.

“Não vou perder.”

Nos dias seguintes, nada pareceu acontecer.

Mas Marina começou a perceber pequenas mudanças.

Bruno passava horas fora da mansão.

Dante fazia reuniões com a porta fechada.

Marcelo Ferraz aparecia com mais frequência.

E sempre que Marina entrava em algum ambiente, Marcelo interrompia o que estava dizendo.

Na sexta-feira, Marina recebeu uma ligação enquanto trocava as toalhas de um dos quartos.

Era a proprietária do apartamento onde morava.

Dois meses de aluguel atrasado.

Marina fechou os olhos.

“Eu sei, dona Célia.”

“Você disse que pagaria esta semana.”

“Vou pagar.”

“Quando?”

Marina olhou para o uniforme.

“Segunda.”

Houve silêncio.

“Marina, eu gosto de você. Gosto da Sofia. Mas também tenho contas.”

“Eu sei.”

“Segunda.”

“Prometo.”

Ela desligou.

Ficou alguns segundos olhando para a tela do celular.

Não percebeu que Dante estava na porta.

“Problema?”

Marina guardou o aparelho.

“Não.”

“Você mente mal.”

“E o senhor escuta conversas demais.”

“Minha casa.”

“Meu telefone.”

Dante quase sorriu.

“Aluguel?”

Marina pegou as toalhas.

“Eu resolvo.”

“Foi exatamente o que disse da creche.”

Ela parou.

“E resolvi.”

“Trouxe Sofia para uma mansão onde metade das portas tem segurança armada.”

“Funcionou.”

“Ela entrou no meu escritório.”

“E sobreviveu.”

Dante soltou uma breve respiração pelo nariz.

Marina saiu antes que ele perguntasse mais.

Na segunda-feira, o pagamento caiu.

Marina abriu o aplicativo do banco no horário do almoço.

Parou.

Piscou.

Abriu novamente.

Havia dinheiro demais.

Muito mais do que seu salário.

Ela foi diretamente ao setor administrativo.

正文1

A funcionária conferiu.

“Adiantamento extraordinário.”

“Eu não pedi.”

“Ordem da direção.”

Marina já sabia qual direção.

Encontrou Dante no escritório.

Dessa vez, bateu.

“Entre.”

Ela entrou com o celular na mão.

“Quero que retire.”

Dante nem levantou os olhos.

“O quê?”

“O dinheiro.”

“Não.”

“Eu não pedi.”

“Eu sei.”

“Então não deveria ter feito.”

Dante largou a caneta.

“Você está atrasada com o aluguel.”

Marina sentiu o rosto esquentar.

“Isso não é problema seu.”

“Você trabalha para mim.”

“Exatamente.”

Ela colocou o celular sobre a mesa.

“Eu trabalho para o senhor. Não pertenço ao senhor.”

Silêncio.

Bruno, que estava próximo à janela, ficou imóvel.

Dante recostou-se na cadeira.

“Eu nunca disse que pertencia.”

“Não precisa dizer quando resolve meus problemas sem perguntar.”

“Era um adiantamento.”

“De três meses.”

“Você pode devolver.”

“É o que estou fazendo.”

“Então por que veio discutir?”

Marina abriu a boca.

Fechou.

Bruno virou discretamente o rosto.

Dante percebeu.

“Pode sair, Bruno.”

“Com prazer.”

Quando a porta fechou, Marina cruzou os braços.

“Não quero que tenha pena de mim.”

“Eu não tenho.”

“Então por quê?”

Dante demorou alguns segundos.

“Porque você estava preocupada.”

“Eu sempre estou preocupada.”

“Eu percebi.”

Marina sentiu a raiva diminuir um pouco.

Isso a irritou ainda mais.

“Não faça de novo.”

Dante a observou.

“Tudo bem.”

Ela não esperava que fosse tão fácil.

“Tudo bem?”

“Você pediu. Eu ouvi.”

Marina pegou o celular.

Já estava na porta quando Dante falou:

“Marina.”

Ela se virou.

“Se precisar de ajuda, peça.”

“Não vou precisar.”

“Teimosa.”

“Controlador.”

O canto da boca dele subiu.

“Pode ir.”

Marina saiu tentando ignorar o próprio coração.

Naquela noite, Dante ficou no escritório até tarde.

Sobre a mesa estavam duas coisas.

A chave 317.

E o desenho que Sofia fizera dele.

Ele pegou a chave quando Bruno entrou.

“Conseguiu?”

“Parte.”

Bruno colocou uma pasta sobre a mesa.

“O Hospital Santa Cecília mudou o sistema há oito anos. Os arquivos digitais antigos foram parcialmente migrados.”

“Parcialmente?”

“Alguns desapareceram.”

“Os de Lívia?”

Bruno ficou em silêncio.

Dante entendeu.

“Quem tinha acesso?”

“Na época? Administração hospitalar, médicos autorizados e familiares.”

“Ricardo?”

“Sim.”

Dante fechou a mão.

“Marcelo?”

“Ele trabalhava para seu tio naquela época.”

Dante levantou os olhos.

“Ele tinha vinte e poucos anos.”

“E era assistente pessoal de Ricardo Montenegro.”

A porta abriu.

Marcelo entrou.

“Desculpe interromper.”

Bruno fechou a pasta.

Marcelo colocou um tablet diante de Dante.

“Temos um problema.”

Dante leu.

Uma transferência de R$ 186 mil havia sido feita de uma conta operacional do Grupo Montenegro para uma empresa desconhecida.

“Quem autorizou?”

Marcelo deslizou a tela.

“É justamente isso.”

Dante viu o nome.

**Marina Oliveira.**

Ele levantou os olhos lentamente.

“Isso é uma piada?”

“Eu gostaria que fosse.”

“Ela não tem acesso a contas.”

“Não deveria ter.”

Bruno pegou o tablet.

“Houve login interno.”

“De onde?”

Marcelo respondeu:

“Da mansão.”

Dante ficou em silêncio.

“Quando?”

“Hoje, às quinze e quarenta e sete.”

Bruno olhou para Dante.

Naquele horário, Marina estava trabalhando.

Marcelo continuou:

“A autenticação foi feita com o código pessoal dela.”

Dante se levantou.

“Chame Marina.”

Marcelo hesitou.

“Talvez seja melhor chamar a polícia primeiro.”

Dante olhou para ele.

“Eu disse Marina.”

Poucos minutos depois, Bruno chegou ao corredor dos funcionários.

Marina estava colocando a mochila de Sofia no ombro.

A menina segurava o coelho.

Marina viu dois seguranças atrás dele.

Seu estômago afundou.

“Bruno?”

Ele parou.

“Marina Oliveira?”

“Sim.”

“Dante quer você no escritório.”

Ela olhou para os homens.

“Para quê?”

Bruno não respondeu imediatamente.

Sofia segurou a mão da mãe.

Marina sentiu o medo antes mesmo de saber o motivo.

“Agora”, Bruno disse.

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