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"A Filha da Empregada Chamou o Chefe da Máfia de “Bravo”… E a Mansão Inteira Ficou em Silêncio" Capítulo 3 — A Menina da Fotografia

正文开头

Dante não se moveu.

Sofia continuou segurando a fotografia.

“Você era pequeno.”

Marina chegou até ela.

“Sofia, me dá.”

Dante estendeu a mão primeiro.

“Não.”

Uma única palavra.

Sofia entregou a foto.

Dante olhou.

Seu rosto mudou.

Não foi raiva.

Foi pior.

Parecia dor transformada em gelo.

“De onde tirou isso?”

Sofia apontou.

“Do quarto.”

Dante ergueu os olhos para Marina.

“Você deixou ela mexer nas coisas?”

“Não. Ela perdeu o coelho e encontramos uma caixa de música.”

Teresa apareceu.

“Dante…”

Ele olhou para a governanta.

“Você sabia?”

Teresa não respondeu.

Aquilo bastou.

Dante virou-se para Sofia.

“Nunca mais entre naquele quarto.”

A menina recuou.

Marina sentiu alguma coisa mudar dentro dela.

“Ela não fez nada.”

Dante não olhou para Marina.

“Eu falei com ela.”

“E eu estou falando com o senhor.”

Bruno apareceu no fundo do corredor.

Parou ao perceber a tensão.

Dante finalmente encarou Marina.

“Cuidado.”

Marina sabia que deveria ficar quieta.

Precisava daquele emprego.

Precisava daquele salário.

Mas Sofia tinha três anos.

“Ela é uma criança.”

“Marina.”

“Não fale com ela como fala com seus homens.”

Bruno ficou absolutamente imóvel.

Teresa fechou os olhos.

Dante deu um passo.

Marina não recuou.

“Ela entrou em um lugar proibido.”

“Porque o senhor mandou abrir.”

“Isso não significa que pode mexer no que quiser.”

“Então deveria ter retirado as coisas perigosas antes de colocar uma criança lá.”

Silêncio.

Dante olhou para Sofia.

Ela estava agarrada à saia da mãe.

O medo apareceu no rosto dele por uma fração de segundo.

Talvez porque tivesse conseguido exatamente o contrário do que queria.

Sofia agora estava com medo dele.

Dante respirou fundo.

“Bruno.”

“Sim.”

“Feche o quarto.”

Marina franziu a testa.

“O quê?”

“Agora.”

Sofia apertou a saia da mãe.

“Mas meus lápis…”

“Bruno vai buscar.”

Dante saiu.

Sofia olhou para Marina.

“Ele ficou bravo comigo?”

Marina se agachou.

“Não.”

“Ficou.”

“Você não fez nada errado.”

Teresa se aproximou.

“Sofia, quer me ajudar na cozinha?”

A menina hesitou.

Depois foi com ela.

Bruno permaneceu.

Marina cruzou os braços.

“Vai dizer que eu fui idiota?”

“Seria desnecessário.”

“Obrigada.”

“Mas foi.”

Ela soltou uma risada amarga.

Bruno ficou sério.

“Pouca gente fala daquele jeito com Dante.”

“Talvez seja esse o problema.”

“Você não sabe o que aconteceu.”

“Então me conte.”

“Não posso.”

Marina apontou para o corredor.

“Todo mundo diz isso.”

Bruno baixou a voz.

“Então entenda o aviso.”

“Lívia morreu?”

Ele demorou.

“Foi o que disseram.”

Marina percebeu a escolha das palavras.

“Disseram?”

Bruno saiu antes que ela perguntasse mais.

Nos dias seguintes, Sofia mudou.

Parou de correr pelo corredor.

Não procurava Dante.

Quando ele entrava em um cômodo, ela se aproximava de Marina.

Dante percebebeu.

No terceiro dia, ele encontrou Sofia na cozinha.

Ela coloria um desenho enquanto Marina ajudava Teresa.

Dante entrou.

Sofia levantou os olhos.

Depois voltou para o papel.

“Bom dia.”

“Bom dia.”

Nada de Sr. Bravo.

Nada de sorriso.

正文1

Dante ficou parado.

Teresa quase pareceu satisfeita.

“Quer café?”

“Não.”

Ele saiu.

Marina observou.

“Ele veio até aqui para quê?”

Teresa mexeu a panela.

“Boa pergunta.”

Naquela noite, Marina terminou o turno tarde.

A casa estava silenciosa.

Ao passar pela ala oeste, viu uma luz.

Parou.

A porta do antigo quarto estava fechada.

Dante estava diante dela.

Sozinho.

Segurava a fotografia.

Marina deveria ter ido embora.

Não foi.

“Ela acha que o senhor odeia ela.”

Dante não se virou.

“Eu não odeio.”

“Ela tem três anos. Não sabe interpretar silêncio.”

Ele apertou a foto.

“Você sempre fala demais?”

“Quando precisa.”

Dante finalmente olhou para ela.

Marina viu algo que jamais esperaria.

Os olhos dele estavam vermelhos.

“Quem era Lívia?”

A mandíbula dele endureceu.

“Não é assunto seu.”

“Tudo bem.”

Marina virou para sair.

“Minha irmã.”

Ela parou.

Dante olhava novamente para a fotografia.

“Lívia era minha irmã.”

Marina não falou.

“Ela tinha nove anos naquela foto.”

“E o que aconteceu?”

“Ela morreu.”

A resposta veio rápida demais.

Como se tivesse sido repetida milhares de vezes.

“Há doze anos?”

Dante assentiu.

Marina lembrou do quarto.

Das datas na parede.

Da caixa escondida.

“Por isso fechou tudo.”

“Eu não fechei.”

“Quem fechou?”

Dante ergueu os olhos.

Antes que respondesse, Bruno apareceu.

“Dante.”

O rosto dele estava sério.

“Precisamos conversar.”

Dante guardou a fotografia.

“Agora?”

“Agora.”

Os dois se afastaram.

Marina continuou parada.

Foi então que viu algo no chão.

Dante deixara cair um cartão.

Ela pegou.

Era antigo.

Amarelado nas bordas.

No alto, ainda era possível ler:

**Hospital Santa Cecília — Visitante.**

Abaixo:

**Lívia Montenegro.**

Marina olhou a data.

Doze anos antes.

Exatamente a semana em que, segundo Dante, Lívia havia morrido.

Mas o detalhe que fez Marina prender a respiração estava no verso.

Uma anotação escrita à mão:

**Retirada autorizada — 11 dias depois.**

Marina releu.

Onze dias depois.

Se Lívia havia morrido naquela semana…

quem havia saído do hospital usando o nome dela?

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